
LOLITA (1997)
Lolita
| Pais: | França, Estados Unidos |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Adrian Lyne |
| Roteiro: | Stephen Schiff |
| Produção: | Mario Kassar, Joel B. Michaels |
| Design Produção: | Jon Hutman |
| Música Original: | Ennio Morricone, Carl Sigman |
| Música Não Original: | Bob Hilliard |
| Fotografia: | Howard Atherton, Stephen Smith |
| Edição: | Julie Monroe, David Brenner |
| Direção de Arte: | Chris Shriver |
| Figurino: | Judianna Makovsky |
| Guarda-Roupa: | Jerry Ross, Anita Tordjman |
| Maquiagem: | Marie Lastennet, Cecilia Verardi, Roy C. Bryon, Pamela Priest |
| Efeitos Sonoros: | Scott A. Jennings, Nancy MacLeod, Franco Patrignani, Fabio Venturi |
| Efeitos Especiais: | Werner Hahnlein, Dave Gerlach, Gary Pilkinton, Joseph Mercurio |
| Efeitos Visuais: | Jeffrey A. Okun |
| Nota: | 6.9 |
| Filme Assistido em: | 1998 |
| Frank Langella | Clare Quilty |
| Ed Grady | Dr. Melinik |
| Melanie Griffith | Charlotte Haze |
| Keith Reddin | Reverendo Rigger |
| Suzanne Shepherd | Srta. Pratt |
| Jeremy Irons | Humbert |
| Dominique Swain | Dolores 'Lolita' Haze |
| Erin J. Dean | Mona |
| Joan Glover | Srta. LaBone |
| Pat Pierre Perkins | Louise |
| Michael Goodwin | Sr. Beale |
| Angela Paton | Sra. Holmes |
| Emma Griffith Malin | Annabel Lee |
| Michael Culkin | Sr. Leigh |
| Annabelle Apsion | Sra. Leigh |
| Michael Dolan | Dick |
| Chris Jarman | Policial |
| Lenore Banks | Enfermeira |
| Margaret Hammonds | Enfermeira |
Prêmios para Jovens Artistas, EUA
Prêmio de Melhor Atriz Jovem (Dominique Swain)
Em 1947, Humbert, um professor de meia-idade de origem inglesa, vai lecionar literatura francesa em uma pequena cidade da Nova Inglaterra, onde aluga um quarto na casa de Charlotte Haze, uma viúva, mãe de Lolita, uma ninfeta de doze anos, que o faz lembrar de seu primeiro e trágico amor, o qual jamais conseguiu esquecer.
Apesar de não sentir nada por Charlotte, casa-se com ela, apenas para ficar mais próximo de sua filha, pois a atração que sente pela enteada é algo devastador. Quando, após ler o diário de seu marido, descobre seus reais sentimentos, Charlotte, num acesso de fúria, sai correndo de casa e é atropelada por um carro em alta velocidade, morrendo a seguir.
Para Humbert, uma nova vida se inicia. Ele parte com Lolita numa grande viagem de carro pelos Estados Unidos. Em todos os locais por onde passam, ele a apresenta como sua filha, mas na privacidade ela se comporta como amante. Numa das pousadas, encontra um homem, Clare Quilty, que lhe solta uma piada sobre a relação dele com a garota.
Ao chegar em mais um motel de estrada, a proprietária nota que Lolita não está bem. Humbert a leva ao hospital local, onde o médico sugere que ela passe a noite em observação, muito embora acredite tratar-se de uma simples virose.
No dia seguinte, ao voltar ao hospital para apanhar a enteada, descobre que um certo 'tio Gustavo' passou por lá mais cedo e a levou, dizendo que estaria indo para a casa do avô dela. Preocupado com o ocorrido, Humbert passa a procurá-la por meses a fio, sem conseguir localizá-la.
Três anos depois, ele finalmente recebe uma carta de Lolita, dizendo que está casada com Dick e que vai ter um bebê por volta do Natal. Diz ainda que estão sem dinheiro e que precisariam de um cheque de, pelo menos, US$ 300, o qual poderia ser enviado pelo correio. De posse do endereço, Humbert prefere ir pessoalmente até ela, a quem entrega um envelope com US$ 4000. Ao vê-la, tem a certeza de que a ama mais do que nunca, de modo que lhe propõe que largue tudo e vá viver com ele. Ela o trata como a um pai e lhe diz que só voltaria se fosse para viver com Clare Quilty, o seu primeiro homem.
Enlouquecido, Humbert procura Clare e o mata, sendo preso e condenado. No mesmo ano, mais precisamente em novembro de 1950, Humbert morre na prisão de trombose coronariana. Um mês depois, Lolita morre no trabalho de parto.
Baseado na famosa obra de Vladimir Nobokov, "Lolita" é um ótimo drama sobre a sórdida relação entre um homem de meia-idade e uma ninfeta de 12 anos. Realizada pelo cineasta Adrian Lyne, que apresenta uma direção consistentemente fluida e meticulosa, esta versão, entretanto, não chega ao nível da dirigida por Stanley Kubrick, em 1962.
"Lolita" não é um filme sobre sexo. É um estudo sobre a natureza humana e as conseqüências de atitudes imprudentes. No desenvolvimento da trama, Lyne preferiu a sutileza à apelação direta, o sugerido ao explícito.
O filme apresenta ainda uma bela fotografia e a excelente música de Ennio Morricone. No elenco, Dominique Swain está ótima no papel-título, tendo sido indicada ao prêmio de Melhor Atriz Jovem. Jeremy Irons, como padrasto e amante de Lolita, também nos oferece uma soberba interpretação. Merece ainda ser citada a boa atuação de Melanie Griffith, no papel da mãe da ninfeta.