
QUANDO DUAS MULHERES PECAM (1966)
Persona
| Outros Títulos: | A máscara (Portugal) |
| Pais: | Suécia |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Ingmar Bergman |
| Roteiro: | Ingmar Bergman |
| Produção: | Ingmar Bergman |
| Design Produção: | Bibi Lindström |
| Música Original: | Lars Johan Werle |
| Fotografia: | Sven Nykvist |
| Edição: | Ulla Ryghe |
| Figurino: | Mago |
| Guarda-Roupa: | Eivor Kullberg |
| Maquiagem: | Börje Lundh |
| Efeitos Sonoros: | Lennart Engholm, Evald Andersson, Per-Olof Pettersson |
| Nota: | 9.3 |
| Filme Assistido em: | 1967 |
| Bibi Andersson | Alma, a enfermeira |
| Liv Ullmann | Elisabeth Vogler, a atriz |
| Margaretha Krook | A médica |
| Gunnar Björnstrand | Sr. Vogler |
| Jörgen Lindström | Filho de Elisabeth |
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Bibi Andersson)
Elisabeth Vogler, uma célebre atriz de teatro, é hospitalizada depois de perder a voz durante uma representação de 'Electra'. A médica que a atende, após submetê-la a uma série de exames, chega à conclusão de que ela não apresenta qualquer tipo de problema físico.
Para cuidar dela, é indicada uma jovem enfermeira, Alma. Afim de facilitar sua recuperação, a médica recomenda que as duas passem uma temporada numa distante e isolada casa de veraneio, junto ao mar, de sua propriedade.
Inicialmente, tentando estabelecer uma relação com a paciente, Alma fala incessantemente sobre sua vida, desabafando e abrindo sua alma para Elisabeth, a quem faz confidências as mais íntimas. Por outro lado, o mutismo absoluto de Elisabeth parece servir de refúgio à atriz. As duas fazem longas caminhadas ao sol. Alma lê livros para Elisabeth. Esta trai a confiança da enfermeira, ao redigir uma carta na qual a menospreza. Alma descobre a carta e a lê às escondidas. A seguir, ela acusa Elisabeth de se aproveitar dos sentimentos dos outros.
Depois de se afrontarem, inicia-se uma curiosa e envolvente identificação entre as duas mulheres. Esse processo de osmose vai-se transformar numa esperança de cura para a atriz e numa cruel experiência de solidão para a enfermeira.
"Quando duas mulheres pecam" é uma obra forte, profunda e, sem dúvida, uma das melhores de Ingmar Bergman. Com elementos mínimos, Bergman faz uma excursão pela alma humana, revelada nos rostos das duas principais personagens.
A magnífica fotografia de Sven Nykvist e as excelentes interpretações de Liv Ullmann e Bibi Andersson conferem a essa história interior o suspense de um thriller. É impressionante o trabalho de Liv Ullmann que, com o seu mutismo, reage apenas com gestos faciais e corporais.
As duas mulheres, embora distintas, chegam a fundir-se, constituindo uma única mulher, como é magistralmente mostrado por Bergman, através de um plano em que ambos os rostos se fundem em um só.
CAA