
FANNY & ALEXANDER (1982)
Fanny och Alexander
| Outros Títulos: | Fanny et Alexandre (França) Fanny und Alexander (Alemanha) Fanny and Alexander (UK / USA) |
| Pais: | Suécia, França, Alemanha |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Ingmar Bergman |
| Roteiro: | Ingmar Bergman |
| Produção: | Jörn Donner |
| Música Original: | Daniel Bell |
| Coreografia: | Mercedes Björlin |
| Fotografia: | Sven Nykvist |
| Edição: | Sylvia Ingemarsson |
| Direção de Arte: | Anna Asp |
| Figurino: | Marik Vos |
| Guarda-Roupa: | Lena Persson, Kristina Makroff, Robert Nordlund e outros |
| Maquiagem: | Barbro Haugen, Anna-Lena Melin, Leif Qviström |
| Efeitos Sonoros: | Owe Svensson, Lars Liljeholm, Bo Persson e outros |
| Efeitos Especiais: | Bengt Lundgren |
| Nota: | 9.2 |
| Filme Assistido em: | 1984 |
| Lena Olin | Rosa |
| Erland Josephson | Isak Jacobi |
| Marianne Aminoff | Blenda Vergérus |
| Harriet Andersson | Justina, empregada da Diocese |
| Ewa Fröling | Emilie Ekdahl |
| Bertil Guve | Alexander Ekdahl |
| Pernilla Allwin | Fanny Ekdahl |
| Jarl Kulle | Gustav Adolf Ekdahl |
| Börje Ahlstedt | Carl Ekdahl |
| Allan Edwall | Oscar Ekdahl |
| Gunn Wållgren | Helena Ekdahl |
| Mona Malm | Alma Ekdahl |
| Christina Schollin | Lydia Ekdahl |
| Jan Malmsjö | Bispo Edvard Vergerus |
| Pernilla August | Maj Kling, empregada |
| Kerstin Tidelius | Henrietta Vergerus, irmã do Bispo |
| Mats Bergman | Aron, sobrinho de Isak |
| Stina Ekblad | Ismael, sobrinho de Isak |
| Käbi Laretei | Tia Anna von Bohlen |
| Kristian Almgren | Putte Ekdahl |
| Sonya Hedenbratt | Tia Emma |
| Anna Bergman | Hanna Schwartz |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Figurino
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Fotografia
Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França
César de Melhor Filme Estrangeiro (Ingmar Bergman)
Prêmios David di Donatello, Itália
David de Melhor Filme Estrangeiro (Ingmar Bergman)
Prêmio de Melhor Roteiro de um Filme Estrangeiro
Prêmio de Melhor Direção de um Filme Estrangeiro (Ingmar Bergman)
Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Ingmar Bergman)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália
Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (Ingmar Bergman)
Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Ingmar Bergman)
Prêmio de Melhor Fotografia
Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro
Prêmio de Melhor Direção (Ingmar Bergman)
Festival Internacional de Veneza, Itália
Prêmio FIPRESCI (Ingmar Bergman)
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Direção (Ingmar Bergman)
Oscar de Melhor Roteiro Original
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Prêmio de Melhor Figurino
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Direção (Ingmar Bergman)
Em 1907, numa cidade interiorana da Suécia, vive a abastada família Ekdahl, cuja matriarca, Helena, habita uma enorme mansão repleta de móveis antigos, preciosas telas, esculturas, tapeçarias, plantas e relógios. Gustav Adolf, terceiro filho de Helena, é um mulherengo cujas aventuras não preocupam sua feliz esposa, Alma, uma vez que ela o ama como ele é. Seu segundo filho, Carl, é um professor fracassado, casado com Lydia, uma alemã que não é bem vista pela família. Oscar, seu primeiro filho, comanda a companhia teatral da cidade, é casado com Emilie e tem dois filhos: Fanny e Alexander.
É véspera de Natal e Helena, como faz todos os anos, prepara com suas criadas a ceia, em que todos estarão reunidos, além de armar uma enorme árvore de Natal repleta de presentes. Ao final da tarde, com todos em casa, a ceia é servida. Logo após, alegres e felizes, os familiares e as criadas cantam e dançam juntos pela mansão.
Dias depois, Oscar sente-se mal no teatro e, levado para casa, morre ao lado dos seus. Os funerais são presididos pelo bispo luterano, Edvard Vergerus. Depois de alguns meses, este, sentindo-se atraído pela viúva, a pede em casamento, sendo por ela aceito. Na hora em que sua mãe lhe fala sobre a decisão tomada, Alexander vê o fantasma do pai a poucos metros deles.
Antes de se casar, o bispo exige que Emilie deixe para trás sua casa, vestidos, jóias, bens, seus amigos, família, idéias e hábitos, enfim, que renuncie à sua vida passada. Sentindo-se muito só, com a perda de Oscar, ela se submete às suas exigências e se casa, indo morar com os filhos na casa da Diocese, dirigida pela mãe e pela irmã de Edvard.
A vida de todos vira um inferno, principalmente a de Alexander, alvo principal de Edvard por ser o que mais o enfrenta. Castigos físicos são-lhe impostos. Certa vez, após levar dez golpes com uma vara, é posto, sangrando, preso num sótão. Emilie, que não se achava presente quando da imposição do castigo a Alexander, ao descobrir a situação do filho, decide pedir o divórcio, mas passa a ser tratada como uma prisioneira. Para piorar sua situação, descobre que está grávida do marido.
Isak Jacobi, antiquário e banqueiro judeu, grande amigo de Helena, com quem já teve um caso, consegue tirar as crianças da casa do bispo, ao comprar-lhe uma antiga arca e escondê-las dentro da mesma. Emilie, por sua vez, foge da casa da diocese, ao fazer com que o marido tome uma boa dose de soníferos. Na manhã seguinte, toma conhecimento, através da polícia, que o bispo morrera carbonizado quando de um incêndio acidentalmente provocado por uma tia dele.
Emilie dá à luz uma filha, na mesma época em que seu cunhado, Gustav Adolf, é mais uma vez pai, desta vez com a criada Maj Kling. Toda a família reúne-se no dia do batismo das duas crianças. Reencontrando a alegria de viver, Emilie, agora comandando a companhia teatral, propõe à sua mãe, Helena, uma antiga atriz, que as duas encenem uma nova peça do dramaturgo sueco, August Strindberg.
"Fanny & Alexander" é um magnífico, empolgante e ambicioso filme sueco. Realizado pelo grande cineasta Ingmar Bergman, sua história acompanha os maus-tratos sofridos por duas crianças, Fanny e Alexander, principalmente este último, quando sua mãe viúva decide se casar com um bispo luterano que, agindo como um verdadeiro tirano, exige que ela deixe para trás sua casa, vestidos, jóias, bens, seus amigos, família, idéias, hábitos e tudo o mais que possa lembrar a vida que levava anteriormente.
Tendo recebido seis indicações ao Oscar, este filme sueco foi agraciado com nada menos quatro estatuetas, inclusive a do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira.
A direção de Bergman é perfeita, mantendo um ritmo adequado a prender a atenção do espectador do início ao fim. O belo trabalho apresentado por Sven Nykvist, fotógrafo preferido do cineasta, assim como, o figurino assinado por Marik Vos, são dois outros quesitos que merecem destaques.
Como na maioria de seus filmes, os questionamentos religiosos acham-se também presentes em "Fanny & Alexander". Quando as crianças encontram-se na casa do judeu Isak Jacobi, num determinado momento, por exemplo, o questionamento de Alexander sobre a existência de Deus é extremamente pesado, que não ouso repeti-lo. Em seu universo, o cineasta cria espaços para cristãos e judeus, ricos e pobres, sãos e insanos, jovens e idosos, fantasmas e magia, além de uma galeria de personagens inesquecíveis por suas peculiaridades.
O filme basicamente se inicia e termina com a família reunida, em torno de uma mesa: no início, para comemorar a passagem do Natal e, no fim, para celebrar o batismo de duas crianças.
CAA