
Z (1969)
Z
| Outros Títulos: | Z, l'orgia del potere (Itália) Z - Anatomie eines politischen Mordes (Alemanha) |
| Pais: | França, Argélia |
| Gênero: | Drama, Suspense |
| Direção: | Costa-Gavras |
| Roteiro: | Jorge Semprún |
| Produção: | Philippe d'Argila, Eric Schlumberger |
| Design Produção: | Jacques D'Ovidio |
| Música Original: | Mikis Theodorakis |
| Fotografia: | Raoul Coutard |
| Edição: | Françoise Bonnot |
| Figurino: | Piet Bolscher |
| Efeitos Sonoros: | Jean Nény, Lionel de Souza, Alexandre Popovic e outros |
| Nota: | 9.1 |
| Filme Assistido em: | 1970 |
| Yves Montand | Deputado 'Z' |
| Irene Papas | Hélène, mulher do Deputado |
| Jean-Louis Trintignant | O Magistrado |
| Jacques Perrin | Fotojornalista |
| Charles Denner | Manuel |
| François Périer | Promotor Público |
| Pierre Dux | O General |
| Georges Géret | Nick |
| Bernard Fresson | Matt |
| Magali Noël | Irmã de Nick |
| Jean Bouise | Georges Pirou |
| Renato Salvatori | Yago |
| Marcel Bozzuffi | Yago |
| Julien Guiomar | O Coronel |
| Gérard Darrieu | Barão |
| Jean-Pierre Miquel | Pierre |
| Van Doude | Diretor do Hospital |
| Andrée Tainsy | Mãe de Nick |
| Raoul Coutard | Cirurgião inglês |
| Steve Gadler | Fotógrafo inglês |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Oscar de Melhor Edição
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio Anthony Asquith de Melhor Música
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio de Melhor Ator (Jean-Louis Trintignant)
Prêmio do Júri (Costa-Gavras)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Direção (Costa-Gavras)
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Direção (Costa-Gavras)
Oscar de Melhor Roteiro Adaptado
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Roteiro Adaptado
Prêmio Nações Unidas
Prêmio de Melhor Edição
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Palma de Ouro (Costa-Gavras)
Em plena guerra fria, num País imaginário controlado por militares, a oposição tem um líder popular, o Deputado 'Z', um ex-campeão olímpico, professor universitário e político honesto. Ele é favorito para ganhar a próxima eleição e é visto com simpatia pela imprensa, representada por um fotojornalista.
Quando 'Z' chega à cidade para uma manifestação pacifista, seus organizadores estão lutando uma batalha perdida contra os representantes do governo, que não querem permitir que a manifestação ocorra num grande auditório, conforme inicialmente previsto. Eles oferecem um pequno salão defronte ao hotel do deputado. O deputado procura minimizar uma ameaça de morte recebida nas primeiras horas daquele mesmo dia.
O encontro se dá na mesma hora em que o Balé Bolshoi faz uma apresentação para os principais líderes governamentais. Em torno do pequeno salão, uma multidão enfurecida está a ponto de perder o controle. Uma força policial, destinada a manter a ordem, não faz nada para evitar eventuais incidentes.
Durante o discurso de 'Z', a tensão aumenta à medida em que um grupo de extremistas de direita tenta contra a vida de Georges Pirou, pensando que o assistente do deputado é o principal líder. Sem que haja intervenção policial e com o General e o Coronel estranhamente desaparecendo no meio da multidão, o Deputado é deixado à própria sorte ao ter que cruzar a rua de volta ao hotel. Ele só consegue chegar até o meio da rua quando um caminhão 'kamikaze' o atropela mortalmente.
Logo após o acidente/assassinato, membros da direita, militares e policiais tentam abafar o ocorrido. O Magistrado encarregado do caso, a despeito das pressões recebidas, precisa agir como detetive, para descobrir os verdadeiros culpados e o envolvimento do Governo nesse brutal crime político.
Baseado no livro homônimo de Vassilis Vassilikos, "Z" é um filme forte que mostra os bastidores de um crime político ocorrido na Grécia, em 1963: o assassinato de um dos mais dignos políticos gregos, Grigoris Lambrakis, que sacrificou sua vida em nome da paz e da dignidade humana.
Costa-Gavras, o grande cineasta grego, dá o melhor de si para apresentar a atmosfera reinante na época do atentado e consegue realizar um filme interessante e provocativo. O roteiro de Jorge Semprún é bem estruturado e cuidadoso, não deixando furos. A trilha sonora de Mikis Theodorakis ajuda a manter um ótimo ritmo até a cena final.
O elenco, de um modo geral, está perfeito, com destaque para a atuação de Jean-Louis Trintignant, no papel do Magistrado.