
RASHOMON (1950)
Rashômon
| Outros Títulos: | Às portas do inferno (Portugal) Das lustwäldchen (Alemanha) |
| Pais: | Japão |
| Gênero: | Drama, Crime |
| Direção: | Akira Kurosawa |
| Roteiro: | Akira Kurosawa, Shinobu Hashimoto |
| Produção: | Minoru Jingo |
| Design Produção: | So Matsuyama |
| Música Original: | Fumio Hayasaka |
| Fotografia: | Kazuo Miyagawa |
| Edição: | Akira Kurosawa |
| Nota: | 9.2 |
| Filme Assistido em: | 1954 |
| Toshirô Mifune | Tajômaru, o bandido |
| Machiko Kyô | Masako, a esposa |
| Masayuki Mori | Takehiro, o nobre assassinado |
| Takashi Shimura | Lenhador |
| Minoru Chiaki | Sacerdote |
| Kichijiro Ueda | Servo |
| Fumiko Honma | Medium |
| Daisuke Katô | Policial |
Festival Internacional de Veneza, Itália
Prêmio Leão de Ouro (Akira Kurosawa)
Prêmio dos Críticos Italianos de Cinema (Akira Kurosawa)
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Direção de Arte
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Japão, século XII - Três homens - um sacerdote, um lenhador e um servo - se abrigam da chuva torrencial sob o pórtico de um templo em ruínas. Enquanto se acham refugiados, o sacerdote e o lenhador discutem o julgamento de um notório bandido por estupro e assassinato. Segundo eles, os envolvidos no caso, o samurai assassinado, sua mulher estuprada e o criminoso apresentam versões completamente incompatíveis do ocorrido.
Através de flashbacks são evocados os quatro depoimentos, o do bandido, o da mulher, o do marido morto (por meio de um médium) e o do lenhador que presenciara o fato, prestados diante de um tribunal que jamais é visto. As quatro versões são diferentes umas das outras, e a verdade não vem à tona.
Ao findar o relato, o sacerdote sente sua fé abalada por acontecimentos tão cruéis e pela acumulação de tantas mentiras, e vê com aflição um gesto do servo que se apodera dos agasalhos de uma criança abandonada. Somente o remorso do lenhador - por ter cometido um furto no momento do crime - e sua decisão de adotar a criança, salvam o sacerdote do desespero total, e fazem com que se reconcilie com a humanidade.
"Rashomon" é um dos grandes marcos do cinema japonês. Realizado por Akira Kurosawa, que também participou da elaboração do roteiro, o filme é um brilhante exercício de filosofia no que concerne à natureza da verdade, como também um intenso estudo do caráter humano. É um filme incrível, onde ninguém é o que parece ser.
O roteiro é fantástico ao mostrar um mesmo evento sob diferentes perspectivas. Kurosawa nos oferece uma magistral direção, à qual se somam uma excelente fotografia em preto-e-branco e um elenco de atores que nos brindam com ótimas interpretações, com destaque para Toshirô Mifune, cuja atuação permanece inesquecível.
CAA