
ADEUS, MINHA CONCUBINA (1993)
Ba wang bie ji
| Outros Títulos: | Adieu, ma concubine (França) Addio mia concubina (Itália) Lebewohl, meine konkubine (Alemanha) |
| Pais: | China, Hong Kong |
| Gênero: | Drama, Música |
| Direção: | Kaige Chen |
| Roteiro: | Lillian Lee |
| Produção: | Feng Hsu |
| Design Produção: | Yuhe Yang, Zhanjia Yang |
| Música Original: | Jiping Zhao |
| Fotografia: | Changwei Gu |
| Edição: | Xiaonan Pei |
| Direção de Arte: | Huaikai Chen |
| Figurino: | Chen Changmin |
| Maquiagem: | Fan Qingshan, Guan Rui Xu |
| Efeitos Sonoros: | Jing Tao |
| Nota: | 8.5 |
| Filme Assistido em: | 1994 |
| Leslie Cheung | Douzi / Cheng Dieyi |
| Fengyi Zhang | Shitou / Duan Xiaolou |
| Li Gong | Juxian |
| Qi Lu | Mestre Guan Jinfa |
| Da Ying | Gerente |
| You Ge | Mestre Yuan |
| Chun Li | Xiao Si, adolescente |
| Han Lei | Xiao Si, adulta |
| Di tong | Zhang |
| Mingwei Ma | Douzi, criança |
| Yang Fei | Shitou, criança |
| Zhi Yin | Douzi, adolescente |
| Hailong Zhao | Shitou, adolescente |
| Wenli Jiang | Mãe de Douzi |
| Yitong Zhi | Aoki Saburo |
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra
Prêmio Filme em Língua Estrangeira do Ano
Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro
Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Li Gong)
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Palma de Ouro (Kaige Chen)
Prêmio da Federação Internacional dos Críticos de Cinema (FIPRESCI) (Kaige Chen)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França
César de Melhor Filme Estrangeiro
Na Pequim de 1924, não podendo manter seu filho Douzi, no bordel onde vive, uma prostituta o leva à Academia "Toda Sorte e Felicidade", que ensina a arte da interpretação a meninos pobres e sem lar. Inicialmente rejeitado pelos companheiros, o jovem Douzi acaba sendo acolhido por Shitou, um dos alunos mais talentosos da turma.
Dirigida pelo rigoroso Mestre Guan Jinfa, a academia prima por treinamentos intensivos, onde os erros são punidos com castigos implacáveis, sendo sua principal finalidade a de preparar atores para a tradicional Ópera de Pequim.
Por seus traços delicados, Douzi é treinado para atuar em papéis femininos, enquanto Shitou, com seu tipo mais rude, a interpretar personagens masculinos. Um dia, Douzi foge da academia e, por um acaso, tem oportunidade de assistir a uma ópera. É quando tem absoluta certeza que é aquilo que quer para sua vida, de modo que, decide voltar e enfrentar os brutais castigos que o esperam. Os anos passam, Douzi e Shitou aprofundam seus estudos e se tornam atores famosos da Ópera de Pequim.
Em 1937, pouco antes da invasão japonesa, Douzi e Shitou, agora mais conhecidos por seus nomes artísticos, Cheng Dieyi e Duan Xiaolou, são a maior atração de Pequim, com a famosa ópera que conta a história do Rei Chu e de sua concubina favorita. Encantado com as brilhantes atuações da dupla, o rico e conhecido Mestre Yuan torna-se seu benfeitor.
Os problemas começam quando Xiaolou se apaixona por Juxian, a prostituta mais desejada da cidade. Dieyi a vê como uma rival e passa a ter um comportamento estranho, movido pelo ciúme. A festa de noivado de Xiaolou é marcada pela invasão da China por tropas japonesas.
Sendo a principal atração local, os rapazes são forçados a se apresentarem para um grupo de oficiais inimigos, oportunidade em que o orgulho e temperamento de Xiaolou fazem com que ele saia preso do teatro. Dieyi consegue sua liberdade após se apresentar para os oficiais seniores japoneses, numa sessão privada, algo que o faria se arrepender mais tarde. Na época, entretanto, ele não era ligado a assuntos políticos.
Quando as tropas japonesas são finalmente rechaçadas pelas forças nacionalistas do General Chang Kai-shek, é a vez de Dieyi ser preso e levado a julgamento sob a acusação de ter colaborado com o inimigo. Agora, Xiaolou e Juxian usam o prestígio do Mestre Yuan para conseguirem a liberdade do amigo.
Eles se separam e só voltam a se encontrar em 1948, no dia em que as forças comunistas de Mao Tsé-tung conquistam o controle da cidade. Xiaolou é encontrado por Dieyi como um vendedor de rua. A vida de todos sofre sob o novo regime. As atividades da Ópera de Pequim tornam-se cada vez mais controladas pela juventude fanática comunista. Dieyi e Xiaolou se vêem obrigados a escolherem entre a liberdade física e a artística. Dieyi, ainda solteiro e agora um viciado em ópio, reclama das mudanças, enquanto Xiaolou tem que considerar, como prioridade, a segurança de Juxian.
"Adeus, Minha Concubina" é um excelente filme do cinema chinês. Realizado pelo cineasta Kaige Chen, o filme acompanha as vidas de dois jovens, unidos pelo destino e pela arte, ao longo de vinte e quatro anos, ao mesmo tempo em que nos apresenta as modificações históricas ocorridas na China no mesmo período.
A história é comovente e brilhantemente conduzida por Kaige Chen, que nos brinda com seqüências inesquecíveis. A inserção de fatos históricos como, por exemplo, a invasão japonesa de 1937, a vitória de Chang Kai-shek e o início da Revolução Cultural, além de educativa, só faz enriquecer o trabalho de Chen.
A fotografia assinada por Changwei Gu é uma verdadeira festa para os olhos, complementada com um belíssimo e bem elaborado figurino e um trabalho de maquiagem perfeito.
O elenco é um outro ponto forte desse imperdível filme: Fengyi Zhang, no papel do amigo e protetor de Cheng Dieyi, está magnífico; Leslie Cheung, com seus traços e maneiras delicados, está perfeito no papel do efeminado Dieyi; Li Gong, além de chamar a atenção para sua beleza e seu charme, completa esse trio de atores com uma atuação igualmente impecável.