
MACUNAIMA (1969)
| Pais: | Brasil |
| Gênero: | Comédia, Fantasia |
| Direção: | Joaquim Pedro de Andrade |
| Roteiro: | Joaquim Pedro de Andrade |
| Produção: | Joaquim Pedro de Andrade |
| Design Produção: | Anísio Medeiros |
| Fotografia: | Guido Cosulich |
| Edição: | Eduardo Escorel |
| Direção de Arte: | Anísio Medeiros |
| Figurino: | Anísio Medeiros |
| Maquiagem: | Rubens Abreu |
| Efeitos Sonoros: | Juarez Dagoberto Costa, Walter Goulart |
| Efeitos Especiais: | Paulinho Wagner, Hilton Werneck |
| Efeitos Visuais: | Ariel Wollinger, Von Victor, Mario Finotti Silva |
| Nota: | 7.4 |
| Filme Assistido em: | 1970 |
| Grande Otelo | Macunaíma Negro |
| Paulo José | Macunaíma Branco |
| Jardel Filho | Venceslau Pietro Pietra |
| Dina Sfat | Cy |
| Milton Gonçalves | Jiguê |
| Rodolfo Arena | Maanape |
| Joanna Fomm | Sofará |
| Hugo Carvana | Vigarista, dono do pato |
| Zezé Macedo | Magra |
| Maria Lúcia Dahl | Iara |
| Maria do Rosário | Iriqui |
| Wilza Carla | Gorda |
| Carolina Whitaker | Princesa |
| Rafael de Carvalho | Currupira |
Festival de Cinema de Mar del Plata, Argentina
Prêmio de Melhor Filme (Joaquim Pedro de Andrade)
Festival de Cinema de Brasília, DF
Troféu Candango de Melhor Roteiro
Troféu Candango de Melhor Ator (Grande Otelo)
Troféu Candango de Melhor Ator Coadjuvante (Jardel Filho)
Troféu Candango de Melhor Cenografia
Instituto Nacional de Cinema, Brasil
Prêmio Coruja de Ouro de Melhor Direção de Arte
Macunaíma, “herói de nossa gente”, nasceu à margem do Uraricoera, em plena floresta amazônica. Desde a primeira infância, revela-se como um sujeito “preguiçoso”. Ainda menino, busca prazeres amorosos com Sofará, mulher de seu irmão Jiguê.
Macunaíma transforma-se num príncipe lindo, iniciando um processo constante de metamorfoses que irão ocorrer ao longo de sua vida: índio negro, vira branco, inseto, peixe e até mesmo um pato, dependendo das circunstâncias.
De tanto aprontar, é abandonado pela mãe no meio do mato. Lá, encontra Ci, a Mãe do Mato e inventa com ela lindas e novas maneiras de gozos de amor. E assim nasce um curumi, que morre prematuramente depois de mamar no único peito de Ci. Esta dá-lhe sua muiraquitã famosa. Tomado de tristeza, Macunaíma parte rumo às matas misteriosas. Na luta contra um monstro, Macunaíma perde seu talismã e fica sabendo, através de um uirapuru, que a tartaruga que engolira sua pedra tinha sido apanhada por um mariscador. Este vendera a muiraquitã a um rico fazendeiro chamado Venceslau Pietro Pietra, proprietário de uma mansão em São Paulo. Macunaíma resolve, então, seguir para a capital paulista a fim de recuperar sua muiraquitã.
Em São Paulo, fica sabendo que Venceslau era o gigante Piaimã. Depois de uma tentativa de aproximação frustrada, Macunaíma resolve se vestir de francesa para conquistar Venceslau e reconquistar sua muiraquitã.
Fracassando em sua tentativa, vai ao Rio de Janeiro procurar o terreiro de macumba da tia Ciata. Lá, pede à macumbeira vários castigos pro gigante Piaimã. Em seguida, retorna a São Paulo onde, saudoso, resolve escrever uma “carta pras icamiabas”, relatando como estava sua vida. Faz uma descrição da agitada vida paulistana, com seus arranha-céus, ruas cheias de gente, cinemas, casas de moda, ônibus, estátuas e jardins. Detalha para as amazonas a prática constante de amores pecaminosos, tanto que ele até pensa em tirar proveito da exploração do lenocínio.
A surra que Venceslau Pietro Pietra recebe de Exu é tão violenta que ele fica meses numa rede. Desesperado porque ainda não conseguira reaver a muiraquitã, Macunaíma se disfarça de pianista e tenta, junto ao governo, uma bolsa de estudos na Europa, para onde Venceslau havia viajado.
Não conseguindo a bolsa, sai a viajar com os irmãos, Maanape e Jiguê, pelo Brasil, pra ver se acha “alguma panela com dinheiro enterrado”. Maanape comunica ao herói a volta de Venceslau.
Macunaíma enche-se de coragem e decide matar o gigante. Come cobra e, com muita esperteza, coloca Piaimã balançando num cipó de japecanga. O gigante cai na água fervente que estava sendo usada por Ceiuci, a velha caapora, no preparo de uma imensa macarronada. Finalmente, o herói recupera sua muiraquitã.
Morto Piaimã e reconquistada sua muiraquitã, Macunaíma, Maanape e Jiguê são novamente índios e resolvem voltar para o distante Uraricoera. Nessa viagem de volta, o herói tem novas aventuras amorosas. Enfim, chega ao Uraricoera natal e, ao passar por um lugar chamado Pai da Tocandeira, reconhece suas raízes e chora.
Finalmente, desaparece como viveu - antropofagicamente.
Baseado no famoso livro de Mário de Andrade, "Macunaíma" é uma excelente comédia brasileira. Roteirizado, produzido e dirigido por Joaquim Pedro de Andrade, o filme é narrado de forma bem humorada e pertence a um específico momento da história do Brasil, com o movimento tropicalista, a censura e a ditadura militar.
Partindo de um ótimo roteiro, bem estruturado, Joaquim Pedro de Andrade consegue realizar uma verdadeira obra-prima. Entre os pontos altos do filme, encontram-se as magníficas atuações de seus principais atores, com destaques para os trabalhos de Grande Otelo, Jardel Filho, Dina Sfat, Milton Gonçalves e Paulo José.