Ficha Técnica
| Pais: |
Brasil |
| Gênero: |
Drama |
| Direção: |
João Batista de Andrade |
| Roteiro: |
João Batista de Andrade |
| Produção: |
Assunção Hernandes |
| Música Original: |
Tavinho Moura |
| Fotografia: |
Jacques Cheuiche |
| Edição: |
Renato Neiva Moreira |
| Direção de Arte: |
Vinícius Andrade |
| Figurino: |
Moacyr Gramacho |
| Maquiagem: |
Antônio Pacheco |
| Efeitos Sonoros: |
Juarez Dagoberto Costa |
| Nota: |
6.4 |
| Filme Assistido em: |
2000 |
Elenco
| Antônio Fagundes |
Juiz Celso Carvalho |
| Ângelo Antônio |
Vicente Lemos |
| Chico Diaz |
Catulino |
| Letícia Sabatella |
Anastácia |
| Rolando Boldrin |
Coronel Pedro Melo |
| Cida Mendes |
Maria Pequena |
| Augusto Pompeo |
Baianinho |
| Breno Moroni |
Franceliano |
| Mauri de Castro |
Mendes de Assis |
| Paulo Vespúcio |
Marido de Anastácia |
| Júlio Vann |
Caboclo |
| André Pimenta |
Pedro Melo, jovem |
| Mariane Vicentini |
Lina |
| Guilherme Reis |
Eugênio Jardim |
| Henrique Rovira |
Artur Melo |
| Fernanda Ivar |
Alice |
| Wellington Dias |
Carajá |
| Itamar Gonçalves |
Adonias |
| Luzia Divina |
Leonora |
| Luiz Antônio Godinho |
Presidente |
| Ana Flor |
Fulô |
| Elite da Costa Gonçalves |
Dona Benta |
| Cirilo Tovar Filho |
Silvério |
| Graça Veloso |
Deodato |
Prêmios
Festival de Cinema do Recife, Brasil
Troféu Passista de Melhor Direção (João Batista de Andrade)
Festival de Cinema de Brasília, DF
Troféu Candango de Melhor Ator Coadjuvante (Rolando Boldrin)
Sinopse
A ação se passa em 1919, no interior do Estado de Goiás e narra a disputa pelo poder entre grandes fazendeiros do Sul, que comandam o Governo, e coronéis do Norte do Estado. O coletor de impostos Vicente Lemos, homem de confiança do Governo, é enviado para a região a fim de combater o domínio absoluto exercido pela família do patriarca Pedro Melo, cujo filho é ex-deputado e ex-aliado dos coronéis sulistas.
Idealista, Vicente Lemos sonha em exercer sua autoridade e levar os poderosos da região, dos quais também é parente, a aceitar uma sociedade de justiça, respeito às leis. De início, o parentesco dá uma certa liberdade a Vicente para organizar a coletoria. Mas essa paz dura pouco.
Vicente é desrespeitado e sua coletoria incendiada. Ele comunica o fato ao Governo, que envia para a região Norte uma tropa com soldados comandada pelo astuto e carreirista Juiz Carvalho que manda invadir a fazenda. Todos são presos menos Arthur Melo que escapa, escondendo-se.
Temendo a represália, o juiz Carvalho foge da região, deixando a tropa e os cidadãos sob fogo cruzado. Inclusive Vicente, que fica dividido entre os dois lados dessa guerra. De um lado a selvageria dos jagunços, que resolvem fazer sua guerra, agindo individualmente ou em pequenos grupos, que invadem a Vila e apavoram os soldados com seus malabarismos em cima dos cavalos. Do outro lado, a violência dos soldados, que aprisionam os familiares e agregados do coronel Pedro Melo ao tronco, no porão da sede da fazenda sob a ameaça de matá-los um a um, caso os jagunços não se rendam.
Comentários
Baseado no romance homônimo de Bernardo Elis e realizado por João Batista de Andrade, que também assina o roteiro, "O Tronco" é um bom filme nacional. Com uma trama aparentemente simples, o filme retrata uma época em que os 'coronéis' eram os todo-poderosos de suas regiões, enquanto os menos favorecidos não tinham a menor consciência de seu papel na sociedade.
A bela trilha sonora, assinada por Tavinho Moura, conta com orquestrações e arranjos dele e de Geraldo Vianna. A fotografia de Jacques Cheuiche também merece destaque.
O filme apresenta alguns momentos inesquecíveis como aquele em que Catulino, na sede devastada da fazenda, encontra uma estatueta representando a Justiça, quebrada em vários pedaços, e a reconstrói, pacientemente.
No elenco, os grandes destaques ficam por conta de Chico Díaz, Antônio Fagundes e Rolando Boldrin. Há ainda as boas interpretações de Ângelo Antônio e Letícia Sabatella.
CAA