
FOME DE AMOR (1968)
| Outros Títulos: | Hunger for love (USA) Hunger nach liebe (Alemanha) |
| Pais: | Brasil |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Nelson Pereira dos Santos |
| Roteiro: | Nelson Pereira dos Santos, Luis Carlos Ripper |
| Produção: | Paulo Porto, Herbert Richers |
| Música Original: | Guilherme Magalhães Vaz |
| Fotografia: | Dib Lutfi |
| Edição: | Rafael Justo Valverde, Lúcia Erita |
| Direção de Arte: | Luis Carlos Ripper |
| Figurino: | Maria Arnaus |
| Efeitos Sonoros: | Aloísio VIana |
| Nota: | 5.9 |
| Filme Assistido em: | 1970 |
| Leila Diniz | Ulla |
| Irene Stefânia | Mariana |
| Arduíno Colassanti | Felipe |
| Paulo Porto | Alfredo |
| Márcia Rodrigues |
Festival de Cinema de Brasília, DF
Troféu Candango de Melhor Produção
Troféu Candango de Melhor Trilha Sonora
Troféu Candango de Melhor Fotografia
Troféu Candango de Melhor Atriz (Irene Stefânia)
Festival Internacional de Berlim, Alemanha
Prêmio Urso de Ouro (Nelson Pereira dos Santos)
Em Nova York, Felipe é um imigrante brasileiro, de classe média, politicamente alienado e pintor fracassado. Ao conhecer Mariana, uma jovem brasileira de família abastada, que aparenta ser uma intelectual defensora das teses revolucionárias de Mao Tsé-tung, ele se aproxima dela e os dois terminam tendo um caso. Como Felipe, ela também é uma fracassada, não na arte da pintura, mas como pianista.
Alegando estar com receio de vir a ser convocado pelo exército americano, face à Guerra do Vietnã, uma vez que os imigrantes são dos primeiros a receberem a convocação, Felipe convence Mariana a voltar com ele para o Brasil, onde pretende morar numa casa de propriedade da família, localizada numa pequena ilha do litoral de Angra dos Reis.
Os dois casam-se e seguem para a tal ilha. Uma vez lá, Mariana descobre que, na verdade, o local é de propriedade de Alfredo, um ex-revolucionário cego, mudo e surdo, que esteve envolvido num atentado na Bolívia e ainda mantém contato com fabricantes de armas e organizações clandestinas. Riquíssimo, mantém inúmeras propriedades, além de contas numeradas em Bancos da Suíça. Alfredo é casado há quatro anos com a bela Ulla.
Com seu espírito livre, Ulla não se apega às convenções sociais. Na ilha, costuma tomar banho de sol ou nadar nua, bem como, a posar para Felipe. Já Mariana, sente-se fora de sua realidade e começa a pensar em largar tudo e ir embora, principalmente por nunca saber quando o marido está falando ou não a verdade. Sem pensar e, principalmente ser ler, assina uma procuração que dá plenos poderes a Felipe para representá-la.
Pouco tempo depois, Mariana descobre que seu marido está tendo um caso com Ulla, ao flagrá-los em pleno ato sexual. Ela passa a ter uma relação mais próxima com Alfredo e, com o passar do tempo, começa a desenvolver uma paranóia, ao crescer a idéia de que Felipe só se casou com ela para roubar seu dinheiro e que, juntamente com Ulla, planeja matá-la e a Alfredo.
Baseado no livro "História para se ouvir de noite", de Guilherme Figueiredo, "Fome de Amor" é um filme brasileiro razoável. Dirigido e co-escrito por Nelson Pereira dos Santos e, embora tenha sido indicado ao Urso de Ouro do Festival de Berlim, é inferior a vários outros filmes do cineasta como, por exemplo, "Rio 40 Gráus", "Rio Zona Norte", "Vidas Secas", "Memórias do Cárcere", etc.
Produzido na vigência do Regime Militar, o filme apresenta vários símbolos relacionados aos seus personagens, tais como: Felipe representa o jovem alienado politicamente; Mariana, a intelectual ligada às teses de Mao Tsé-tung; Alfredo, o líder revolucionário; Ulla, a jovem mulher liberada, cujo maior símbolo, na vida real, era a própria atriz Leila Diniz.
O roteiro apresenta altos e baixos, chegando, às vezes, a confundir o espectador. O elenco nos brinda com ótimas atuações, principalmente por parte de Irene Stefânia e Leila Diniz. Um outro ponto a destacar é a fotografia assinada por Dib Lutfi, irmão do compositor Sérgio Ricardo.
CAA