
LUZ DEL FUEGO (1982)
| Pais: | Brasil |
| Gênero: | Drama, Biográfico |
| Direção: | David Neves |
| Roteiro: | Joaquim Vaz de Carvalho |
| Produção: | Joaquim Vaz de Carvalho, Evelyn Chamma, Carlos Molleta |
| Design Produção: | Fausto Balloni |
| Música Original: | Carlos Molleta |
| Coreografia: | Angela Rainho |
| Fotografia: | Fernando Duarte |
| Edição: | Marta Luz, Marco Antônio Cury, Ricardo Miranda |
| Figurino: | Hiluz del Priori, Luiz Augusto Bicalho |
| Maquiagem: | Carlos Prieto, Tomaz Dourado |
| Efeitos Sonoros: | David Presas, José Luiz Sasso, Cristiano Maciel, Antônio César |
| Nota: | 6.4 |
| Filme Assistido em: | 1983 |
| Lucélia Santos | Luz del Fuego |
| Walmor Chagas | Senador João Gaspar |
| Joel Barcellos | Canário |
| Ivan Cândido | Teodoro Dias |
| Helber Rangel | Indalécio Ribeiro |
| Marco Soares | Agildo |
| José de Abreu | Mestre de Cerimônias |
| Carlos Kroeber | Trancoso |
| Nildo Parente | Padre Delgado |
| Jalusa Barcelos | Maria Júlia |
| Mariana de Moraes | Filha de Teodoro |
| Guilherme Karan | Travestí |
| Monique Lafond | Advogada |
| Ítala Nandi | Isabel |
| Mário Petráglia | Paco |
| Fábio Sabag | Celestino |
| Irving São Paulo | Menino do Circo |
| Maria Sílvia | Ivonete |
| Cecil Thiré | Comprador |
| Tamara Taxman | Yara Satã |
| Laís Chamma | Mulher de Canário |
| Dayse de Lourenço | Alzira |
| Beatriz Horta | Jornalista |
| Wilson Grey | Heleno |
Festival de Gramado, Brasil
Kikito de Ouro de Melhor Fotografia
Kikito de Ouro de Melhor Ator (Walmor Chagas)
Kikito de Ouro de Melhor Atriz (Lucélia Santos)
Kikito de Ouro de Melhor Cenografia
Festival de Gramado, Brasil
Kikito de Ouro de Melhor Filme Brasileiro
Ao passear de lancha pela Baía de Guanabara, João Gaspar, um idoso senador, conta para a enfermeira que o acompanha que, entre os anos 50 e 60, se envolveu com uma exótica dançarina, Luz Del Fuego, que adotara esse nome artístico ao vê-lo na tampa de um batom.
Continuando com suas memórias, ele diz que, já adulta e no teatro de revista, ela participou de um coro de vedetes e foi presa pela primeira vez, por atentado violento ao pudor.
Na cadeia fez amizade com um repórter, Indalécio, e um gay, Agildo, que ficariam ligados a ela para sempre.
No teatro, estreou completamente nua, envolta por cobras. O sucesso gerou uma mesa-redonda na TV Tupi, composta por um padre, uma vedete, um delegado e o presidente da Liga de Proteção aos Animais.
Nessa época, ela se envolveu com ele, político casado, que estava em campanha para o Senado. Homenageado por ela, que lhe deu um beijo na boca publicamente, temeu por sua imagem, mas mesmo assim conseguiu ser eleito.
No auge da fama, Luz del Fuego vendeu sua bela mansão, que lhe havia presenteado, abandonou o teatro e se mudou para a Ilha do Sol, onde pretendia criar um paraíso ecológico naturalista. Nessa ilha, ela viveu seus últimos dias de glória ao lado de um pescador.
"Luz del Fuego" é um bom filme brasileiro que conta alguns pontos marcantes da vida de uma lendária vedete que escandalizou a sociedade brasileira nos anos 50. A história é contada em forma de memória do velho senador João Gaspar, um ambicioso político cuja vida pública esteve ligada por muito tempo ao seu tempestuoso caso com a referida vedete.
Realizado por David Neves, o filme parte de um roteiro mal estruturado, apresentando altos e baixos. Em contrapartida, as magníficas atuações de Lucélia Santos e Walmor Chagas sustentam o filme até o fim. Merecem ainda destaques a bela fotografia de Fernando Duarte e o trabalho de cenografia, assinado por Fausto Balloni.