
MOVIDOS PELO ÓDIO (1969)
The arrangement
| Outros Títulos: | O compromisso (Portugal) L'arrangement (França, Canadá francês) El compromiso (Espanha) Il compromesso (Itália) Das arrangement (Alemanha) |
| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Elia Kazan |
| Roteiro: | Elia Kazan |
| Produção: | Elia Kazan |
| Design Produção: | Gene Callahan |
| Música Original: | David Amram |
| Fotografia: | Robert Surtees |
| Edição: | Stefan Arnsten |
| Direção de Arte: | Malcolm Bert |
| Figurino: | Theadora Van Runkle |
| Efeitos Sonoros: | Larry Jost, Dick Vorisek |
| Nota: | 6.7 |
| Filme Assistido em: | 1970 |
| Kirk Douglas | Eddie Anderson |
| Deborah Kerr | Florence Anderson |
| Faye Dunaway | Gwen |
| Hume Cronyn | Arthur |
| Richard Boone | Sam |
| Michael Higgins | Michael |
| Carol Eve Rossen | Gloria |
| William Hansen | Dr. Weeks |
| Harold Gould | Dr. Leibman |
| Michael Murphy | Padre Draddy |
| John Randolph Jones | Charles |
| Anne Hegira | Thomna |
| Charles Drake | Sr. Finnegan |
| E. J. André | Tio Joe |
| Ann Doran | Enfermeira Costello |
| Philip Bourneuf | Juiz Morris |
| Dianne Hull | Ellen |
| Paul Newlan | Sr. Meyer |
| John Ortega | Piloto |
| Pat Patterson | Policial |
Eddie Anderson é um rico e bem-sucedido executivo de meia-idade, na área de publicidade. Numa manhã ensolarada, ele deixa sua luxuosa mansão em Los Angeles e, no caminho para sua Agência, tenta o suicídio ao jogar seu carro importado contra um caminhão, numa das auto-estradas da cidade.
Ao convalescer em sua casa, ele se recusa a falar com a família, com os amigos e até mesmo com seu psiquiatra. A única exceção ocorre quando decide informar ao Sr. Finnegan, seu chefe, que não pretende voltar a trabalhar. Em suas divagações, reflete sobre seu tempestuoso relacionamento com Gwen, uma sensual assistente da Agência.
O psiquiatra, Dr. Leibman, contratado para tratá-lo, é informado de sua história através da esposa, Florence, que lhe fala, inclusive, da perda de interesse do marido pelo sexo desde que terminou um caso com Gwen, a amante.
Naquela noite, ao sofrer um terrível pesadelo, Eddie quebra o silêncio e fala à Florence sobre o ódio que sente por ter sua vida marcada por "acordos". Ela tenta ouvi-lo com paciência, a fim de estimular sua auto-confiança, mas às vezes vê-se obrigada a lhe dar uma resposta incisiva por causa do adultério. Assim, ela o persuade a voltar ao trabalho, mas chora por ter que dormir com alguém com quem não pode fazer sexo ou ter outras satisfações, face ao novo "acordo" entre os dois.
A volta de Eddie ao trabalho é dramática, na medida em que insulta um importante cliente e causa aborrecimentos entre os membros de sua equipe. Em seguida, ele parte num pequeno avião com o qual dá uma série de rasantes sobre a cidade. Seu advogado evita que ele seja preso e o induz a passar uma procuração para Florence, antes dele viajar à Nova York para visitar seu pai senil, Sam. Na cidade, ele volta a se encontrar com Gwen, agora vivendo platonicamente com Charles, um admirador. Na ocasião, ele conhece um filho dela de alguns meses, cujo nome do pai ela se nega a dizer.
Quando o irmão de Eddie, Michael, sua cunhada, Gloria, e Florence chegam e ameaçam internar Sam em uma instituição, ele foge com o pai para uma velha propriedade da família em Long Island, de onde induz Gwen a reatar seu antigo 'affaire'.
Os dois se acham na cama, com Eddie suplicando à Gwen que concorde em se casar com ele, quando Gloria e Florence entram de repente. Elas conseguem colocar Sam numa ambulância e fazer com que Eddie aceite um novo "acordo".
Gwen vai embora com Charles e, após uma violenta discussão com Florence, Eddie vai à procura da amante, quando é alvejado por Charles. Furioso, ele incendeia a casa e termina num hospital para doentes mentais.
Algum tempo depois, Gwen o procura na instituição e o convence a ir ao sepultamento do pai. No cemitério, diante do túmulo de Sam e rodeado pela esposa, pela amante e pelo advogado, ele se mostra completamente alheio ao que se passa à sua volta.
Baseado no best-seller "The Arrangement" de Elia Kazan, "Movidos pelo Ódio" narra a história de um homem de negócios bem-sucedido que, ao sofrer uma crise da meia-idade, tenta o suicídio. Em outras palavras, mostra a luta de um homem contra si próprio, ao rejeitar o estilo de vida e as regras que o nortearam por quase 40 anos. Nessa luta, são envolvidas pessoas que lhe são caras como a esposa, a amante e seu velho e doente pai.
O próprio Kazan é o responsável pela adaptação de seu livro para o cinema. Embora seja indiscutivelmente um grande cineasta, com obras-primas como "Um Bonde Chamado Desejo", de 1951, "Sindicato de Ladrões", de 1954, e "Vidas Amargas", de 1955, entre outras, seu trabalho em "Movidos pelo Ódio" é surpreendentemente inferior a esses anteriores.
Um dos pontos altos do filme diz respeito ao quesito interpretações. Deborah Kerr está ótima como a esposa traída. Kirk Douglas e Faye Dunaway, por outro lado, se mostram perfeitos em seus respectivos papéis, sendo os maiores destaques do elenco.