FELICIDADE (1998)
Happiness
Ficha Técnica
| Outros Títulos: |
Bonheur (França) Felicidad (Argentina) Happiness - Felicità (Itália)
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| Pais: |
Estados Unidos |
| Gênero: |
Drama |
| Direção: |
Todd Solondz |
| Roteiro: |
Todd Solondz |
| Produção: |
Ted Hope, Christine Vachon |
| Design Produção: |
Thérèse DePrez |
| Música Original: |
Robbie Kondor |
| Fotografia: |
Maryse Alberti |
| Edição: |
Alan Oxman |
| Direção de Arte: |
John Bruce |
| Figurino: |
Kathryn Nixon |
| Guarda-Roupa: |
Pamela Kezal, Kristy Aitken-Hernandez |
| Maquiagem: |
Nicki Ledermann |
| Efeitos Sonoros: |
Tom Efinger, Michael Barry, Damian Volpe e outros |
| Efeitos Especiais: |
Drew Jiritano |
| Nota: |
8.2 |
| Filme Assistido em: |
1999 |
Elenco
| Jane Adams |
Joy Jordan |
| Lara Flynn Boyle |
Helen Jordan |
| Cynthia Stevenson |
Trish Maplewood |
| Philip Seymour Hoffman |
Allen |
| Dylan Baker |
Bill Maplewood |
| Jon Lovitz |
Andy Kornbluth |
| Gerry Becker |
Psiquiatra |
| Justin Elvin |
Timmy Maplewood |
| Lila Glantzman-Leib |
Chloë Maplewood |
| Rufus Read |
Billy Maplewood |
| Camryn Manheim |
Kristina |
| Louise Lasser |
Mona Jordan |
| Ben Gazzara |
Lenny Jordan |
| Evan Silverberg |
Johnny Grasso |
| Arthur J. Nascarella |
Detetive Berman |
| Elizabeth Ashley |
Diane Freed |
| Anne Bobby |
Rhonda |
| Molly Shannon |
Nancy |
| Ann Harada |
Kay |
| Douglas McGrath |
Tom |
| Jared Harris |
Vlad |
| Dan Moran |
Joe Grasso |
| Matt Malloy |
Médico |
| Marla Maples |
Ann Chambeau |
| Dan Tedlie |
Don |
| Joe Lisi |
Detetive |
| José Rabelo |
Pedro |
| Diane Tyler |
Janet |
Prêmios
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio FIPRESCI (Todd Solondz )
Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Brasil
Prêmio do Júri Internacional (Todd Solondz)
Festival Internacional de Toronto, Canadá
Prêmio Metro Media (Todd Solondz)
Indicações
Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca
Bodil de Melhor Filme Americano (Todd Solondz)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Roteiro
Festival Internacional de Cinema de Estocolmo, Suécia
Prêmio Cavalo de Bronze de Melhor Longa-Metragem (Todd Solondz)
Prêmio Cavalo de Bronze de Melhor Longa-Metragem (Todd Solondz)
Videoclipes
Sinopse
Joy Jordan é a caçula de três irmãs. Preocupada em encontrar sua alma gêmea, ela rompe sua relação atual com um homem que lhe responde com um sarcasmo exageradamente mal-intencionado e que, finalmente, tira a própria vida alguns dias depois. Na tentativa de contribuir mais para a sociedade, ela decide trabalhar em um centro de educação para refugiados, onde é desprezada por seus alunos ao furar uma greve dos professores. O único estudante que se mostra bonzinho para com ela a seduz com a única intenção de roubá-la.
Sua irmã do meio, Trish, é uma dona-de-casa que se diz feliz no casamento. Juntamente com o marido, Bill, sempre está a sugerir que Joy é uma pessoa fracassada. No entanto, Bill, um psicólogo, sente uma atração irresistível por rapazes no início da puberdade. Além de instruir seu filho de 11 anos sobre como se masturbar e chegar ao orgasmo, ele desenvolve uma fixação por Johnny, amigo do filho e, finalmente, o sodomiza depois de drogar toda a família. Tempos depois, após estuprar outro amigo de seu filho, é acusado e indiciado.
Helen, a irmã mais velha de Joy, é uma escritora bem sucedida e uma "femme fatale" devoradora de homens, mas completamente insatisfeita com a vida. Autora de textos como "Violada aos 12" e "Violada aos 13", lamenta não ter tido uma experiência traumática na infância que lhe permitisse transmitir alguma verdade naquilo que escreve. Coincidentemente, seu vizinho, Allen, tem por passatempo dar telefonemas obscenos para mulheres desconhecidas, enquanto se masturba. Certo dia, casualmente, ele liga para Helen, que exige que os dois se conheçam. Entretanto, ao descobrir que se trata do vizinho, ela rejeita seus avanços e lhe pede para que se retire.
Os sentimentos de solidão e isolamento de Allen, que ele os descreve em detalhe para Bill, seu terapeuta, são abrandados quando ele finalmente presta atenção em Kristina, outra inquilina de seu prédio. Durante um encontro com ele, ela confidencia que foi estuprada pelo porteiro e, subseqüentemente, o esquartejou, colocando os pedaços em sacos armazenados em seu freezer. Ainda, segundo ela, desde a semana anterior vem se desfazendo dos sacos, um de cada vez.
Os pais de Joy são igualmente infelizes. Quando se separa de sua mãe, seu pai descobre que não consegue sentir qualquer tipo de emoção ao tentar fazer sexo com outra mulher.
A família finalmente se encontra em torno de uma mesa para o jantar, inclusive os pais das três irmãs. Todos se mostram condescendentes para com Joy. Na varanda, o filho de Trish e Bill se sente orgulhoso ao conseguir se masturbar com sucesso.
Comentários
"Felicidade" é um brilhante filme, de certa forma irônico, que acompanha a vida de três irmãs bem diferentes, todas à procura da 'felicidade', cada uma a seu modo, mas nenhuma conseguindo ter sucesso. Roteirizado e dirigido por Todd Solondz, o filme procura passar a mensagem de que a verdadeira felicidade é um mito.
O roteiro de Solondz é perfeito. A trama é desenvolvida com bastante sensibilidade. Ao contrário da maioria dos filmes, que trata pessoas com desvios sexuais e de caráter, tais como pedófilos e criminosos, como verdadeiros monstros, Solondz procura, em "Felicidade", vê-las como seres humanos.
A fotografia de Maryse Alberti é suave e a trilha sonora é adequada. Mas o maior brilho de "Felicidade" reside na série de extraordinárias atuações proporcionadas pela maioria do elenco.
CAA