
MUNIQUE (2005)
Munich
| Outros Títulos: | Munich (Canadá, França) München (Alemanha) |
| Pais: | Estados Unidos, Canadá, França |
| Gênero: | Drama, Suspense |
| Direção: | Steven Spielberg |
| Roteiro: | Eric Roth, Tony Kushner |
| Produção: | Steven Spielberg, Colin Wilson, Kathleen Kennedy, Barry Mendel |
| Design Produção: | Rick Carter |
| Música Original: | John Williams |
| Fotografia: | Janusz Kaminski |
| Edição: | Michael Kahn |
| Direção de Arte: | Rod McLean |
| Figurino: | Joanna Johnston |
| Guarda-Roupa: | Patricia Colin, Marcia Patten, Peter White e outros |
| Maquiagem: | Paul Engelen, Carl Fullerton, Craig Lindberg e outros |
| Efeitos Sonoros: | Craig Heath, Richard Hymns, Robert Renga e outros |
| Efeitos Especiais: | Joss Williams, Grégoire Delage, Zoltan Varkonyi e outros |
| Efeitos Visuais: | Pablo Helman, Grady Cofer, Gretchen Libby e outros |
| Nota: | 8.3 |
| Filme Assistido em: | 2007 |
| Eric Bana | Avner Kaufman |
| Daniel Craig | Steve |
| Ciarán Hibds | Carl |
| Mathieu Kassovitz | Robert |
| Ayelet Zurer | Daphna |
| Geoffrey Rush | Ephraim |
| Michael Lonsdale | Papa |
| Hanns Zischler | Hans |
| Gila Almagor | Mãe de Avner |
| Valeria Bruni Tedeschi | Sylvie, filha de Papa |
| Marie-Josée Croze | Jeanette, a assassina holandesa |
| Mathieu Amalric | Louis, filho de Papa |
| Moritz Bleibtreu | Andreas |
| Meret Becker | Yvonne |
| Lynn Cohen | Golda Meir |
| Ami Weinberg | Gen. Zamir |
| Amos Lavi | Gen. Yariv |
| Moshe Yvgy | Mike Harari |
| Mehdi Nebbou | Ali Hassan Salameh |
| Makram Khoury | Wael Zwaiter |
| Yigal Naor | Mahmoud Hamshari |
| Mostefa Djadjam | Hussein Abad Al-Chir |
| Dirar Suleiman | Abu Youssef |
| Ziad Adwan | Kemal Adwan |
| Bijan Daneshmand | Kamal Nasser |
| Djemel Barek | Zaid Muchassi |
| Samuel Calderon | Gen. Hofi |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Direção (Steven Spielberg)
Oscar de Melhor Roteiro Adaptado
Oscar de Melhor Edição
Oscar de Melhor Trilha Sonora
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Roteiro
Prêmio de Melhor Direção (Steven Spielberg)
Instituto Australiano de Cinema
Prêmio de Melhor Ator (Eric Bana)
Em setembro de 1972, em meio às Olimpíadas de Munique, um grupo de terroristas palestinos, denominado "Setembro Negro", invade o alojamento dos atletas israelenses, matando dois integrantes da equipe olímpica e mantendo outros nove como reféns, tragédia que é transmitida ao vivo para 900 milhões de pessoas. Vinte e uma horas depois, o atentado chega ao fim com todos os reféns sendo mortos.
A Primeira Ministra de Israel, Golda Meir, convoca a cúpula de seu governo para planejar uma vingança exemplar. Elaborado o plano, Avner Kaufman, agente do Mossad e ex-segurança de Golda, é convocado para uma reunião com a Primeira Ministra, onde se acham presentes o Gen. Zamir, o Gen. Yariv, Mike Harari, chefe do Mossad, e Ephraim, funcionário que manterá contato com Avner. A ele, é entregue uma lista de 11 nomes de pessoas a serem assassinadas, entre os quais se encontram os de Ali Hassan Salameh, responsável pelo recente atentado de Munique, e de Mahmoud Hamshari, o homem que planejou a tentativa de assassinato do antigo Primeiro Ministro, David Ben-Gurion, alguns anos antes, em Copenhague.
Na ocasião, toma conhecimento que seu nome será apagado dos registros oficiais, que ele será obrigado a abandonar sua esposa grávida de 7 meses, e que, por razões políticas, nenhuma ação será permitida em territórios árabes ou soviéticos. Em seguida, reunido com Ephraim, este lhe dá detalhes sobre como retirar dinheiro num Banco da Suíça, para financiar sua missão, sobre os quatro homens que o acompanharão, cada um especializado numa determinada área como, por exemplo, fabricação de explosivos e, finalmente, como sua família será assistida, inclusive monetariamente.
Deixando Israel, Avner encontra-se em Genebra com Steve, Robert, Hans e Carl, seus auxiliares. Steve é um matador sul-africano; Robert é belga e responsável por fabricar os explosivos; Hans é um judeu-alemão especialista em falsificação de documentos; e Carl, que recebe a missão de assegurar que os alvos estejam desimpedidos e que não ocorram danos colaterais.
De lá, os cinco seguem para Roma, onde, pagando US$ 60 mil, conseguem localizar Wael Zwaiter, um dos nomes de sua lista e responsável pela bomba colocada no vôo da El Al em 1968. Eliminado Zwaiter, o grupo segue para Paris, onde Avner faz contato com Louis, filho do chefe de uma organização especializada em localizar pessoas em troca de grandes somas em dinheiro. Através dele, o grupo localiza e mata Mahmoud Hamshari, agora trabalhando para a Fatah (Movimento de Libertação Nacional da Palestina). Enquanto isso, em Londres, o Dr. Ami Shachori morre ao abrir um envelope-bomba. É uma clara resposta de seus adversários às mortes de Zwaiter e Hamshari.
A fim de visitar a esposa e sua filha recém-nascida, Avner entra clandestinamente em Israel, de onde telefona para Ephraim informando-o que se acha em Nova York em busca de uma nova pista. Na ocasião, diz à sua mulher que pretende alugar um apartamento para ela no Brooklyn, a fim de poderem se encontrar com maior freqüência.
De volta à Paris, sempre com a ajuda de Louis, consegue localizar e matar Hussein Abad Al-Chir, o terceiro homem na hierarquia do Movimento de Libertação da Palestina. Em seguida, quando Louis lhe informa que Abu Youssef, Kemal Adwan e Kamal Nasser, três nomes de sua lista, acham-se no Líbano, Avner entra em contato com Ephraim para pedir-lhe autorização para ir até Beirute, já que lhe foi proibido de atuar em países árabes. Relutante, em princípio, Ephraim termina concordando com a operação que é levada a efeito com sucesso.
De volta à Paris, é levado por Louis à casa do pai deste, que lhe diz que vai continuar a fornecer-lhe informações, desde que ele não volte a repetir o caso do Líbano. Dias depois, Louis lhe entrega o paradeiro de Zaid Muchassi, que embora não se ache em sua lista, trata-se do substituto de Hussein Abad Al-Chir, como contato do "Setembro Negro" junto à KGB. Assim, Avner e seu grupo vão à Atenas e o eliminam.
Quando Carl é morto por uma bela jovem, Avner toma consciência de que o inimigo também compra informações e que, portanto, precisa passar a agir com maior cautela. Louis informa-lhe que a assassina de Carl chama-se Jeanette, é holandesa, mora em Hoorn e trabalha por dinheiro e não por motivos políticos. De posse dessas informações, Avner e dois de seus homens vão à Holanda e a matam.
Assim, após 7 meses de operação, a um custo de US$ 2 milhões, o grupo havia eliminado 6 dos 11 nomes de sua lista, 1 substituto e a assassina de Carl. Dos cinco remanescentes, um acha-se preso e quatro, inclusive Ali Hassan Salameh, encontram-se soltos. Enquanto isso, o outro lado havia enviado cartas-bombas a onze Embaixadas, seqüestrado três aviões, assassinado 130 passageiros em Atenas e o Adido Militar em Washington.
O grupo de Avner sofre duas outras baixas, acidentalmente, quando da fabricação de uma bomba. Quando Louis lhe informa que Salameh se encontra em Tarifa, na costa espanhola, Avner e Steve vão até lá, mas a operação fracassa, face a uma verdadeira fortificação que encontram pela frente. Descobertos, os dois salvam-se milagrosamente.
De volta à Israel, em junho de 1973, Avner é apresentado ao General Hofi, que lhe transmite o orgulho manifestado pela Primeira Ministra em relação a ele e ao seu grupo. Em seguida, recebe autorização para tirar umas longas férias e se juntar à esposa e à filha, em Nova York.
Baseado no livro "Vengeance: The True Story of an Israeli Counter-Terrorist Team", do escritor canadense George Jonas, "Munique" é um excelente drama com uma boa dose de suspense. Realizado pelo famoso cineasta Steven Spielberg, sua trama gira em torno de cinco homens que recebem a missão de caçar e matar onze inimigos do Governo de Israel, como represália pelo sangrento massacre ocorrido durante a realização das Olimpíadas de Munique, em 1972, ocasião em que a Vila Olímpica foi invadida por integrantes do grupo "Setembro Negro", resultando no assassinato de onze atletas israelenses.
Spielberg apresenta um magnífico trabalho na condução desse drama, conseguindo manter um ritmo perfeito do início ao fim. O serviço de edição, a cargo de Michael Kahn, contribui fortemente para os momentos de suspense.
A história procura passar a mensagem de que a Pátria está acima de tudo, ao fazer com que um agente da Inteligência israelense largue a mulher, em seu 7º mês de gravidez, perca sua identidade e saia pela Europa a caçar e a matar inimigos de seu País. Uma outra mensagem passada pelo filme é a de que terrorismo não deve ser combatido com contra-terrorismo, ou seja, que a violência não é a solução para o problema.
O elenco é multinacional, com atores americanos, ingleses, galeses, irlandeses, alemães, franceses, australianos, israelenses, bosnianos, canadenses, italianos, espanhóis e marroquinos. No papel principal, o australiano Eric Bana nos brinda com uma magnífica atuação.