
OLGA (2004)
| Pais: | Brasil |
| Gênero: | Biográfico, Drama |
| Direção: | Jayme Monjardim |
| Roteiro: | Rita Buzzar |
| Produção: | Rita Buzzar, Carlos Eduardo Rodrigues |
| Design Produção: | Cláudia Braga |
| Música Original: | Marcus Viana |
| Fotografia: | Ricardo Della Rosa |
| Edição: | Pedro Amorim |
| Direção de Arte: | Tiza de Oliveira |
| Figurino: | Paulo Lóes |
| Maquiagem: | Marlene Moura |
| Efeitos Sonoros: | Jorge Saldanha, Alessandro Laroca, Fernando Lobo e outros |
| Efeitos Especiais: | Sergio Farjalla Jr. |
| Nota: | 8.4 |
| Filme Assistido em: | 2004 |
| Camila Morgado | Olga Benário |
| Caco Ciocler | Luís Carlos Prestes |
| Fernanda Montenegro | D. Leocádia Prestes |
| Floriano Peixoto | Filinto Müller |
| Luís Mello | Léo Benário |
| Osmar Prado | Getúlio Vargas |
| Mariana Lima | Lygia Prestes |
| Eliane Giardini | Eugénie Benário |
| José Dumont | Manuel |
| Odilon Wagner | Capitão do navio |
| Jandira Martini | Sarah |
| Murilo Rosa | Estevan |
| Werner Schünemann | Arthur Ewert |
| Renata Jesion | Elise Ewert (Sabo) |
| Guilherme Weber | Otto Braun |
| Milena Toscano | Hannah |
| Eliana Guttman | Enfermeira-Chefe |
| Oscar Simch | Herr Fischer |
| Paschoal da Conceição | Dimitri Manuilski |
| Sabrina Greve | Elza Colônio |
| Ranieri Gonzales | Miranda |
| Raul Serrador | Rodolfo Ghioldi |
| Bruno Dayrrel | Victor Barron |
| Anderson Müller | Paul Gruber |
| Maria Clara Fernandes | Carmem |
| Leona Cavali | Maria |
| Eduardo Semerjian | Galvão |
| Telmo Fernandes | Bangu |
| Hélio Ribeiro | Padre Leopoldo |
| Edgard Amorim | Agildo Barata |
| Zé Carlos Machado | Ministro da Guerra |
Festival de Cinema de Havana, Cuba
Prêmio do Público (Jayme Monjardim)
Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, Brasil
Prêmio de Melhor Direção de Arte
Prêmio de Melhor Figurino
Prêmio de Melhor Maquiagem
Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, Brasil
Prêmio de Melhor Roteiro Adaptado
Prêmio de Melhor Ator (Caco Ciocler)
Prêmio de Melhor Atriz (Camila Morgado)
Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Eliane Giardini)
Prêmio de Melhor Som
Prêmio de Melhor Fotografia
Filha de Eugénie Gutmann Benário, descendente de uma rica família judía, e de Léo Benário, advogado e influente personalidade do Partido Social Democrata, Olga ingressou na Juventude Comunista aos 15 anos. Desde cedo, esteve ligada à estrutura interna do Partido Comunista Alemão, já ilegal nesse período. Cinco anos depois, invadiu a prisão de Moabit e, numa ação ousada, resgatou o professor comunista Otto Braun durante seu julgamento.
Em 1928, Olga, junto com Otto, foi enviada pelo partido à União Soviética. Em Moscou, recebeu treinamento militar no Exército Vermelho e foi designada pela Internacional Comunista para cuidar da segurança pessoal do Capitão Luís Carlos Prestes, na viagem que o traria de volta ao Brasil para comandar o primeiro levante comunista na América do Sul.
Em uma viagem arriscada, passando pela Europa e pelos Estados Unidos e disfarçados como um rico casal de portugueses em lua-de-mel, Prestes e Olga se apaixonaram. Aos 37 anos de idade, o militar experiente e disciplinado se revelou um homem tímido, que nunca antes havia estado com uma mulher.
No Brasil, o casal se juntou a outros membros enviados pelo Comintern, que viviam na clandestinidade, e o grupo começou a organizar uma revolução comunista. No entanto, o movimento foi tragicamente derrotado. Todos os revoltosos foram esmagados pela polícia de Getúlio Vargas; muitos foram presos e outros tantos mortos.
Em 1936, Olga e Prestes foram presos e nunca mais se viram. O responsável pela prisão foi Filinto Müller, chefe da Polícia Militar do Distrito Federal.
E assim, Olga, grávida de sete meses, foi deportada para a Alemanha de Hitler e teve sua filha, Anita Leocádia, na prisão. Durante todo o tempo em que ficou presa, Olga trocou correspondências com o marido e continuou pregando seus ideais de liberdade e justiça social.
Aos quatorze meses, Anita foi separada de Olga. Entretanto, graças a uma campanha deflagrada pelos incansáveis esforços da mãe de Prestes, Dona Leocádia, a criança foi salva e entregue a ela.
Olga nunca mais voltou a ver Prestes ou sua filha. A militante foi uma das primeiras vítimas das câmaras de gás, sendo morta na cidade de Bernburg, em 1942.
Embora apresente algumas falhas, "Olga" é um ótimo filme brasileiro, que retrata o drama vivido pela judia-alemã e comunista, Olga Benário, desde o momento em que recebeu a missão de fazer com que o líder comunista brasileiro, Luís Carlos Prestes, retornasse de Moscou ao Brasil em segurança, até sua morte numa câmara de gás na Alemanha, em 1942.
Realizado por Jayme Monjardim, o filme se baseia num livro de Fernando Morais. Com roteiro de Rita Buzzar, a trama se estende muito na relação amorosa entre Olga e Prestes, fazendo com que, o filme se torne desnecessariamente longo, com seus 141 minutos de projeção.
"Olga" tem, entre seus pontos fortes, a magnífica direção de arte, assinada por Tiza de Oliveira, e a belíssima fotografia de Ricardo Della Rosa.
O elenco conta com grandes nomes da televisão, do teatro e do cinema brasileiros, mas a história é centrada nos intérpretes de Olga e Prestes, respectivamente, Camila Morgado e Caco Ciocler. Camila está maravilhosa, conseguindo imprimir a dramaticidade que o personagem exige. Ciocler faz um Prestes moderado, não dando ao espectador a impressão de grande líder que ele foi.
CAA