
PRIMO BASÍLIO (2007)
| Pais: | Brasil |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Daniel Filho |
| Roteiro: | Rafael Dragaud |
| Produção: | Daniel Filho |
| Design Produção: | Marcos Flaksman |
| Fotografia: | Nonato Estrela |
| Edição: | Diana Vasconcellos, Aruanã Cavalleiro |
| Direção de Arte: | Marcos Flaksman |
| Figurino: | Marília Carneiro |
| Guarda-Roupa: | Ro Nascimento |
| Maquiagem: | Anna Van Steen |
| Efeitos Sonoros: | Zezé d'Alice, Branko Neskov, Simone Petrillo |
| Efeitos Especiais: | Mauricio Couto Bevilaqua, Marcelo Siqueira |
| Efeitos Visuais: | Marcelo Siqueira, Rogério Marinho |
| Nota: | 7.2 |
| Filme Assistido em: | 2007 |
| Débora Falabella | Luisa |
| Fábio Assunção | Basílio |
| Reynaldo Gianecchini | Jorge |
| Glória Pires | Juliana |
| Simone Spoladore | Leonor |
| Laura Cardoso | Tia Vitória |
| Gracindo Júnior | Castro |
| Ana Lúcia Torre | Vizinha |
| Anselmo Vasconcelos | Policial |
| Murilo Grossi | Túlio |
| Nilton Bicudo | Reinaldo |
| Zezeh Barbosa | Joana |
| Guilherme Fontes | Sebastião |
São Paulo, 1958. Luisa, uma jovem romântica e sonhadora, é casada com Jorge, um engenheiro que se acha envolvido com a construção da cidade de Brasília. Levando uma vida pacata de dona-de-casa, certo dia ela reencontra Basílio, seu primo que vive na Europa e que foi sua grande paixão na adolescência.
Nos períodos em que Jorge viaja a serviço à Brasília, Luisa fica em casa apenas com a companhia de suas duas empregadas, Juliana e Joana. Numa das ausências do marido, ela recebe a visita de Basílio. O primo tenta agarrá-la, mas ela o repele com um tapa no rosto, alegando ser uma mulher casada. Ele se desculpa, retirando-se em seguida. Ela, no entanto, sente-se bastante mexida com o retorno de sua antiga paixão.
Leonor, mulher frívola e adúltera, cujo passatempo preferido é tentar levar a amiga para o mau caminho, resolve botar lenha na fogueira, incentivando Luísa a se entregar ao atraente primo. Quando este volta a procurá-la, embora tente se conter, ela se sente envolvida pelas histórias que ele lhe conta sobre suas viagens e termina cedendo aos seus avanços.
Os dois iniciam, assim, um caso extraconjugal com direito a um apartamento exclusivo para seus encontros. A situação da jovem se complica quando Juliana encontra, no lixo, as cartas de amor trocadas entre os primos e, estimulada pela tia Vitória, passa a chantageá-la.
Sem ter como adquirir a alta soma pedida pela empregada, Luisa se vê obrigada a cumprir os afazeres domésticos, enquanto Juliana descansa e assiste televisão. Por sugestão de Leonor, ela ainda tenta conseguir o dinheiro da chantagem entregando-se ao banqueiro Castro, mas foge na última hora.
Com o retorno do marido ao lar, a ameaça de Juliana torna-se mais constante. Não vendo outra saída, Luisa faz as malas e decide procurar Basílio, com a intenção de seguir com ele para a Europa. Este, entretanto, a abandona e viaja sozinho. Desesperada, ela volta para casa e, em seguida, conta seu segredo a Sebastião, um grande amigo do casal, que promete ajudá-la. Este, em companhia de um policial, consegue recuperar as cartas objeto da chantagem, ocasião em que Juliana morre espumando de raiva, vitimada por um colapso nervoso.
Luísa, recuperada de uma alta febre, volta a adoecer, de maneira fatal, por causa de uma carta de Basílio para ela, que Jorge lera. Martirizado pelo desejo de matar e o de perdoar a mulher, Jorge termina por revelar o adultério. Após morte de Luísa, Basílio retorna de Paris e toma conhecimento do ocorrido com a prima, fato ao qual não dá a mínima importância.
"Primo Basílio" é um ótimo filme brasileiro, adaptação para o cinema de um grande clássico do escritor português, Eça de Queiroz. Produzido, co-escrito e dirigido por Daniel Filho, sua trama gira em torno de uma jovem mulher casada que, ao reencontrar seu primo, que fora sua grande paixão em sua adolescência, é por ele seduzida, transformando sua vida num verdadeiro inferno quando passa a ser duramente chantageada por uma de suas empregadas que descobre o caso entre os dois amantes.
Nessa adaptação, a história que, originalmente se passava na Lisboa do final do século XIX, é trazida para São Paulo na época da construção de Brasília.
A direção de Daniel Filho deixa a desejar, assim como a adaptação da obra de Eça de Queiroz. A fotografia de Nonato Estrela é de boa qualidade, enquanto o figurino retrata bem a época em que a trama é desenvolvida.
O elenco conta com grandes nomes do cinema e, principalmente, da TV brasileira, destacando-se as atuações de Débora Falabella, Glória Pires e Simone Spoladore, num papel menor.
CAA