
PIXOTE - A LEI DO MAIS FRACO (1980)
| Outros Títulos: | Pixote, the law of the weakest (Estados Unidos) Pixote, la loi du plus faible (França) Pixote, la ley del más débil (Espanha) Pixote, la legge del più debole (Itália) Asphalt-Haie (Alemanha) |
| Pais: | Brasil |
| Gênero: | Drama, Crime |
| Direção: | Hector Babenco |
| Roteiro: | Hector Babenco, Jorge Durán |
| Produção: | Hector Babenco |
| Música Original: | John Neschling |
| Fotografia: | Rodolfo Sánchez |
| Edição: | Luiz Elias |
| Direção de Arte: | Clovis Bueno |
| Figurino: | Clovis Bueno |
| Guarda-Roupa: | Carminha Guarana |
| Maquiagem: | Josefina de Oliveira |
| Efeitos Sonoros: | Hugo Gama, José Luiz Sasso, Francisco Carneiro |
| Efeitos Especiais: | Sérgio Farjalla, José Marchesin |
| Nota: | 8.1 |
| Filme Assistido em: | 1981 |
| Fernando Ramos da Silva | Pixote |
| Jorge Julião | Lilica |
| Marília Pêra | Sueli |
| Jardel Filho | Sapatos Brancos |
| Gilberto Moura | Dito |
| Edilson Lino | Chico |
| Zenildo Oliveira Santos | Fumaça |
| Cláudio Bernardo | Garatão |
| Israel Feres David | Roberto Pie de Plata |
| José Nilson Martin dos Santos | Diego |
| Rubens de Falco | Juiz |
| Elke Maravilha | Débora |
| Tony Tornado | Cristal |
| Beatriz Segall | Viúva |
| João José Pompeo | Almir |
| Rubens Rollo | Diretor |
Festival Internacional de San Sebastián, Espanha
Prêmio OCIC (Hector Babenco)
Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro
Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Hector Babenco)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira
A ação começa com alguns menores sendo recolhidos a um reformatório de São Paulo. Entre eles, encontram-se Dito, Lilica, Chico, Fumaça e Pixote, este, um menino de apenas dez anos.
Numa das primeiras noites, Pixote é acordado pelos gritos de um garoto que dorme vizinho à sua cama e que está sendo violentado. Na manhã seguinte, ao ser inquirido pelo inspetor, Pixote nega que tenha visto qualquer coisa. Noutra noite, ele e Fumaça andam pelas dependências do reformatório e descobrem num porão um policial interrogando alguns garotos a respeito da morte de um desembargador, que teria ocorrido dias antes.
Contra as normas da instituição, na calada da noite, Pixote, Fumaça e outros menores são entregues pelo inspetor à polícia e metidos num camburão. Nessa caminhada, dois deles são assassinados e Fumaça desaparece. Os demais voltam e são colocados na solitária. Saindo dali, Pixote é escalado para a faxina.
Adoentado, ele está só na enfermaria quando os policiais trazem o corpo moribundo de Fumaça. Fingindo dormir, Pixote acompanha toda a cena, até a morte do companheiro e o diálogo áspero do diretor com o médico e o inspetor do reformatório, indagando porque entregaram o menor à polícia, que o devolveu naquele estado.
Durante um noticiário de televisão, os garotos assistem à versão oficial da morte de Fumaça: teria sido assassinado por um dos colegas, amante do homossexual Lilica. O acusado é separado do grupo. Trazido de volta, no meio da noite, morre logo em seguida. Lilica, revoltado, incita os companheiros à rebelião, culminando com um incêndio no dormitório.
A partir desse momento, a fuga se torna uma obsessão. Durante a visita do Juiz de Menores para observar os efeitos do incêndio, Pixote e um grupo de garotos aproveitam e fogem por uma janela.
Nas ruas, na luta pela sobrevivência, Pixote, Dito, Lilica e Chico formam uma espécie de família, mantendo-se de pequenos assaltos. São quase irmãos, sob a liderança de Dito e Lilica, os mais velhos. Numa de suas incursões pelo crime, vão ao Rio de Janeiro levar uma partida de cocaína.
No Rio, encontram Débora, uma compradora que os engana. Com a droga que lhes resta, procuram o disc-jóquei de uma boate, quando vêem de novo Débora. Na tentativa de cobrar-lhe a dívida, Chico morre e Pixote comete seu primeiro assassinato.
Sem a droga e sem dinheiro, eles voltam para São Paulo, onde negociam um acordo com Sueli. Ela se incumbe de atrair homens para o quarto, onde os garotos, ocultos e armados, esperam o momento de entrar em ação.
De assalto em assalto, eles vivem dias alegres. Dito e Sueli iniciam um pequeno caso. Lilica, enciumada, vai embora. Mas a aventura continua. Até que um acidente provocado por Pixote tira a vida de Dito e de um "cliente".
A sós com Sueli, Pixote encontra nela um tipo de amor que nunca conhecera antes. Mas isto também não dura. Rejeitado, ele sai armado pela cidade...
Baseado no livro 'A Infância dos Mortos' de José Louzeiro, "Pixote - A Lei do Mais Fraco" é um ótimo filme nacional.
Realizado pelo cineasta Hector Babenco, que também co-assina o roteiro, o filme mostra a dura realidade dos jovens marginais que vivem do crime. E ao mostrar essa realidade, Babenco não procura poupar o espectador de cenas efetivamente fortes e contundentes.
Um dos pontos altos do filme é o ótimo desempenho de seus atores. Marília Pera está magnífica, com uma atuação impecável, no papel da prostituta Sueli. Fernando Ramos da Silva, na época com apenas 11 anos, também brilha. Para completar, merecem também destaques as atuações de Jardel Filho, Beatriz Segall, Rubens de Falco, Tony Tornado e do estreante Jorge Julião, no papel do homossexual Lilica.
CAA