
O FRUTO DO PECADO (1956)
The proud and profane
| Outros Títulos: | Un magnifique salaud (França, Bélgica) Anche gli eroi piangono (Itália) Los héroes también lloran (Espanha) |
| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | 2ª Guerra Mundial, Romance |
| Direção: | George Seaton |
| Roteiro: | George Seaton |
| Produção: | William Perlberg |
| Música Original: | Victor Young |
| Fotografia: | John F. Warren |
| Edição: | Alma Macrorie |
| Direção de Arte: | Hal Pereira, A. Earl Hedrick |
| Figurino: | Edith Head |
| Maquiagem: | Wally Westmore |
| Efeitos Especiais: | John P. Fulton, Farciot Edouart |
| Nota: | 6.4 |
| Filme Assistido em: | 1957 |
| William Holden | Ten. Cel. Colin Black |
| Deborah Kerr | Lee Ashley |
| Thelma Ritter | Kate Connors |
| Dewey Martin | Eddie Wodcik |
| William Redfield | Capelão Holmes |
| Ross Bagdasarian | Louie |
| Adam Williams | Eustace Press |
| Marion Ross | Joan |
| Theodore Newton | Bob Kilpatrick |
| Richard Shannon | Major |
| Peter Hansen | Ten. Hutchins |
| Ward Wood | Sgt. Peckinpaugh |
| Geraldine Hall | Helen |
| Evelyn Cotton | Beth |
| Ann Morriss | Pat |
| Nancy Stevens | Ewie |
| Lorraine Brox | Sissie |
| Don Roberts | Ten. Fowler |
| Frank Gorshin | Harry |
| Geneviève Aumont | Lili Carere |
| Terry MacRae | Ten. Dean |
| Tom Middleton | Cabo |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Figurino
Em 1943, Lee Ashley chega à Noumea, na Ilha de Nova Caledônia, no Pacífico Sul, a fim de trabalhar como voluntária da Cruz Vermelha. Como a ilha abriga uma Base Militar Aliada, a atraente Lee rapidamente chama a atenção de soldados, marinheiros e fuzileiros nela alocados. Ela, no entanto, só se acha interessada em descobrir as circunstâncias em que seu último marido, Howard, foi morto na Batalha de Guadalcanal.
Quando o último grupo de soldados chega à Noumea, ela hesita em ajudar os feridos até que Kate Connors, chefe da Cruz Vermelha local, lembra-lhe que ajudá-los é sua obrigação. Pouco depois, Eddie Wodcik, um velho amigo de Kate, chega à Base e se apaixona por Lee, por ela recordar sua irmã tragicamente morta no incêndio de uma casa de um conjunto habitacional.
Lee, entretanto, apaixona-se pelo brincalhão Ten. Cel. Colin Black, líder de um batalhão que finge ter sido amigo de seu marido, na esperança de seduzi-la. Embora ela lhe diga que só veio para a Nova Caledônia a fim de tentar descobrir se o marido tivera uma morte tranqüila, Colin declara que o que ela realmente quer saber é se o marido morreu como um soldado ou como um covarde. Embora aparentemente o rejeite, Lee admite à Kate que se sente apaixonada por Colin, um homem que representa exatamente o oposto do que fora seu falecido marido. Por outro lado, o tenente-coronel confessa à Kate que se alistou no Corpo de Fuzileiros para fugir de uma vida marcada pela pobreza. Às vésperas da Unidade de Colin partir para realização de manobras militares, os dois apaixonados finalmente consumam sua relação, após encontrarem um abrigo quando de uma forte tempestade.
Meses depois, é oferecida à Lee sua tão esperada transferência para Guadalcanal, mas ela não a aceita ao dizer para Kate que deseja ficar em Noumea para esperar Colin, com quem se acha secretamente comprometida e de quem se acha grávida. Pouco tempo depois, através de um fuzileiro ferido, ela toma conhecimento que Colin já é casado. Quando este finalmente retorna, diz à Lee que sua mulher é alcoólatra e que não consegue se divorciar dela. Furiosa e humilhada, ela tenta se matar, procurando se jogar do alto de um rochedo, sendo impedida por Colin. Na luta que se trava entre os dois, Lee cai ao solo, sofrendo um aborto espontâneo.
Tomando conhecimento do ocorrido com Lee, Eddie tenta matar Colin, mas é facilmente dominado pelo tenente-coronel. Pouco tempo depois, Lee e Kate são transferidas para Guadalcanal. Uma vez lá, Lee é forçada a se confrontar com o túmulo de seu marido. No cemitério, conhece Eustace Press, um soldado que servira com Howard. Sem saber a identidade dela, Eustace lhe diz que, enquanto Howard só tinha palavras de carinho para com a esposa, ele a imaginava como uma "sugadora de sangue" que dominava completamente o marido.
Reconhecendo seu próprio egoísmo nas palavras do soldado, Lee passa unicamente a se dedicar ao seu trabalho. Algum tempo depois, Colin chega à Cruz Vermelha, vítima de um ataque mortal. O tenente Holmes, capelão da Unidade, diz à Lee que, após ser gravemente ferido, as únicas palavras que Colin não cansava de repetir eram: "Perdoe-me". Ao final, ela o faz.
Baseado no livro "Magnificent Bastards" de Lucy Herndon Crockett, "O Fruto do Pecado" é um razoavelmente bom melodrama, tendo como pano de fundo a 2ª Guerra Mundial no Pacífico. Com roteiro e direção a cargo do cineasta George Seaton, o filme procura analisar os efeitos da guerra em uma sensível mulher que perdera o marido na famosa e sangrenta batalha de Guadalcanal.
Seaton não apresenta razões convincentes para os desdobramentos emocionais que ocorrem ao longo da trama. Não sei se a presença de Deborah Kerr tem a ver com o imenso sucesso alcançado pelo filme de Fred Zinnemann, "A Um Passo da Eternidade", três anos antes, principalmente no que diz respeito ao romance entre sua personagem e um militar.
No elenco, Deborah Kerr mostra mais uma vez a excelente atriz que ele é, assim como o faz a ótima e veterana Thelma Ritter. Já William Holden, não nos brinda com uma grande atuação como o fizera anteriormente em filmes como "Crepúsculo dos Deuses", de 1950, "Inferno nº 17", de 1953, e "Férias do Amor", de 1955.
CAA