
O SÉTIMO SELO (1957)
Det sjunde inseglet
| Outros Títulos: | The seventh seal (USA, UK) Le septième sceau (França) Il settimo sigillo (Itália) Das siebente siegel (Alemanha) |
| Pais: | Suécia |
| Gênero: | Drama, Fantasia |
| Direção: | Ingmar Bergman |
| Roteiro: | Ingmar Bergman |
| Produção: | Allan Ekelund |
| Design Produção: | P. A. Lundgren |
| Música Original: | Erik Nordgren |
| Fotografia: | Gunnar Fischer |
| Edição: | Lennart Wallén |
| Figurino: | Manne Lindholm |
| Maquiagem: | Nils Nittel |
| Efeitos Sonoros: | Aaby Wedin, Evald Andersson, Lennart Wallin |
| Nota: | 9.4 |
| Filme Assistido em: | 1959 |
| Max von Sydow | Antonius Block |
| Gunnar Björnstrand | Jöns, o escudeiro |
| Bengt Ekerot | A Morte |
| Nils Poppe | Jof |
| Bibi Andersson | Mia, mulher de Jof |
| Inga Gill | Lisa, mulher de Plog |
| Åke Fridell | Plog, o ferreiro |
| Gunnel Lindblom | Jovem mulher |
| Maud Hansson | Bruxa |
| Inga Landgré | Karin, mulher de Antonius |
| Ulf Johansson | Comandante dos Cavaleiros |
| Mona Malm | Jovem grávida |
| Anders Ek | O Monge |
| Bertil Anderberg | Raval |
| Gunnar Olsson | Albertus, pintor na Igreja |
| Erik Strandmark | Jonas Skat |
| Sten Ardenstam | Cavaleiro |
| Gordon Löwenadler | Cavaleiro |
| Bengt Gillberg | Flagelado |
| Lars Granberg | Flagelado |
| Gunlög Hagberg | Flagelada |
| Lennart Lilja | Flagelado |
| Monica Lindman | Flagelada |
| Tommy Karlsson | Mikael, filho de Jof e Mia |
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Especial do Júri (Ingmar Bergman)
Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália
Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (Ingmar Bergman)
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Palma de Ouro (Ingmar Bergman)
Após dez anos, o cavaleiro Antonius Block e seu fiel escudeiro, Jöns, retornam das Cruzadas e encontram seu País devastado pela peste negra. Numa praia, os dois adormecem sobre pedras. Ao amanhecer o dia, Antonius levanta-se, lava o rosto e se ajoelha para fazer uma oração. Ele sente que sua fé em Deus acha-se sensivelmente abalada.
Ao se levantar, vai até um tabuleiro de xadrez que o acompanha. Quando menos espera, surge ao seu lado uma figura que mais parece um monge. Esta apresenta-se como sendo a Morte que veio buscá-lo. Tentando ganhar tempo, ele lhe propõe uma partida de xadrez que decidirá se ele partirá ou não com a Morte. Esta concorda, por saber que, no final, sempre ganha. A partida se inicia e, quando a Morte leva um xeque, a mesma é interrompida e ela se afasta. Antonius e Jöns montam em seus cavalos e seguem viagem em direção à casa do cavaleiro.
Ao chegarem a uma pequena igreja, encontram um pintor trabalhando em mais um de seus afrescos. Impressionado com um dos painéis concluídos, Jöns pergunta-lhe a respeito do mesmo. Albertus, o pintor, responde-lhe que se trata da "Dança da Morte", ali presente para lembrar a todos que um dia vão morrer. Antonius vai até um confessionário, onde fala de suas eternas buscas em relação a um sentido de vida, bem como, revela sua estratégia para vencer a morte. Ao final, mostra sua surpresa e seu desespero ao descobrir que, do outro lado da grade, quem se acha a escutá-lo é a própria Morte.
Ao saírem da igreja, vêem uma mulher amarrada num tronco. Os que estão com ela lhes dizem que se trata de uma Bruxa a ser queimada viva, por ter feito sexo com o diabo, sendo considerada a responsável pela peste negra que se abate sobre a região. Deixando o local em seus cavalos, o cavaleiro e seu escudeiro vão ter a um pequeno agrupamento de casas de palha, onde param à procura de água. Ao ver um homem tentando estuprar uma jovem mulher, Jöns a salva e a convida para ser sua governanta, convite por ela aceito.
Numa carroça, três artistas mambembes, Jof, Mia, sua mulher, e Jonas Skat apresentam-se, num lugarejo, a um pequeno grupo de pessoas. Por alguns momentos, o espetáculo é interrompido por uma procissão de aleijados, loucos, beatos, rodeados de cruzes e símbolos de penitência, realizando rituais de auto-flagelação. Passada a procissão e terminado o espetáculo, Skat foge com Lisa, a mulher de Plog, o ferreiro local. Jof tem o dom de ter algumas visões. Numa delas, ao ver a Virgem Maria em companhia do Menino Jesus, conta o ocorrido à sua mulher, que lhe pede cuidado para não ser tido como louco.
Na manhã seguinte, Mia é vista por Antonius, que elogia seu trabalho no palco. Ela agradece e lhe fala da dificuldade de continuar com o espetáculo, já que Skat fugiu com a mulher de um ferreiro, abandonando-os. Ao saber que ela e o marido estão pensando em ir até Elsinore, a fim de se apresentarem num Festival, ele a desaconselha, face à propagação da peste naquela direção, sugerindo-lhe que o acompanhem pela floresta.
Antonius afasta-se um pouco e volta a se encontrar com a Morte, dando continuidade ao jogo de xadrez. Quando a partida é mais uma vez interrompida, ele parte através da floresta, tendo como companhia Jöns e sua governanta, Jof, Mia e o filho de 1 ano, e o ferreiro Plog. No caminho, encontram-se com Skat e Lisa. Depois de uma discussão, como um bom ator, Skat finge matar-se. Lisa junta-se ao grupo, que segue em frente. Enquanto isso, a Morte aparece para Skat e o leva consigo.
Mais adiante, eles encontram a mulher, que se achava amarrada num tronco, sendo levada para uma fogueira por seus algozes. Antonius aproxima-se dela e lhe pergunta se realmente esteve com o diabo, pois gostaria muito de encontrá-lo para perguntar-lhe sobre Deus. Ela lhe pede que olhe no fundo de seus olhos, mas ele só consegue ver medo.
Durante a madrugada, Antonius e a Morte retomam seu jogo de xadrez, oportunidade em que ela lhe dá um xeque e lhe informa que, no próximo encontro, ele e seus amigos terão o seu fim. O visionário Jof a reconhece e decide deixar o grupo, juntamente com a mulher e o filho.
Quando amanhece o dia, agora desfalcados da família de Jof, os viajantes continuam sua jornada e, finalmente, chegam à casa de Antonius, onde são recebidos por Karin, sua mulher. Esta prepara uma ceia para todos e, ao se sentarem à mesa, ela lê o Capítulo 8 do Apocalipse de São João, que começa assim: "Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve no céu um silêncio de meia hora...". Ao chegar ao Versículo 11, a leitura é interrompida com a chegada da Morte.
Karin dá-lhe as boas-vindas, enquanto Antonius põe as mãos no rosto e pede misericórdia a Deus pelos presentes, que reconhece serem pequenos e assustados em sua ignorância. Todos têm consciência que a hora deles chegou.
Por outro lado, na manhã seguinte, Mia, olha para o céu com seu filho Mikael e, em seguida, acorda o marido que ainda dorme em sua carroça. Eles se sentem a salvo e felizes, enquanto ouvem os cantos dos pássaros. Ao saltar da carroça, Jof olha para o céu e, logo depois, diz à Mia que está vendo Antonius, e todos os que se achavam com ele, sendo levados pela Morte, que os convida a dançar.
Considerado neo-expressionista, "O Sétimo Selo" é um excelente filme sueco. Realizado pelo cineasta Ingmar Bergman, que também assinou o roteiro, o filme foi baseado na peça "Trämålning" do próprio Bergman.
Aqui, o cineasta coloca como tema central o medo da morte, principalmente através da guerra, da peste negra e da fome. A direção de Bergman é perfeita, assim como, a fotografia em preto-e-branco de Guinar Fischer.
O filme inicia-se e, basicamente, termina com citações do Livro do Apocalipse de São João, segundo o qual sete anjos receberão sete trombetas que, uma vez sopradas, uma de cada vez, iniciarão uma série de catástrofes que prenunciarão a derrocada da humanidade. A morte e os questionamentos religiosos acham-se presentes ao longo dessa obra.
De qualquer forma, no final, com a preservação da família de atores e o surgimento de um belo dia, marcado por um sol brilhante e o canto de pássaros, Bergman abre espaço para a esperança de um mundo melhor.
Os cenários são simples e, no elenco, Max von Sydow e Bengt Ekerot brilham com suas magníficas interpretações.
CAA