
MORTE EM VENEZA (1971)
Morte a Venezia
| Outros Títulos: | Mort à Venise (França) Tod in Venedig (Alemanha) Death in Venice (USA, UK) |
| Pais: | Itália, França |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Luchino Visconti |
| Roteiro: | Luchino Visconti, Nicola Badalucco |
| Produção: | Luchino Visconti |
| Música Não Original: | Ludwig van Beethoven, Gustav Mahler, Franz Lehár |
| Fotografia: | Pasqualino De Santis |
| Edição: | Ruggero Mastroianni |
| Direção de Arte: | Ferdinando Scarfiotti |
| Figurino: | Piero Tosi |
| Guarda-Roupa: | Maria Fanetti, Paolo Luciani, Sara Santarelli |
| Maquiagem: | Mauro Gavazzi, Goffredo Rocchetti, Mario Di Salvio |
| Efeitos Sonoros: | Giuseppe Muratori, Vittorio Trentino, Renato Cadueri |
| Nota: | 8.8 |
| Filme Assistido em: | 1972 |
| Dirk Bogarde | Gustav von Aschenbach |
| Romolo Valli | Gerente do Hotel |
| Mark Burns | Alfred |
| Marisa Berenson | Sra. von Aschenbach |
| Silvana Mangano | Mãe de Tadzio |
| Nora Ricci | Governanta |
| Björn Andrésen | Tadzio |
| Carole André | Esmeralda |
| Leslie French | Agente de viagem |
| Antonio Appicella | Vagabundo |
| Dominique Darel | Turista inglesa |
| Masha Predit | Turista russa |
| Eva Axén | Irmã mais velha de Tadzio |
| Bruno Boschetti | Funcionário da Estação Ferroviária |
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Fotografia
Prêmio de Melhor Figurino
Prêmio de Melhor Trilha Sonora
Prêmio de Melhor Direção de Arte
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio do 25º Aniversário (Luchino Visconti)
Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca
Bodil de Melhor Filme Europeu (Luchino Visconti)
Prêmios David di Donatello, Itália
David de Melhor Direção (Luchino Visconti)
Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Luchino Visconti)
Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália
Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Italiano (Luchino Visconti)
Prêmio Fita de Prata de Melhor Atriz Coadjuvante (Silvana Mangano)
Prêmio Fita de Prata de Melhor Fotografia
Prêmio Fita de Prata de Melhor Design de Produção
Prêmio Fita de Prata de Melhor Figurino
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Figurino
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Direção (Luchino Visconti)
Prêmio de Melhor Ator (Dirk Bogarde)
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Palma de Ouro (Luchino Visconti)
Pouco antes da 1ª Guerra Mundial, o professor alemão Gustav von Aschenbach, compositor e músico, chega à Veneza e se instala no Hôtel des Bains, situado no Lido. Trata-se de um hotel de luxo freqüentado principalmente por turistas de posses de toda a Europa.
Cansado e solitário, o professor passa a maioria de seu tempo nos terraços e salões do hotel, a observar a movimentação dos hóspedes. Quando uma senhora polonesa chega com seu filho, Tadzio, e suas duas filhas, Aschenbach fica extasiado com a beleza do jovem adolescente. A partir daí, ele passa a só ter olhos para Tadzio que, ao perceber seu olhar insistente, entra em seu jogo, trocando olhares e sorrisos.
Desorientado, Aschenbach tenta fugir desse desejo, dirigindo-se a um agente de turismo com o fim de deixar Veneza. Entretanto, ao tomar conhecimento que alguns casos de morte, provocada pela peste asiática, já foram registrados na cidade, fato que as autoridades procuram abafar, ele retorna ao hotel a fim de implorar à mãe de Tadzio que deixe a cidade com sua família antes que seja tarde. Ela, no entanto, não dá maior importância às suas palavras.
Desistindo de viajar, Aschenbach fica cada vez mais fascinado com a beleza física do jovem e pela harmonia de seus gestos. Por outro lado, começa a relembrar várias passagens de sua vida, como a morte de sua filha, uma breve visita a uma casa de prostituição, as decepções como chefe de orquestra. Mas é o presente que o deixa obcecado: as idas e vindas da família polonesa, a presença perturbadora de Tadzio, sua atitude enigmática...
No salão de beleza do hotel, ele se entrega aos serviços de um cabeleireiro e maquiador, o qual, cortando e pintando seu cabelo, bem como, utilizando-se de diversos cosméticos, tenta dar-lhe uma aparência mais jovial.
Assim maquiado, ele se instala numa cadeira de praia, de onde fica a observar Tadzio, que corre e brinca com seus amigos. Minutos depois, com a praia quase deserta, ele morre com o olhar voltado para seu ídolo venerado.
Baseado no romance de Thomas Mann, "Morte em Veneza" é, sem dúvida, um ótimo filme. Produzido, dirigido e co-escrito por um dos maiores cineastas italianos, Luchino Visconti, o filme mostra como, através da linguagem cinematográfica, seu realizador consegue tão bem exprimir a beleza e sentimentos difíceis de serem expressos por palavras, tais como o desejo, a melancolia e a angústia.
O roteiro, escrito pelo próprio Visconti, em colaboração com Nicola Badalucco e contando com a ajuda da família de Thomas Mann, é muito bem construído, embora não tenha sido indicado a prêmios e, basicamente, concentra-se na relação entre Aschenbach e Tadzio. A música de Gustav Mahler ajuda a estabelecer a atmosfera adequada ao desenrolar da trama. O figurino de Piero Tosi e a fotografia de Pasqualino de Santis são dois outros quesitos que merecem ser destacados.
No elenco, o grande nome é Dirk Bogarde, com uma atuação excepcional. Contando com atrizes de expressão como Silvana Mangano e Marisa Berenson, seus personagens, entretanto, são ofuscados pela presença marcante do professor Gustav von Aschenbach.