
O DIÁRIO DE ANNE FRANK (1959)
The diary of Anne Frank
| Outros Títulos: | Le journal d'Anne Frank (França) Das tagebuch der Anne Frank (Alemanha) |
| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | Drama, Suspense, 2ª Guerra Mundial |
| Direção: | George Stevens |
| Roteiro: | Albert Hackett, Frances Goodrich |
| Produção: | George Stevens |
| Música Original: | Alfred Newman |
| Fotografia: | William C. Mellor |
| Edição: | David Bretherton, William Mace, Robert Swink |
| Direção de Arte: | George W. Davis, Lyle R. Wheeler |
| Figurino: | Charles Le Maire, Mary Wills |
| Maquiagem: | Ben Nye |
| Efeitos Sonoros: | W. D. Flick, Harry M. Leonard |
| Efeitos Especiais: | L. B. Abbott |
| Nota: | 8.5 |
| Filme Assistido em: | 1961 |
| Millie Perkins | Anne Frank |
| Joseph Schildkraut | Otto Frank |
| Shelley Winters | Sra. Petronella Van Daan |
| Richard Beymer | Peter Van Daan |
| Gusti Huber | Sra. Edith Frank |
| Lou Jacobi | Sr. Hans Van Daan |
| Diane Baker | Margot Frank |
| Douglas Spencer | Kraler |
| Dodie Heath | Miep |
| Ed Wynn | Sr. Albert Dussell |
| Charles Wagenheim | Ladrão |
| Robert Boon | Soldado da SS |
| Gretchen Goertz | Sanne Devries |
| Frank Tweddell | Vigia noturno |
| Delmar Erickson | Soldado da SS |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Shelley Winters)
Oscar de Melhor Direção de Arte
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme a Promover a Paz entre os Povos
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Direção (George Stevens)
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Ed Wynn)
Oscar de Melhor Figurino
Oscar de Melhor Trilha Sonora
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Palma de Ouro (George Stevens)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme - Drama
Prêmio de Melhor Direção (George Stevens)
Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Joseph Schildkraut)
Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Shelley Winters)
Depois da 2ª Guerra Mundial, Otto Frank, pai de Anne, volta ao esconderijo onde sua família esteve escondida durante a caça aos judeus por parte dos nazistas, e da qual somente ele conseguiu sobreviver. Ele encontra o diário de sua filha e começa a ler o mesmo.
Voltando a 1942, face às medidas tomadas pelos nazistas contra os judeus na Alemanha, muitas famílias fogem para regiões não ocupadas da Europa, como a Holanda. Entretanto, quando as tropas alemães invadem esse País e começam a enviar a população judia para os Campos de Extermínio, alguns desses refugiados tentam sobreviver em esconderijos, contando para isso com a colaboração de parte da população local simpática à sua causa.
É assim que Anne Frank, uma jovem de apenas 14 anos, seus pais, sua irmã mais velha, Margot, o Sr. e a Sra. Van Daan com o filho adolescente, Peter, são recebidos por dois grandes amigos no sótão de uma pequena fábrica de especiarias, situada na Rua Prinzengracht, 263 - Amsterdam. A porta de acesso ao sótão é escondida por uma estante de livros.
Durante o dia, quando os empregados da fábrica estão trabalhando, as famílias permanecem no mais absoluto silêncio. A comida, cedida pelos amigos, é racionada. Anna começa a escrever seu diário, descrevendo em detalhes cada minuto passado no sótão.
Tempos depois, junta-se a eles um dentista, Sr. Dussell, que lhes conta que a situação está cada vez pior e que a maioria de seus conhecidos teria sido enviada para os Campos de Concentração. Por duas vezes, o esconderijo quase é descoberto, uma por um ladrão que entra na fábrica, e a outra pela polícia.
Um rádio é o único meio que os mantém ligados ao exterior. Através dele, o grupo ouve música e os discursos de Hitler. Anne dá a cada um pequenas lembranças por ela preparadas. Ela e Peter tornam-se mais próximos e, a despeito da falta de privacidade, os dois trocam confidências.
Finalmente, quando começam a se regozijar pelo fato da guerra se achar prestes a terminar, o esconderijo é descoberto pelos nazistas e as famílias enviadas para o Campo de Bergen-Belsen onde, com exceção de Otto, todos são mortos.
Adaptado da peça de Frances Goodrich e Albert Hackett, ganhadora do Prêmio Pulitzer e que, por sua vez, foi baseada no próprio diário da jovem Anne Frank, "O Diário de Anne Frank" é um excelente e comovente filme, com passagens inesquecíveis.
Realizado pelo cineasta George Stevens, que também assina a produção, o filme fala do período em que Anne Frank, maior símbolo da opressão nazista durante a 2ª Guerra Mundial, juntamente com seus pais, irmã e amigos, passou escondida num sótão de um prédio, em Amsterdã.
Embora Millie Perkins não tivesse qualquer experiência como atriz, e Audrey Hepburn estivesse interessada no papel, Stevens, no auge de sua carreira, preferiu apostar em Millie, por achar melhor trabalhar com alguém que não tivesse uma imagem já pré-concebida pelo público.
Stevens tem ainda o mérito de nos brindar com momentos inesquecíveis, como as cenas do primeiro beijo de Anne e Peter, ou do sorriso terno trocado entre Peter e Margot, ou ainda aquelas, bastante tensas, em que as famílias estão a ponto de serem descobertas pelos nazistas.
"O Diário de Anne Frank" conta, ainda, com um excelente design de produção, a música de Alfred Newman, uma boa fotografia e algumas interpretações marcantes.