
MOULIN ROUGE (1952)
Moulin Rouge
| Outros Títulos: | Ein lied aus Paris (Suiça) |
| Pais: | Reino Unido |
| Gênero: | Drama, Música |
| Direção: | John Huston |
| Roteiro: | John Huston, Anthony Veiller |
| Produção: | John Huston, John Woolf |
| Design Produção: | Marcel Vertès |
| Música Original: | Georges Auric |
| Direção Musical: | Lambert Williamson |
| Fotografia: | Oswald Morris |
| Edição: | Ralph Kemplen |
| Direção de Arte: | Paul Sheriff |
| Figurino: | Julia Squire |
| Guarda-Roupa: | Schiaparelli, Marcel Vertès, Julia Squire |
| Maquiagem: | Connie Reeve |
| Efeitos Sonoros: | A.E. Rudolph, E. Law, Eric Wood, George Fisher |
| Efeitos Visuais: | Wally Veevers |
| Nota: | 8.3 |
| Filme Assistido em: | 1954 |
| José Ferrer | Henri de Toulouse-Lautrec |
| Zsa Zsa Gabor | Jane Avril |
| Suzanne Flon | Myriamme Hayam |
| Claude Nollier | Condessa de Toulouse-Lautrec |
| Colette Marchand | Marie Charlet |
| Katherine Kath | La Goulue |
| Muriel Smith | Aicha |
| Mary Clare | Madame Louet |
| Walter Crisham | Valentin Dessosse |
| Theodore Bikel | Rei Milo IV da Sérvia |
| Peter Cushing | Marcel de la Voisier |
| Christopher Lee | Georges Seurat |
| Maureen Swanson | Denise de Frontiac |
| Jill Bennett | Sarah |
| Lee Montague | Maurice Joyant |
| Eric Pohlmann | Picard |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Figurino
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Revelação Feminina (Colette Marchand)
Festival Internacional de Veneza, Itália
Prêmio Leão de Prata de Melhor Direção (John Huston)
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Direção (John Huston)
Oscar de Melhor Ator (José Ferrer)
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Colette Marchand)
Oscar de Melhor Edição
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Revelação Feminina (Colette Marchand)
Prêmio de Melhor Filme Britânico
Festival Internacional de Veneza, Itália
Prêmio Leão de Ouro (John Huston)
Freqüentador assíduo do 'Moulin Rouge', Henri de Toulouse-Lautrec, ao mesmo tempo em que bebe seu conhaque, pinta as vedetes da Casa: Jane Avril, La Goulue, Aicha, Valentin Déssossé, as dançarinas do 'French-Cancan'.
Um dia, o proprietário lhe pede para pintar um cartaz para o Moulin Rouge e, em contra-partida, ele poderia beber gratuitamente durante um mês. Lautrec não leva a sério a proposta.
Perambulando pelas ruas de Montmartre, ele recorda sua infância, o trágico acidente que o deixou com as pernas atrofiadas e sua primeira decepção amorosa ao ouvir essas palavras trágicas: "Jamais uma mulher vai querer casar-se contigo".
Ao passar por uma rua escura, ele se depara com uma jovem a correr. Perseguida pela polícia, ela lhe implora que a proteja. Trata-se de Marie Charlet, uma prostituta pela qual o pintor logo se apaixona. Ele a leva para sua casa, ela se torna sua amante e o persuade de que o ama.
A vida do casal é, entretanto, bastante tumultuada até que ela lhe confessa que só ficara com ele por seu dinheiro. Lautrec pensa em se suicidar, mas sua paixão pela pintura o impede.
A partir daí, ele concentra toda sua energia a realizar o cartaz para o Moulin Rouge. Tal cartaz o torna célebre da noite para o dia e Lautrec mergulha, cada vez mais, no álcool e no turbilhão dos prazeres...
Adaptado do livro de Pierre La Mure, "Moulin Rouge" é um ótimo filme. Produzido, dirigido e co-escrito por John Huston, o filme não tem a pretensão de retratar a biografia de Lautrec, prendendo-se mais em sua ligação com o famoso cabaré parisiense.
Logo no início, nos é mostrada uma longa cena repleta de danças, músicas, belas mulheres e bastante bebida.
O excelente figurino de Marcel Vertès é claramente inspirado nos desenhos e pinturas do próprio Lautrec. A música de Georges Auric também contribui para a formação da perfeita atmosfera do local. A direção de Huston é segura e ajudada pelas magníficas atuações de José Ferrer e Colette Marchand.
Dois anos antes, com uma ótima atuação, mas inferior ao seu desempenho como Lautrec, José Ferrer ganhara o Oscar de Melhor Ator em "Cyrano de Bergerac". Aqui, embora indicado ao Oscar, perdeu a estatueta para Gary Cooper, por sua atuação em "Matar ou Morrer".