
INFERNO Nº 17 (1953)
Stalag 17
| Outros Títulos: | L'inferno dei vivi (Itália) Traidor en el infierno (Espanha) |
| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | Drama, 2ª Guerra Mundial |
| Direção: | Billy Wilder |
| Roteiro: | Billy Wilder, Edwin Blum |
| Produção: | Billy Wilder |
| Música Original: | Leonid Raab |
| Fotografia: | Ernest Laszlo |
| Edição: | George Tomasini |
| Direção de Arte: | Hal Pereira, Franz Bachelin |
| Maquiagem: | Wally Westmore |
| Efeitos Sonoros: | Harold Lewis, Gene Garvin |
| Efeitos Especiais: | Gordon Jennings |
| Nota: | 8.6 |
| Filme Assistido em: | 1955 |
| William Holden | Sgt. J. J. Sefton |
| Don Taylor | Ten. James Dunbar |
| Otto Preminger | Coronel von Scherbach |
| Robert Strauss | Stanislas Kasava |
| Harvey Lembeck | Harry Shapiro |
| Richard Erdman | Sgt. 'Hoffy' Hoffman |
| Peter Graves | Sgt. Price |
| Neville Brand | Duke |
| Michael Moore | Manfredi |
| Sig Ruman | Sgt. Johann Schulz |
| Robin Morse | Prisioneiro de guerra |
| Peter Baldwin | Johnson |
| Robinson Stone | Joey |
| Robert Shawley | 'Blondie' Peterson |
| William Pierson | Marko, o carteiro |
| Gil Stratton | Clarence Harvey Cook |
| Jay Lawrence | Bagradian |
| Carl Forcht | Tenente alemão |
| Wesley Ling | Prisioneiro de guerra |
| Bill McLean | Prisioneiro de guerra |
| Bill Sheehan | Prisioneiro de guerra |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Ator (William Holden)
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Direção (Billy Wilder)
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Robert Strauss)
Num campo para prisioneiros de guerra, o Barracão 17 é destinado a sargentos aliados. Entre os prisioneiros, encontra-se o Sgt. J. J. Sefton, um americano de passado duvidoso, que promove apostas, nas quais o dinheiro é cigarro. Com seus ganhos, negocia com o Sgt. Schulz, um alemão responsável pelo Barracão, alguns privilégios como, por exemplo, ovos, tudo em troca de cigarros.
Quando dois de seus companheiros tentam uma fuga através de um pequeno túnel, Sefton aposta que eles não terão êxito em sua empreitada. Os fugitivos são apanhados e mortos. Tal fato faz com que o Sgt. Price, eleito pelo grupo como o homem responsável pela segurança, levante a possibilidade de haver um espião entre eles, o que leva a pensar que o delator seja Sefton. Mesmo assim, ele continua a fazer apostas, promovendo, inclusive, corrida de ratos.
Quando conseguem um pequeno rádio, para tentarem ouvir a BBC, no dia seguinte Schulz vai ao Barracão e facilmente localiza o aparelho, muito embora o mesmo estivesse muito bem escondido. Com isso, as desconfianças aumentam ainda mais.
Certo dia, por falta de acomodações no Barracão dos Oficiais, o recém-chegado Ten. James Dunbar é enviado para o 17. Entre os novos companheiros, ele conta ter sido responsável pela explosão de um trem de munições junto à Estação de Frankfurt. No dia seguinte, é levado à presença do Comandante do Campo, Coronel von Scherbach, onde é torturado.
Cada vez mais desconfiado de Sefton, o grupo o espanca barbaramente. Este, por outro lado, está mais do que nunca decidido a descobrir o verdadeiro informante. Assim, quando certa noite, Schulz ordena que todos deixem o Barracão, Sefton consegue se esconder, permanecendo no mesmo. É quando assiste à conversa entre Schulz e Price, descobrindo que este é um nazista infiltrado no grupo. Descobre, ainda, que a troca de informações se dá através de uma peça de xadrez oca.
Quando o Comandante decide enviar o Ten. Dunbar, preso, para Berlim, o grupo promove uma confusão que permite ao oficial esconder-se numa caixa d'água. A seguir, planejam uma forma de tirar Dunbar do Campo. Uma vez concluído o plano, resolvem sortear o colega que deverá fugir com o tenente. Price, alegando ser o homem de segurança, coloca-se como o mais habilitado a cumprir essa missão.
É quando Sefton o desmascara e é eleito aquele que tentará fugir com Dunbar. Assim, com os cronômetros ajustados, fica estabelecido que, na hora determinada, o grupo jogará Price no pátio, para chamar a atenção dos alemães. Dessa forma, enquanto Sefton e Dunbar estão deixando o Campo, os nazistas, acreditando tratar-se de um fugitivo, apontam e disparam suas metralhadoras contra Price.
Baseado numa peça de sucesso de Donald Bevan e Edmund Trzcinski, "Inferno nº 17" é um ótimo drama de guerra com alguns momentos de humor. Particularmente, acredito que se não fosse recheado com seqüências típicas de comédia, o resultado teria sido ainda melhor.
Produzido e dirigido por Billy Wilder, que também participou da elaboração do seu roteiro, o filme não chega a ser um clássico, mas é sem dúvida imperdível, principalmente para os admiradores do gênero. Wilder reescreveu uma substancial quantidade do material original, ao transformar a peça da Broadway no filme. Sua direção é brilhante e vem, mais uma vez, mostrar porque ele é considerado um dos melhores cineastas do seu tempo.
No elenco, o maior destaque é William Holden, cuja atuação lhe rendeu o Oscar, derrotando atores de peso como Marlon Brando, por sua atuação em "Júlio César", Montgomery Clift e Burt Lancarter, por suas atuações em "A Um Passo Da Eternidade", e Richard Burton, por sua atuação em "O Manto Sagrado". Destacam-se, ainda, Robert Strauss e Otto Preminger, entre os coadjuvantes.
CAA