
LAMARCA (1994)
| Pais: | Brasil |
| Gênero: | Ação, Drama |
| Direção: | Sérgio Rezende |
| Roteiro: | Sérgio Rezende, Alfredo Oroz |
| Produção: | José Joffily, Mariza Leão, Andréa Queiroga |
| Design Produção: | Clovis Bueno |
| Música Original: | David Tygel |
| Fotografia: | Antônio Luís Soares |
| Edição: | Isabelle Rathery |
| Figurino: | Rita Murtinho |
| Efeitos Sonoros: | Jorge Saldanha |
| Efeitos Especiais: | Sérgio Farjalla |
| Nota: | 6.8 |
| Filme Assistido em: | 1995 |
| Paulo Betti | Carlos Lamarca |
| Carla Camurati | Clara |
| Nelson Dantas | Pai de Lamarca |
| Roberto Bomtempo | Fio |
| José de Abreu | Major |
| Ernani Moraes | Delegado Flores |
| Selton Mello | Ivan |
| Carlos Zara | General |
| Deborah Evelyn | Marina |
| Jurandir de Oliveira | Prof. Santa Cruz |
| Orlando Vieira | Zé Barreto |
| Enrique Díaz | Motorista |
| Eliezer de Almeida | Zequinha |
| Patrícia Perrone | Maria |
| Nelson Xavier |
Associação Paulista de Críticos de Arte
Prêmio de Melhor Ator (Paulo Betti)
O capitão do Exército Brasileiro, Carlos Lamarca, casado com Marina, decide fazer uma opção radical pela luta armada, contra a ditadura militar iniciada com o Golpe de 1964. Assim, envia sua mulher e os dois filhos para Cuba e, desertando do exército em janeiro de 1969, passa a integrar a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).
Na clandestinidade, comanda assaltos a Bancos e seqüestros, apaixona-se por Clara e amadurece em suas convicções políticas.
Começa a sofrer, também, a perseguição sem trégua do delegado Flores, e depois, do Exército, sob o comando de um Major determinado a derrotar a qualquer preço "o traidor da Pátria".
Na caça aos clandestinos, muitas pessoas são pressionadas e torturadas, como o pai de Zequinha, companheiro de Lamarca, que chega a ficar dia e noite de cabeça para baixo, dentro de um celeiro, sem saber por quê.
Lamarca e seus companheiros terminam mortos no sertão da Bahia em 1971. Clara, ao ouvir a polícia chegando, decide matar-se atirando contra o próprio peito.
"Lamarca" é um verdadeiro épico do cinema brasileiro. Realizado pelo cineasta Sérgio Rezende, que também co-assina o roteiro, o filme acompanha os dois últimos anos da vida do Capitão Carlos Lamarca, quando, desertando do Exército, abraça a luta armada contra a ditadura.
Rezende faz um ótimo trabalho com uma competente direção. Embora se saiba o desfecho de antemão, ele consegue manter o espectador tenso ao longo do filme. Há, sem dúvidas, algumas seqüências em que o ritmo é razoavelmente lento.
O grande destaque, entretanto, é a atuação de Paulo Betti, incorporando com extrema perfeição o personagem-título.