
O OLHO MÁGICO DO AMOR (1981)
| Pais: | Brasil |
| Gênero: | Comédia Dramática |
| Direção: | José Antônio Garcia, Ícaro Martins |
| Roteiro: | José Antônio Garcia, Ícaro Martins |
| Produção: | Adone Fragano |
| Música Original: | Luiz Lopes |
| Fotografia: | Antônio Meliande |
| Edição: | Jair Garcia Duarte |
| Direção de Arte: | Cristina Mutarelli |
| Maquiagem: | Vavá Torres |
| Nota: | 4.4 |
| Filme Assistido em: | 1983 |
| Carla Camurati | Vera Maria Gatta |
| Tânia Alves | Penélope |
| Sérgio Mamberti | Prolíxenes |
| Cida Moreyra | Mãe de Vera |
| Ênio Gonçalves | Átila |
| Tito Alencastro | Nelson |
| Arrigo Barnabé | Office-boy |
| Maria Helena |
Festival de Gramado, Brasil
Kikito de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Carla Camurati)
Associação Paulista de Críticos de Arte
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Fotografia
Prêmio de Melhor Edição
Prêmio de Melhor História Original
Prêmio de Melhor Direção (Ícaro Martins, José Antonio Garcia)
Prêmio de Melhor Figurino
Prêmio de Melhor Atriz (Tânia Alves, Carla Camurati)
Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Cida Moreira)
Prêmio de Melhor Cenografia
Festival de Gramado, Brasil
Kikito de Ouro de Melhor Filme Brasileiro
Vera é uma bela jovem à procura de um emprego. Através de um anúncio, procura a Sociedade Paulista de Amigos da Ornitologia para candidatar-se ao cargo de secretária. Recebida por Prolíxenes, o presidente da Sociedade, é imediatamente contratada.
Embora gostando do trabalho, a presença, na sala que divide com Prolíxenes, de vários pássaros empalhados, assim como, de uma série de quadros pendurados nas paredes, a incomoda bastante. Certo dia, ao retirar um dos quadros da parede, verifica com surpresa que, por trás do mesmo, há um grande furo, através do qual, vê-se todo o movimento do quarto de Penélope, uma prostituta.
Como Prolíxenes está quase sempre ausente, ela passa a bisbilhotar com freqüência as atividades de Penélope, observando as mais diferentes e esquisitas figuras que passam por sua cama. Enquanto observa, excita-se e acaricia seu próprio corpo. Passando a chegar mais tarde em casa, à noite tem sonhos eróticos. Marcos, seu namorado, a procura, mas ela não sente mais nada por ele.
Em sua nova rotina, a jovem assiste às mais diversas situações: Penélope e Átila drogam-se e se divertem no quarto; após estar com a prostituta, Prolíxenes chega ao escritório e tenta tocar o seu corpo, mas ela não permite.
Certo dia, ao sair tarde do trabalho, é assaltada e estuprada por Átila em plena rua. Traumatizada, falta três dias ao trabalho e, ao voltar, resolve pedir demissão. Em casa, a mãe reclama por ela estar desempregada e sem procurar um novo emprego. Certa noite, ao se deitar, tem um sonho erótico no qual ela se vê no papel de Penélope.
No dia seguinte, vai ao escritório de Prolíxenes onde, após dar uma olhadela pelo buraco, vai até a janela, de onde vê Átila passando pela rua. Ela joga um objeto pesado em sua cabeça e ele cai no chão. Em seguida, ela desce, pega o casaco que ele estava usando, veste-o e vai até o quarto de Penélope. As duas finalmente se encontram, ocasião em que se beijam, trocam carícias e transam.
Embora "O Olho Mágico do Amor" tenha sido indicado ao Kikito de Ouro de Melhor Filme do Festival de Gramado, não chega a ser um bom filme. Escrito e dirigido por José Antônio Garcia e Ícaro Martins, o filme tem um roteiro simples, razoavelmente estruturado.
Seu ritmo chega às vezes a ser um pouco lento. As cenas de 'voyeurismo' são bastante repetitivas. Trata-se de um filme de baixo orçamento com forte apelo erótico.
No elenco, os destaques são as boas atuações de Carla Camurati, ganhadora de um Kikito de Ouro, e de Tânia Alves, no papel da prostituta Penélope.
CAA