
O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA (1962)
The man who shot Liberty Valance
| Outros Títulos: | O Homem que matou Liberty Valance (Portugal) L'homme qui tua Liberty Valance (França) L'uomo che uccise Liberty Valance (Itália) El hombre que mató a Liberty Valance (Espanha) Der mann der Liberty Valance erschoss (Alemanha) |
| Gênero: | Faroeste |
| Direção: | John Ford |
| Roteiro: | James Warner Bellah, Willis Goldbeck |
| Produção: | John Ford, Willis Goldbeck |
| Música Original: | Cyril Mockridge |
| Música Não Original: | Alfred Newman |
| Fotografia: | William H. Clothier |
| Edição: | Otho Lovering |
| Direção de Arte: | Hal Pereira, Eddie Imazu |
| Figurino: | Edith Head |
| Maquiagem: | Wally Westmore |
| Efeitos Sonoros: | Charles Grenzbach, Philip Mitchell |
| Efeitos Especiais: | Farciot Edouart |
| Pais: | Estados Unidos |
| Nota: | 8.2 |
| Filme Assistido em: | 1963 |
| John Wayne | Tom Doniphon |
| James Stewart | Ransom Stoddard |
| Vera Miles | Hallie Stoddard |
| Lee Marvin | Liberty Valance |
| Edmond O'Brien | Dutton Peabody |
| Andy Devine | Xerife Link Appleyard |
| Ken Murray | Doc Willoughby |
| John Carradine | Maj. Cassius Starbuckle |
| Jeanette Nolan | Nora Ericson |
| Lee Van Cleef | Reese |
| John Qualen | Peter Ericson |
| Willis Bouchey | Jason Tully |
| Carleton Young | Maxwell Scott |
| Woody Strode | Pompey |
| Denver Pyle | Amos Carruthers |
| Anna Lee | Sra. Prescott |
| Strother Martin | Floyd |
| Paul Birch | Prefeito Winder |
| Joseph Hoover | Charlie Hasbrouck |
| Jacqueline Malouf | Lietta Appleyard |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Figurino (Edith Head)
O trem pára em Shinbone, no Velho Oeste, e dele descem o senador Ransom Stoddard e sua mulher Hallie, os quais são recebidos pelo xerife Link Appleyard. Os dois chegam para assistirem aos funerais de um antigo amigo, Tom Doniphon.
Ao ser entrevistado pela imprensa local, Ransom decide contar que sua fama começou quando ainda era um simples advogado recém-formado. Assim, em flashbacks, ele narra todo esse período de sua vida:
Em sua primeira viagem à Shinbone, vindo do leste, sua diligência foi assaltada por um grupo de foras-da-lei. Ao tentar defender a Sra. Prescott, uma passageira, foi atacado pelo chefe dos assaltantes. Para sua sorte, foi encontrado por Doniphon, um hábil vaqueiro, e levado para a cidade para ser cuidado pela namorada de Doniphon, Hallie, e por um casal sueco, Peter e Nora Ericson, que gerenciavam um restaurante.
Lá, descobriu que Liberty Valance, um famoso pistoleiro, foi o homem que o atacara, que um revólver ou um rifle era a única lei na região, e que a população sonhava com um homem como ele. Como advogado, pretendia colocar Valance atrás das grades usando a lei e não uma arma. Essa sua pretensão foi motivo de chacota, muito embora ele fosse respeitado por seu conhecimento, seus ideais e pelo fato dele representar o progresso que desejavam para suas crianças.
Em pouco tempo, ele começou a ensinar as pessoas a ler e a escrever, a mostrar-lhes como usar o voto e a provar que não era preciso usar uma arma para ser homem. Ranson propôs que Doniphon fosse um dos indicados à Convenção do Território, mas ele não aceitou. Uma segunda proposta foi que ele próprio fosse indicado juntamente com o editor do jornal local, Dutton Peabody. Um terceiro candidato, auto-indicado, foi Liberty Valance, com o intuito de defender os interesses dos grandes rancheiros. Rejeitado fortemente, Liberty prometeu matá-lo. Aconselhado por Doniphon a passar algum tempo fora da cidade, decidiu permanecer, principalmente depois que Peabody sofreu um atentado. O confronto entre ele e Liberty passou a ser inevitável. Assim, ao se encontrarem frente à frente na rua, depois de uma troca de tiros, Liberty caiu morto.
Orgulhosa pela coragem demonstrada, Hallie se apaixonou por ele, para tristeza de Doniphon. Por julgar ter matado um homem, ele não se sentiu bem em continuar como representante do Território. Foi aí que Doniphon confessou que chegara ao local onde Liberty e ele se encontravam bem na hora em que Liberty ia puxar o gatilho. Da sombra onde se achava, atirou com seu rifle, acertando o criminoso.
Com a consciência tranqüila, ele, Ransom, retornou à Convenção e liderou o território à condição de Estado, levando Hallie consigo.
"O Homem Que Matou o Facínora" é, sem dúvida, um dos clássicos filmes de faroeste. Realizado pelo grande cineasta John Ford, representa um marco no gênero, na medida em que mostra a passagem de um Oeste selvagem para um estado de ordem e lei.
O trabalho de Ford é consistentemente muito bom, embora a primeira meia-hora seja certamente a melhor. "O Homem Que Matou o Facínora" apresenta, ainda, um ótimo roteiro, uma bela trilha sonora e excelentes interpretações. Juntar num mesmo faroeste John Ford, John Wayne, James Stewart e Lee Marvin só poderia resultar num filme de qualidade.
A trama brinda o espectador com grandes momentos de suspense e emoção.
CAA