
FÉRIAS DO AMOR (1955)
Picnic
| Outros Títulos: | Piquenique (Portugal) Picknick (Alemanha, Austria) |
| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | Drama, Romance |
| Direção: | Joshua Logan |
| Roteiro: | Daniel Taradash |
| Produção: | Fred Kohlmar |
| Design Produção: | Jo Mielziner |
| Música Original: | George Duning |
| Coreografia: | Miriam Nelson |
| Fotografia: | James Wong Howe |
| Edição: | Charles Nelson, William A. Lyon |
| Direção de Arte: | William Flannery |
| Figurino: | Jean Louis |
| Maquiagem: | Clay Campbell |
| Efeitos Sonoros: | John P. Livadary, George Cooper |
| Nota: | 8.2 |
| Filme Assistido em: | 1957 |
| William Holden | Hal Carter |
| Kim Novak | Madge Owens |
| Betty Field | Flo Owens |
| Susan Strasberg | Millie Owens |
| Cliff Robertson | Alan Benson |
| Arthur O'Connell | Howard Bevans |
| Rosalind Russell | Rosemary |
| Elizabeth Wilson | Christine Schoenwalder |
| Verna Felton | Helen Potts |
| Reta Shaw | Irma Kronkite |
| Raymond Bailey | Sr. Benson |
| George E. Bemis | Vizinho |
| Steve Benton | Policial |
| Phyllis Newman | Juanita Badger |
| Henry Pagueo | Prefeito |
| Harold A. Beyer | Membro da Câmara de Comércio |
| Paul R. Cochran | Membro da Câmara de Comércio |
| Adlai Zeph Fisher | Membro da Câmara de Comércio |
| Harry Sherman Schall | Membro da Câmara de Comércio |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Edição
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Direção (Joshua Logan)
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Direção (Joshua Logan)
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Arthur O'Connell)
Oscar de Melhor Trilha Sonora de uma Comédia ou Drama
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Kim Novak)
Prêmio de Melhor Revelação Feminina (Susan Strasberg)
Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (William Holden)
Nos anos 50, em Halstead, uma pequena cidade do Kansas, todo mundo parece feliz. Todos se preparam para participar do piquenique do Dia do Trabalho. Mas essa felicidade é apenas superficial, já que preconceitos e repressões povoam a mente de seus habitantes.
É quando, de carona num trem de carga, chega à cidade, Hal Carter, um jovem que não consegue ficar muito tempo preso a um mesmo local. Com seu espírito de viajante errante, ele chega disposto a procurar seu antigo colega de faculdade, Alan Benson, filho da família mais rica da região, a quem pretende pedir emprego.
Alan namora Madge Owens, tida como a garota mais bonita do lugar, e vê nela apenas um troféu a ser exibido. O pai de Alan é contra esse namoro, por Madge ser de família pobre. Ela trabalha numa loja de quinquilharias, e tem uma irmã mais nova, Millie, a intelectual da família, que despreza seus dotes femininos. Flo, a mãe das garotas, almeja um bom casamento para Madge e talvez a universidade para Millie. O marido de Flo a abandonou há muito tempo, de modo que, para complementar o orçamento doméstico, ela aluga um quarto da casa para uma professora solteirona, Rosemary, que tem Howard Bevans como um namorado pouco empenhado nessa relação.
Hal conhece Madge acidentalmente, enquanto limpava o terreno da casa vizinha para ganhar uns trocados. Eles logo se sentem mutuamente atraídos. Ele também desperta o interesse de Millie, a irmã de Madge, e de Rosemary, a professora solteirona. Hal encontra Alan, que lhe mostra os enormes silos pertencentes ao seu pai e, desapontando-o, diz que ele vai ter que começar por baixo na empresa.
Alan empresta a Hal um carro para que ele possa levar Millie ao piquenique. Uma vez lá, Madge é eleita a rainha da festa. Hal provoca o despeito da professora Rosemary, já que o interesse desta não é correspondido por ele. Depois que Madge é coroada, Hal e Madge dançam sensualmente, enquanto Millie assiste frustrada a esse encontro.
Ela se embriaga com uma garrafa de bebida trazida por Howard, e sente-se muito mal. Quando Flo, a mãe, quer saber como aquilo sucedera, a professora põe a culpa em Hal, que tinha trazido Millie para a festa. Ele tenta explicar o que aconteceu, mas seu amigo Alan, já enciumado, não lhe dá apoio.
Hal foge no carro emprestado por Alan, e este pede que a polícia vá atrás dele, alegando que ele teria roubado o veículo. Hal consegue escapar e encontrar Madge. Eles passam a noite juntos e, na manhã seguinte, voltam para a casa dela, onde ela entra às escondidas enquanto Hal percebe que ainda está com o carro emprestado por Alan.
Ao tentar devolvê-lo, Hal verifica que os policiais ainda se encontram na casa dos Benson. Assim, ele se vê obrigado a fugir e a se esconder até a manhã seguinte, quando procura Madge para lhe dizer que a ama, que está esperando o próximo trem para Tulsa e que gostaria que ela o acompanhasse. Apesar do dramático pedido de sua mãe para que fique, Madge parte ao encontro de Hal.
Baseado num livro de William Inge, ganhador do Prêmio Pulitzer, "Férias do Amor" é um ótimo filme, daqueles cujo ritmo mantém o espectador interessado até a cena final.
Realizado pelo cineasta Joshua Logan, o filme parte da excelente adaptação da obra de Inge, feita pelo roteirista Daniel Taradash, e nos oferece um ótimo entretenimento.
A direção de Logan é perfeita em todos os momentos e se insere entre as melhores de sua obra. Fotografado magnificamente a cores pelo veterano e famoso fotógrafo, James Wong Howe, o filme apresenta, ainda, uma direção de arte primorosa, um bom trabalho de montagem e uma magnífica trilha sonora, destacando-se a canção "Moonglow".
Embora não estejam entre seus melhores dias, William Holden e Kim Novak realizam um bom trabalho. Há críticos que alegam o fato de, aos 36 anos, ele estar fazendo o papel de um jovem que deveria ter uns 10 anos a menos, já que contracena com a bela Novak, na época com apenas 22 anos. Os dois proporcionam bons momentos, entre os quais destaca-se a seqüência da famosa e sensual dança que se desenvolve após a coroação de Madge, personagem de Novak.
Rosalind Russell, no papel da professora solteirona, e Arthur O'Connell, como seu namorado, também nos brindam com bons momentos, especialmente durante as cenas em que discutem o casamento.
Merecem destaques, ainda, as atuações de Susan Strasberg, na época com apenas 17 anos, e de Betty Field, como a mãe das duas jovens.
CAA