Filmes por gênero

NOITES BRANCAS (1957)

Le notti bianche
imagem imagem imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: Nuits blanches (França)
Weiße nächte (Alemanha)
Noches blancas (Espanha)
Pais: Itália, França
Gênero: Drama
Direção: Luchino Visconti
Roteiro: Luchino Visconti, Suso Cecchi d'Amico
Produção: Franco Cristaldi
Design Produção: Mario Chiari
Música Original: Nino Rota
Direção Musical: Franco Ferrara
Fotografia: Giuseppe Rotunno
Edição: Mario Serandrei
Figurino: Piero Tosi
Maquiagem: Alberto de Rossi
Efeitos Sonoros: Oscar Di Santo, Vittorio Trentino
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1959

Elenco

Maria Schell Natalia
Marcello Mastroianni Mario
Jean Marais Inquilino
Marcella Rovena Senhoria
Maria Zanolli Empregada
Elena Fancera Caixa
Dirk Sanders Dançarino
Clara Calamai Prostituta
Lys Assia Cantora
Ferdinando Gerra Pai
Romano Barbieri Filho
Anna Filippini Filha
Giorgio Listuzzi Policial

Prêmios

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Ator (Marcello Mastroianni)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Design de Produção

Prêmio Fita de Prata de Melhor Trilha Sonora

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Prata de Melhor Direção (Luchino Visconti)

Indicações

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Luchino Visconti)

Sinopse

Mario, um homem tímido e recém-chegado à Veneza, para onde foi transferido, encontra uma jovem a chorar numa pequena ponte.  Ela chama-se Natalia, é de origem eslava e vive com a avó, uma senhora quase cega.

Tentando ajudá-la, procura saber o que está se passando com ela.  Embora não queira se abrir com um estranho, Natalia concorda que ele a acompanhe até sua casa, onde promete voltar a vê-lo na noite seguinte.  Mal ele se afasta, ela volta sozinha à ponte onde se encontrava.

No novo encontro com Mario, conforme combinado, ela lhe conta que, para ajudar nas despesas da família, sua avó costumava alugar um dos quartos de sua casa.  Um ano atrás, ao ver um belo homem ser aceito como o novo inquilino de sua avó, ela se sentiu fortemente atraída por ele.  Certo dia, ele convidou a família para acompanhá-lo ao teatro, a fim de assistirem a uma apresentação da ópera "O Barbeiro de Sevilha", ocasião em que a atração que sentia por ele transformou-se numa forte paixão.  Na manhã seguinte, através de sua avó, soube que ele desistira da locação do quarto e que estaria indo embora.  Desesperada, ela o procurou para confessar-lhe seu amor por ele.  Na ocasião, ele lhe disse que não tinha condições de esposá-la por ter grandes problemas a resolver, mas que voltaria para se encontrar com ela, exatamente um ano depois , na ponte onde os dois se conheceram.  Mario estranha que ela não saiba nenhum detalhe da vida do tal inquilino, para onde o mesmo viajou e, principalmente, o fato dele não ter dado qualquer notícia ao longo de tanto tempo.

No dia seguinte, ela comenta que o tão esperado homem voltou à cidade, mas não a procurou. Mario sugere que ela lhe mande um bilhete, marcando um encontro, a fim de decidirem sobre sua situação.  A pedido dela, ele aceita ser o portador do tal bilhete.  Entretanto, de posse do mesmo, decide rasgá-lo.

Sem qualquer remorso, pela decisão tomada, Mario resolve divertir-se.  Na rua, encontra-se com Natalia.  Os dois vão a um restaurante onde dançam alegremente e ele declara o amor que sente por ela.  Esta sai correndo, mas é alcançada por ele, ocasião em que lhe diz que, enquanto os dois continuarem a se encontrar, o inquilino não se aproximará dela.

Em um novo encontro com Natalia, Mario confessa-lhe que não entregou o bilhete ao desconhecido, por amá-la.  Ela mostra-se contente por ele não o ter entregue, evitando que ela viesse a sofrer algum tipo de constrangimento.  Os dois continuam a sair juntos até que, depois de algum tempo, ela confessa-lhe que o ama.  Felizes, passam a fazer planos para o futuro.

Certa noite, entretanto, quando caminham juntos pelas ruas da cidade, Natalia avista de longe um homem parado na ponte onde se conheceram.  Ela larga tudo e corre ao encontro dele.  Minutos depois, volta até Mario, a quem diz que lhe enganou e a si própria, ao acreditar por um momento que os dois poderiam ser felizes.  Pedindo-lhe perdão e afirmando-lhe que lhe será infinitamente grata, ela se despede e volta para os braços do antigo inquilino.

imagem imagem imagem

Comentários

Baseado num pequeno conto do famoso escritor russo, Fiódor Mikhailovich Dostoiévski, "Noites Brancas" é mais um ótimo filme do cineasta italiano, Luchino Visconti.  No inteligente e bem estruturado roteiro, Visconti transporta para a cidade de Veneza, o desenvolvimento da trama.  A história original deu-se no século XIX na cidade russa de São Petersburgo, apelidada como a "Veneza do Norte".

"Noites Claras" constitui o período do ano em que as noites em São Petersburgo são muito curtas.  Por outro lado, durante o último encontro entre os dois principais personagens, a neve começa a cair e a deixar todas as ruas cobertas de branco.

Inteiramente rodado num Estúdio, o filme tem no brilhante trabalho de câmera um de seus pontos altos.  A música vai do clássico ao rock dos anos 50, passando pela brasileira "Mulher Rendeira", de Zé do Norte.

O filme apresenta ótimos pequenos momentos, como as seqüências de dança, em que o tímido personagem vivido por Mastroianni transforma-se completamente, ou aquelas que correspondem aos cinco minutos finais.

No elenco, três grandes atores: o italiano Marcello Mastroianni, a austríaca Maria Schell, irmã do ator Maximilian Schell, e o francês Jean Marais, este último com uma pequena participação.


CAA