SOB A AREIA (2000)
Sous le sable
Ficha Técnica
| Outros Títulos: |
Bajo la arena (Espanha) Under the sand (USA, UK) Sotto la sabbia (Itália) Unter dem sand (Austria)
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| Pais: |
França |
| Gênero: |
Drama |
| Direção: |
François Ozon |
| Roteiro: |
François Ozon, Marina de Van, Marcia Romano, E. Bernheim |
| Produção: |
Olivier Delbosc, Marc Missonnier |
| Design Produção: |
Sandrine Canaux |
| Música Original: |
Philippe Rombi |
| Fotografia: |
Antoine Héberlé, Jeanne Lapoirie |
| Edição: |
Laurence Bawedin |
| Direção de Arte: |
Sandrine Canaux |
| Figurino: |
Pascaline Chavanne |
| Guarda-Roupa: |
Dorothée Lissac, Armelle Yons |
| Maquiagem: |
Gill Robillard |
| Efeitos Sonoros: |
Benjamin Viau, Jean-Luc Audy, Benoît Hillebrant e outros |
| Nota: |
7.4 |
| Filme Assistido em: |
2001 |
Elenco
| Charlotte Rampling |
Marie Drillon |
| Bruno Crémer |
Jean Drillon |
| Jacques Nolot |
Vincent |
| Alexandra Stewart |
Amanda |
| Pierre Vernier |
Gérard |
| Andrée Tainsy |
Suzanne |
| Maya Gaugler |
Mulher alemã |
| Damien Abbou |
Chefe dos salva-vidas |
| David Portugais |
Jovem salva-vidas |
| Pierre Soubestre |
Policial |
| Agathe Teyssier |
Responsável pela Loja de Luxo |
| Laurence Martin |
Vendedora do apartamento |
| Jean-François Lapalus |
Médico |
| Laurence Mercier |
Secretária do médico |
| Fabienne Luchetti |
Farmacêutico |
| Maurice Antoni |
Médico |
| Charlotte Gerbault |
Enfermeira |
| Nicole Lartigue |
Legista |
| Patricia Couvillers |
Evelyne |
| Patrick Grieco |
Jose |
Indicações
Academia do Cinema Europeu
Prêmio de Melhor Direção
Prêmio de Melhor Atriz (Charlotte Rampling)
Prêmio do Público de Melhor Atriz (Charlotte Rampling)
Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França
César de Melhor Filme (François Ozon)
César de Melhor Direção (François Ozon)
César de Melhor Atriz (Charlotte Rampling)
Festival Internacional de San Sebastián, Espanha
Prêmio Concha de Ouro (François Ozon)
Videoclipes
Sinopse
Marie, uma mulher refinada de meia idade, e seu marido Jean viviam há 25 anos muito felizes, sempre trocando pequenas gentilezas – como fazer o café ou mandar beijinhos enquanto lia algum livro. No verão, partem para uma casa espaçosa e charmosa perto de uma praia, no litoral francês. Ali, eles sempre tiveram momentos muito agradáveis e esperavam que fosse assim nesse verão.
No entanto, um dia, enquanto ela relaxava na areia sob o sol da praia, entretida com a leitura de um livro, adormece e ao despertar não encontra Jean que, supostamente, teria ido banhar-se no mar. Desesperada, ela começa a pensar o que teria acontecido a ele. Ela alerta as autoridades sobre o desaparecimento, mas as buscas de nada adiantam. Teria Jean morrido afogado? Cometido suicídio? Ou simplesmente abandonado a esposa? Traumatizada, ela retorna à Paris e continua a levar a vida como se Jean ainda fizesse parte do seu cotidiano.
Aos poucos, ela tenta recomeçar sua vida, freqüentando jantares na casa dos amigos e tentando retomar sua vida amorosa e sexual, mas a esperança de reencontrar o marido é alimentada ainda por suas inúmeras aparições, apenas no seu imaginário, que nos são mostradas como se ele realmente estivesse lá, vigiando tudo o que sua mulher anda fazendo.
Esse detalhe, de certo modo, acaba por revelar o mistério do filme, devido ao caráter observador do marido que, por exemplo, presencia sua mulher fazendo sexo com outro sem o menor olhar de rancor ou julgamento. Percebe-se, logo, que ele realmente se foi. A penúltima cena, inclusive, na qual Marie conversa com o legista - que lhe diz que um cadáver desfigurado encontrado é do seu marido - comprova o que o final tenta confundir: a mulher, visivelmente abalada, nega que o cadáver seja dele, devido à presença de um relógio que, segundo ela, não lhe pertence. Óbvio que tenta assim enganar o médico - e a si mesma, demonstrando que continua a não aceitar a perda.
Comentários
"Sob a Areia" é um belíssimo e comovente estudo psicológico sobre a perda, no caso a morte de um ente querido. Realizado por François Ozon, que também co-escreveu o roteiro, o filme mostra, mais uma vez, o enorme talento desse cineasta francês.
A trilha sonora, incluindo a bela música original de Philippe Rombi, contribui para aumentar o impacto emocional. No elenco, Bruno Crémer e Jacques Nolot, como de costume, estão muito bem em seus papéis. Entretanto, o maior destaque fica por conta da inglesa Charlotte Rampling, numa das melhores interpretações de sua carreira. Com uma beleza e uma elegância sem par, ela é sem dúvida a alma do filme.
CAA