
COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE (1992)
Como agua para chocolate
| Pais: | México |
| Gênero: | Drama, Romance |
| Direção: | Alfonso Arau |
| Roteiro: | Laura Esquivel |
| Produção: | Alfonso Arau |
| Design Produção: | Marco Antonio Arteaga, Denise Pizzini, Emilio Mendoza |
| Música Original: | Leo Brouwer |
| Fotografia: | Emmanuel Lubezki, Steven Bernstein |
| Edição: | Carlos Bolado, Francisco Chiu |
| Direção de Arte: | Ricardo Kaplan |
| Figurino: | Carlos Brown |
| Guarda-Roupa: | Víctor Balderas, Maria Ines Garibay |
| Maquiagem: | Sergio Espinoza, Aurora Sánchez, Julian Tejeda, Lucero Esquivias |
| Efeitos Sonoros: | Juan Castro, Aurelio López, Marco Welsh, Felipe Zavala e outros |
| Efeitos Especiais: | Raul Falomir, Carlos Falomir, Eduardo Castañeda |
| Efeitos Visuais: | Francisco Rodríguez, Manuel Sáinz |
| Nota: | 8.2 |
| Filme Assistido em: | 1993 |
| Lumi Cavazos | Tita |
| Regina Torné | Mamá Elena |
| Mario Iván Martínez | Dr. John Brown |
| Claudette Maillé | Gertrudis |
| Pilar Aranda | Chencha |
| Ada Carrasco | Nacha |
| Yareli Arizmendi | Rosaura |
| Joaquín Garrido | Sgt. Treviño |
| Farnesio de Bernal | Padre |
| Margarita Isabel | Paquita Lobo |
| Rodolfo Arias | Juan Alejándrez |
| Sandra Arau | Esperanza Muzquiz |
| Andrés García Jr. | Alex Brown |
| Regino Herrera | Nicolás |
| Genaro Aguirre | Rosalio |
| David Ostrosky | Juan de la Garza |
| Socorro Rodríguez | Amiga de Paquita |
| Edurne Ballesteros | Tita, adolescente |
| Gabriela Canudas | Rosaura, adolescente |
| Beatriz Elías | Gertrudis, adolescente |
| Marco Leonardi | Pedro Muzquiz |
Festival de Gramado, Brasil
Kikito de Ouro de Melhor Atriz (Lumi Cavazos)
Kikito de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante Estrangeira (Claudette Maillé)
Prêmio do Júri Popular (Alfonso Arau)
Festival Internacional de Cinema de Tóquio, Japão
Prêmio de Melhor Atriz (Lumi Cavazos)
Prêmio de Melhor Contribuição Artística (Emmanuel Lubezki e Steven Bernstein)
Prêmios Ariel - Academia Mexicana de Cinema, México
Ariel de Ouro de Melhor Filme (Alfonso Arau)
Ariel de Prata de Melhor Direção (Alfonso Arau)
Ariel de Prata de Melhor Roteiro Original
Ariel de Prata de Melhor Ator (Mario Iván Martínez)
Ariel de Prata de Melhor Atriz (Regina Torné)
Ariel de Prata de Melhor Atriz Coadjuvante (Claudette Maillé)
Ariel de Prata de Melhor Fotografia
Ariel de Prata de Melhor Design de Produção
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira (Alfonso Arau)
Festival de Gramado, Brasil
Kikito de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro (Alfonso Arau)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Prêmios Ariel - Academia Mexicana de Cinema, México
Ariel de Prata de Melhor Atriz (Lumi Cavazos)
Ariel de Prata de Melhor Atriz Coadjuvante (Pilar Aranda)
Ariel de Prata de Melhor Edição
Prêmios Goya - Academia Espanhola, Espanha
Goya de Melhor Filme Estrangeiro em Língua Espanhola (Alfonso Arau)
Mamá Elena, uma viúva, e suas três filhas, Rosaura, Gertrudis e Tita, vivem em sua fazenda no interior do México. Para manter a tradição da família, Tita, a mais nova das irmãs, é obrigada a renunciar a qualquer proposta de casamento, a fim de cuidar da mãe na velhice.
Quando Pedro Muzquiz e Tita se apaixonam, o pai dele procura pessoalmente Mamá Elena para tentar fazer com que ela abra mão da tradição familiar em benefício da felicidade dos dois jovens. Irredutível, ela oferece Rosaura, apenas dois anos mais velha que Tita, no lugar desta. Pedro pede ao pai que aceite a proposta, pois vê nela sua única oportunidade de ficar próximo da mulher que tanto ama.
Mamá Elena põe Tita como responsável pela cozinha da casa. No dia do casamento de Rosaura, toda a comida para a festa é, portanto, preparada por Tita. Durante o banquete do casamento, uma sensação de melancolia e frustração toma conta de todos, seguida de uma sessão de vômito coletivo. Os recém-casados passam três meses sem se tocarem.
Um ano depois, Pedro oferece um buquê de rosas à Tita pela passagem do 1º aniversário dela como responsável pela cozinha. Mamá Elena ordena que a filha o jogue fora, mas ela não a obedece e decide usar as pétalas das rosas em uma nova receita. Quando a refeição é servida, um estranho fenômeno ocorre: é como se o sangue de Tita tivesse sido dissolvido no molho de rosas e estivesse presente em cada aroma daquela refeição. Assim, ela consegue invadir o corpo de Pedro de forma voluptuosa e sensual, descobrindo uma nova forma de se comunicar com ele. Através dessa refeição, Gertrudis desperta para a sexualidade. Ela corre nua pelo campo, emitindo o aroma de rosas. Ao seu encontro, vem um revolucionário e os dois seguem juntos a cavalo.
Num dia em que a mãe e Pedro encontram-se fora, Tita vê-se obrigada a fazer o parto de sua irmã Rosaura. À noite, ela e Pedro se encontram fora de casa e se beijam.
Face à revolução mexicana, Mamá Elena pede para que Pedro, Rosaura e o filho vão morar em San Antonio, Texas, na casa de um primo. A criança morre.
A notícia da morte do sobrinho deixa Tita emocionalmente perturbada, o que faz com que ela seja enviada para uma Clínica em Eagle Pass. Sob os cuidados do jovem Dr. John Brown, este logo se apaixona por ela. Recuperada, ela não pretende mais pôr os pés na fazenda.
É quando toma conhecimento que um grupo de homens armados esteve lá, assassinou sua mãe e estuprou Chencha, uma das criadas da fazenda. Durante o enterro de Mamá Elena, Pedro e Tita voltam a se encontrar. Na oportunidade, Rosaura passa mal, sendo submetida à uma cesariana pelo Dr. Brown, quando nasce uma menina que vem a se chamar Esperanza. O médico pede a mão de Tita em casamento, mas essa insiste em que ama outro homem. À noite, Pedro a procura em seu quarto.
Gertrudis, agora uma revolucionária, visita a família em companhia do marido, Juan Alejándrez. Tita diz à irmã que se acha grávida de Pedro. Esta lhe dá forças para que assuma seu amor por ele, mas a jovem vive atormentada pelas freqüentes visões que tem da mãe, sempre a amaldiçoá-la.
Ao descobrir que a mãe tivera uma filha ilegítima, Gertrudis, Tita aproveita esse fato para despejar todo seu ódio contra ela, quando de uma de suas visões. Com essa atitude, consegue espantar seu fantasma para sempre e ficar livre de sua gravidez psicológica.
Vinte e dois anos depois, quando do casamento de Esperanza com o filho do Dr. Brown, o agora viúvo Pedro pede para que Tita se case finalmente com ele. Depois que os noivos partem em lua-de-mel e os convidados deixam a fazenda, Pedro e Tita iniciam uma linda noite de amor. Durante o ato sexual, entretanto, não suportando tanta emoção, Pedro morre em seus braços. Inconformada, Tita provoca sua própria morte, através de uma autocombustão que se alastra por toda a casa.
Ao retornar de sua lua-de-mel, tudo o que Esperanza encontra sob os escombros do casarão da fazenda é o livro de receitas que Tita deixara para ela.
"Como Água Para Chocolate" é um excelente filme mexicano. Produzido e dirigido pelo cineasta Alfonso Arau, a trama fala de um amor incompreendido, onde os protagonistas não têm outra forma de comunicação que não seja através da comida por ela preparada.
Laura Esquivel, uma das mais populares escritoras mexicanas e esposa de Arau, é a responsável pela adaptação de seu próprio romance para as telas do cinema.
"Como Água Para Chocolate" é um filme sobre o amor, a tradição, a paixão, a magia e o misticismo. A cozinha transforma-se num espaço de criação e liberdade, onde Tita transmite todo seu amor e seus desejos através de suas receitas e seus pratos. O filme procura mostrar, ainda, a condição da mulher mexicana da época, bem como, acontecimentos políticos como a Revolução Mexicana.
Além dos magníficos trabalhos realizados por Arau e Esquivel, "Como Água Para Chocolate" nos brinda ainda com a magnífica fotografia de Emmanuel Lubezki e Steven Bernstein, bem como, com um elenco de primeira linha, onde se destacam as atuações de Regina Torné, Lumi Cavazos e Claudette Maillé.