
LAWRENCE DA ARÁBIA (1962)
Lawrence of Arabia
| Gênero: | Aventura, Drama, Histórico |
| Direção: | David Lean |
| Roteiro: | Michael Wilson, Robert Bolt |
| Produção: | Sam Spiegel, Robert A. Harris |
| Design Produção: | John Box |
| Música Original: | Maurice Jarre |
| Fotografia: | Freddie Young |
| Edição: | Anne V. Coates |
| Direção de Arte: | John Stoll |
| Figurino: | Phyllis Dalton |
| Guarda-Roupa: | John Wilson-Apperson |
| Maquiagem: | Charles E. Parker |
| Efeitos Sonoros: | John Cox, Winston Ryder, Paddy Cunningham |
| Efeitos Especiais: | Cliff Richardson, Wally Veevers |
| Efeitos Visuais: | Eric Person |
| Pais: | Reino Unido |
| Nota: | 9.6 |
| Filme Assistido em: | 1963 |
| Peter O'Toole | T. E. Lawrence |
| Alec Guinness | Príncipe Feisal |
| Omar Sharif | Xeque Ali Ibn el Kharish |
| Claude Rains | Sr. Dryden |
| Arthur Kennedy | Jackson Bentley |
| Anthony Quinn | Auda abu Tayi |
| Jack Hawkins | Gen. Allenby |
| José Ferrer | Bey |
| Jack Gwillim | Secretário do Clube |
| Anthony Quayle | Coronel Harry Brighton |
| Donald Wolfit | Gen. Murray |
| I. S. Johar | Gasim |
| Gamil Ratib | Majid |
| Michel Ray | Farraj |
| John Dimech | Daud |
| Zia Mohyeddin | Tafas |
| Howard Marion-Crawford | Oficial Médico |
| Fred Bennett | Sargento no Quartel do Cairo |
| Barbara Cole | Enfermeira |
| Harry Fowler | William Potter |
| Ian MacNaughton | Michael George Hartley |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Direção (David Lean)
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Edição
Oscar de Melhor Trilha Sonora
Oscar de Melhores Efeitos Sonoros
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Filme Britânico
Prêmio de Melhor Ator Britânico (Peter O'Toole)
Prêmio de Melhor Roteiro Britânico
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme - Drama
Prêmio de Melhor Direção (David Lean)
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Omar Sharif)
Prêmio de Melhor Fotografia
Prêmios David di Donatello, Itália
David de Melhor Filme Estrangeiro
Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália
Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (David Lean)
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Roteiro Adaptado
Oscar de Melhor Ator (Peter O'Toole)
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Omar Sharif)
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (Anthony Quinn)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Peter O'Toole)
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Anthony Quinn)
Prêmio de Melhor Trilha Sonora Original
Em 19 de maio de 1935, quando pilotava sua motocicleta, T. E. Lawrence morre em um acidente, em Dorset e, em seu funeral, é lembrado de várias formas.
Em flashbacks, o filme volta ao Cairo de 1916, onde o oficial britânico T. E. Lawrence, insatisfeito com o trabalho de cartógrafo do exército, a colorir mapas, aceita uma missão como observador na Arábia. Sua missão consistiria em encontrar o Príncipe Feisal, conseguir seu apoio e servir como um emissário de ligação entre britânicos e árabes.
Uma vez no deserto, quando seu guia beduíno, Tafas, é morto, Lawrence conhece o Xeque Ali Ibn el Kharish. Este se oferece para levá-lo até o Príncipe Feisal, mas Lawrence não aceita. Continuando só, ele se encontra com o coronel britânico Harry Brighton, que lhe diz que Feisal o está esperando.
Ao chegarem à tenda de Feisal, enquanto o príncipe quer o apoio dos britânicos para o ajudarem a tomar Aqaba dos turcos, o coronel Brighton está mais preocupado em defender os interesses britânicos no Canal de Suez. Quando Brighton sai com o Xeque Ali, que acabara de chegar, Lawrence e Feisal continuam a conversar. Alegando que todos os canhões turcos estão voltados para o mar, Lawrence se propõe a marchar por terra para Aqaba, desde que conte com cerca de 50 homens de Feisal. A idéia é considerada uma loucura, já que o acesso à Aqaba por terra implica na travessia do Deserto de Nefud, considerada impossível.
Depois de tanto insistir, Feisal termina por concordar. Assim, sem o conhecimento do coronel Brighton, Lawrence parte para Aqaba com os homens de Feisal. A eles, junta-se o Xeque Ali para a travessia do deserto, reafirmando a Lawrence que a missão é suicida.
Após superarem todo tipo de dificuldades, inclusive tempestades de areia, ciclones, etc., o grupo, com algumas perdas, encontra-se com o avarento Auda abu Tayi, chefe árabe do clã Howeitat, mercenário que trabalha para os turcos por 100 guinés de ouro ao mês. Usando um misto de diplomacia e suborno, Lawrence termina por unir as facções rivais de Feisal e Auda abu Tayi na luta contra os turcos otomanos, montando uma força de guerrilheiros poderosa.
Depois da conquista de Aqaba, Lawrence retorna ao Cairo, onde é promovido a Major. Entretanto, torna-se um involuntário títere dos Aliados, representados pelo Gen. Allenby e pelo Sr. Dryden, que decidem continuar a usá-lo para assegurar a cooperação árabe contra as forças turcas.
"Lawrence da Arábia", com suas quase quatro horas de duração, é sem dúvida um dos maiores épicos da história do cinema. É uma verdadeira obra-prima, com uma trilha sonora de arrebatar e uma fotografia maravilhosa. As cenas no deserto são belíssimas.
Dirigido brilhantemente por David Lean, o elenco tem uma atuação excepcional, com destaques para Peter O'Toole e Omar Sharif. A relação entre os dois chega a ser comovente.