SETE DIAS DE MAIO (1964)
Seven days in May
Ficha Técnica
| Outros Títulos: |
Sept jours en mai (França) Sette giorni a maggio (Itália) Sieben tage im Mai (Alemanha, Austria)
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| Pais: |
Estados Unidos |
| Gênero: |
Drama, Suspense |
| Direção: |
John Frankenheimer |
| Roteiro: |
Rod Serling |
| Produção: |
Edward Lewis |
| Design Produção: |
Cary Odell |
| Música Original: |
Jerry Goldsmith |
| Fotografia: |
Ellsworth Fredericks |
| Edição: |
Ferris Webster |
| Guarda-Roupa: |
Wesley Jeffries |
| Maquiagem: |
Dave Grayson |
| Efeitos Sonoros: |
Joe Edmondson |
| Nota: |
8.4 |
| Filme Assistido em: |
1990 |
Elenco
| Burt Lancaster |
Gen. James Mattoon Scott |
| Kirk Douglas |
Cel. Martin Casey |
| Fredric March |
Presidente Jordan Lyman |
| Ava Gardner |
Eleanor Holbrook |
| Edmond O'Brien |
Sen. Raymond Clark |
| Martin Balsam |
Paul Girard |
| John Houseman |
Vice-Almirante Farley C. Barnswell |
| Ferris Webster |
Gen. Bernard Rutkowski |
| Andrew Duggan |
Cel. William 'Mutt' Henderson |
| Whit Bissell |
Sen. Frederick Prentice |
| Richard Anderson |
Cel. Murdock |
| Hugh Marlowe |
Harold McPherson |
| Helen Kleeb |
Esther Townsend |
| George Macready |
Christopher Todd |
| Bart Burns |
Art Corwin |
| Joel Fluellen |
Ascensorista da Casa Branca |
| Charles Watts |
Stewart Dillard |
| Fredd Wayne |
Henry Whitney |
Prêmios
Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca
Bodil de Melhor Filme Não Europeu (John Frankenheimer)
Prêmios David di Donatello, Itália
David de Melhor Ator Estrangeiro (Fredric March)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Edmond O'Brien)
Indicações
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Edmond O'Brien)
Oscar de Melhor Direção de Arte
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Direção (John Frankenheimer)
Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Fredric March)
Prêmio de Melhor Trilha Sonora Original
Sinopse
O Presidente dos Estados Unidos, Jordan Lyman, assina um tratado nuclear com a União Soviética, provocando descontentamento público e a desaprovação dos militares, em particular do general James M. Scott, que considera o ato praticamente como uma atitude de traição ao País. Depois que o coronel Martin Casey, assessor de Scott, se depara com uma mensagem criptografada e toma conhecimento da existência de uma Base secreta no Texas, cuja existência é negada por outros membros do Pentágono, ele passa a suspeitar que Scott esteja liderando um grupo de militares para deflagrar um golpe sete dias depois, quando o Presidente vai estar isolado de seus assessores civis, durante um alerta militar.
Casey reporta suas suspeitas ao Presidente, que pede ao senador Raymond Clark que investigue a existência da tal Base secreta. O senador localiza a Base, mas é preso incomunicável, até ser libertado com a ajuda de um oficial amigo de Casey. Enquanto isso, o assessor presidencial, Paul Girard, voa até Gibraltar, onde obtém uma declaração do Vice-Almirante Farley C. Barnswell, um dos líderes do Pentágono que não se mostra entusiasmado com o golpe. Na viagem de volta à Washington, entretanto, o avião de Girard sofre um acidente e ele morre. Barnswell, então, nega ter assinado qualquer declaração.
Mais tarde, Casey obtém algumas cartas altamente incriminatórias de Eleanor Holbrook, ex-amante de Scott, mas o Presidente não pode usá-las quando confronta o general e exige sua renúncia. Confiante de que a opinião pública está de seu lado e que seus assessores lhe dão o suporte de que precisa, o general se recusa a renunciar. O Presidente vai, então, à televisão, onde exige as demissões de todas as pessoas envolvidas e culpadas nessa trama. Os colegas do grupo de Scott o abandonam. Durante a transmissão da cerimônia pela televisão, quando chega a notícia de que a declaração assinada pelo Vice-Almirante Barnswell foi encontrada nos destroços do avião, o próprio general James Scott também se demite, esmagando o golpe mesmo antes que o mesmo fosse deflagrado.
Comentários
Baseado no livro de Fletcher Knebel e Charles W. Bailey II, “Sete Dias de Maio” é uma obra admirável e um dos mais bem sucedidos filmes paranóicos inspirados na Guerra Fria. Brilhantemente roteirizada por Rod Serling e realizada pelo mestre John Frankenheimer, essa caprichosa e cativante história, movida por uma tensão genuína, nos brinda com alguns momentos que marcaram a turbulenta década de 1960. Embora possa ser considera uma frase de efeito, própria de políticos, o clímax do filme se dá quando o Presidente Jordan Lyman se levanta e diz que a grandeza de uma nação é construída sobre a paz.
Com locações em Washington, Paris e Los Angeles, a área técnica, além dos brilhantes trabalhos apresentados por Frankenheimer e Serling, merece ainda que sejam citados aqueles oferecidos pelo diretor de fotografia, Ellsworth Fredericks e, principalmente, por Jerry Goldsmith, com sua magnífica trila sonora.
Sob a direção de Frankenheimer, Fredric March e Edmond O'Brien estão brilhantes em seus respectivos papéis. March, mais uma vez nos mostra por que é considerado um dos maiores atores da Idade de Ouro de Hollywood. No elenco, merecem ainda ser citados os trabalhos apresentados por Kirk Douglas, Burt Lancaster, no papel do general demagogo, e Ava Gardner.
CAA