
HIROSHIMA, MEU AMOR (1959)
Hiroshima, mon amour
| Outros Títulos: | 24 - jikan no joji (Japão) Hiroshima, my love (USA) |
| Pais: | França, Japão |
| Gênero: | Melodrama |
| Direção: | Alain Resnais |
| Roteiro: | Marguerite Duras |
| Produção: | Anatole Dauman, Samy Halfon |
| Design Produção: | Antoine Mayo, Esaka, Petri |
| Música Original: | Georges Delerue, Giovanni Fusco |
| Fotografia: | Sacha Vierny, Michio Takahashi |
| Edição: | Jasmine Chasney, Henri Colpi, Anne Sarraute |
| Figurino: | Gérard Collery |
| Maquiagem: | Alexandre Marcus |
| Efeitos Sonoros: | Pierre-Louis Calvet, René Renault |
| Nota: | 9.2 |
| Filme Assistido em: | 1961 |
| Emmanuelle Riva | Ela |
| Eiji Okada | Ele |
| Bernard Fresson | O amante alemão |
| Stella Dassas | A mãe |
| Pierre Barbaud | O pai |
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio Nações Unidas (Alain Resnais)
Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França
Prêmio de Melhor Filme
Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Roteiro Original
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Emmanuelle Riva)
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Palma de Ouro (Alain Resnais)
Agosto, 1957 - Uma jovem e bela atriz francesa está participando das filmagens de um novo filme sobre a paz, na cidade japonesa de Hiroshima, devastada durante a 2ª Guerra Mundial por uma bomba atômica, lançada pelas tropas americanas, e agora já reconstruída.
Na cidade, ela conhece um arquiteto japonês e, juntos, decidem viver uma história de amor no espaço de 24 horas, embora sejam casados, já que, no dia seguinte, ela deverá retornar à França.
Na penumbra de um quarto, às quatro horas da madrugada, o casal nu, abraçado, conversa como normalmente ocorre com casais na cama após terem feito sexo. Eles falam de sua infância, de onde estavam no dia em que os americanos lançaram a bomba atômica sobre Hiroshima: ele servia ao exército japonês, enquanto ela era uma jovem numa pequena cidade francesa. Ela fala da dor que sente pelos mortos de Hiroshima.
De manhã, ela se levanta para seu último dia de filmagens, enquanto ele, que se torna inteiramente obcecado por ela, resolve acompanhá-la. Ao terminar o trabalho, os dois vão até o Bar onde se encontraram na noite anterior, onde ele tenta convencê-la a permanecer em Hiroshima.
Ela relembra a perda sofrida no passado quando um jovem soldado alemão, que ela amou em Nevers, França, foi morto no dia em que a cidade foi libertada pelas forças aliadas. Castigada por sua família, foi aprisionada num escuro porão, com os cabelos raspados, por ter amado um soldado inimigo.
Assim, as memórias do passado vagueiam incessantemente por sua mente e, por vezes, chegam a controlar suas atitudes. Seu objetivo é libertar-se do passado e acredita que, compartilhando-o com o arquiteto japonês, o conseguirá. Ele é um filho da bomba atômica. Como ela, deseja um presente novo e, para isso, tenta negar o passado, a memória, as más lembranças que o atormentam.
Dessa forma, um representa para o outro a possibilidade de esquecimento do passado, através da concretização do presente. Os dois se abraçam ao mesmo tempo em que o filme termina, chamando um ao outro pelos nomes das cidades que representam: Nevers e Hiroshima.
"Hiroshima, Meu Amor" é um extraordinário filme sobre a vida, o amor, o tempo e a memória... e também sobre a detonação da bomba atômica em Hiroshima, em 1945, e sobre os horrores da guerra.
Realizado pelo grande cineasta francês, Alain Resnais, o filme é um dos marcos da "nouvelle vague" francesa. Não se trata de um filme de fácil entendimento. Ao contrário, às vezes ele se mostra meio confuso, já que Resnais consegue fazer, de forma magistral, com que seus simbolismos estejam intimamente entrelaçados com a ação, com a realidade. Os diálogos e as imagens são muito bonitos.
"Hiroshima, Meu Amor" conta ainda com uma excelente fotografia e com a maravilhosa atuação de Emmanuelle Riva, no papel principal.
CAA