
AMAR FOI MINHA RUINA (1945)
Leave her to heaven
| Outros Títulos: | Amar foi a minha perdição (Portugal) Femmina folle (Itália) Péché mortel (França) Que el cielo la juzgue (Espanha) |
| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | Drama, Filme Noir, Suspense |
| Direção: | John M. Stahl |
| Roteiro: | Jo Swerling |
| Produção: | William A. Bacher |
| Música Original: | Alfred Newman |
| Fotografia: | Leon Shamroy |
| Edição: | James B. Clark |
| Direção de Arte: | Lyle Wheeler, Maurice Ransford |
| Figurino: | Kay Nelson |
| Guarda-Roupa: | Sam Benson |
| Maquiagem: | Ben Nye |
| Efeitos Sonoros: | Roger Heman Sr., E. Clayton Ward |
| Efeitos Especiais: | Fred Sersen |
| Nota: | 8.4 |
| Filme Assistido em: | 1951 |
| Gene Tierney | Ellen Berent Harland |
| Cornel Wilde | Richard 'Dick' Harland |
| Jeanne Crain | Ruth Berent |
| Vincent Price | Russell Quinton |
| Mary Philips | Sra. Berent |
| Ray Collins | Glen Robie |
| Reed Hadley | Dr. Mason |
| Darryl Hickman | Danny Harland |
| Chill Wills | Leick Thorne |
| Gene Lockhart | Dr. Saunders |
| Mae Marsh | Pescadora |
| Jim Farley | Condutor do trem |
| Addison Richards | Bedford |
| Guy Beach | Xerife |
| Audrey Betz | Cozinheira no Rancho dos Robie |
| Olive Blakeney | Sra. Louise Robie |
| Ruth Clifford | Telefonista |
| Paul Everton | Juiz |
| Harry Depp | Químico |
| Betty Hannon | Tess Robie |
| Hugh Maguire | Lin Robie |
| Grant Mitchell | Carlson |
| Kay Riley | Enfermeira de Danny |
| Earl Schenck | Norton |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Fotografia
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Atriz (Gene Tierney)
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Gravação de Som
Richard 'Dick' Harland é um escritor que vive em uma cabana, à beira de um lago, no Maine. Ele tem um irmão, adolescente, Danny, paralítico da cintura para baixo, que se acha internado na Fundação Warm Springs, na Georgia.
Ao viajar de férias para o Novo México, Dick conhece, no trem, a bela Ellen Berent. Ellen é noiva de um jovem político, Russell Quinton, e vive com a mãe e com uma prima, adotada ainda criança, por seus pais, Ruth. Dick e Ellen logo se sentem apaixonados um pelo outro.
Em pouco tempo, ela rompe o noivado com Russell e se casa com Dick. Em seguida, vão visitar Danny, na Georgia, onde alugam um chalé. Quando Dick levanta a possibilidade de contratarem uma empregada, ela dá sinais de seu amor possessivo, ao dizer que jamais admitirá que alguém, a não ser ela, cuide do marido.
Dick passa horas trabalhando em seu novo livro, o que não agrada Ellen, já que ela se vê passada a um segundo plano. Ao demonstrar seu desejo de voltar a viver em sua cabana, ele comenta que pretende levar Danny com eles. Inconformada com a idéia de vir a ter o cunhado dividindo com ela as atenções do marido, Ellen procura Dr. Mason, médico de Danny, e tenta convencê-lo a dizer para Dick que o melhor para seu irmão é continuar sendo tratado na Fundação onde ele se encontra. O médico se nega a entrar no jogo dela e Danny termina seguindo com o casal para o Maine.
Uma vez lá, Dick convida a sogra e Ruth para passarem algumas semanas com eles, acreditando estar preparando uma agradável surpresa para sua mulher. Entretanto, a chegada das duas faz com que Ellen se sinta mais ameaçada, não disfarçando sua irritação. À noite, Dick reclama de seu comportamento. A Sra. Berent e Ruth retornam para sua casa em Bar Harbor.
Ellen incentiva Danny a nadar no lago. Os dois partem num barco a remo e, num determinado ponto, ele passa para a água e começa a nadar. Ela o segue de perto. Minutos depois, ao se sentir cansado e com cãibras, ele pede ajuda. Impassível, ela aguarda por seu afogamento.
Chocado com a morte do irmão, Dick se nega a continuar em sua cabana e viaja, com a mulher, para a casa da sogra, em Bar Harbor. Acreditando que o marido a culpe pela morte de Danny e não querendo perdê-lo, ela decide engravidar. Porém, uma vez grávida, seu ciúme se volta contra Ruth e contra o próprio filho que espera. Assim, para chamar atenção, ela provoca sua própria queda da escada, perdendo a criança.
Já restabelecida, verifica que o marido dedicou seu novo livro à Ruth, aumentando, assim, sua insegurança. Quando ela procura a prima e insinua que a mesma está tendo um caso com o marido, esta lhe responde que tem pena dela, pelo ódio que carrega, e com o qual ela destruiu a vida da mãe, levou o pai à morte e fez de Dick uma sombra.
Ao retornar de uma caminhada, Dick discute com a mulher, ocasião em que ela desabafa que nunca quis o bebê, nem Danny, nem ninguém que pudesse ameaçar a relação deles. Ele lhe comunica que vai abandoná-la.
Desesperada, ela envia uma carta a Russell Quinton, agora alçado ao cargo de promotor público, acusando Ruth de estar procurando matá-la para ficar com seu marido. Em seguida, se suicida por envenenamento, plantando antes evidências materiais que incriminem a prima.
Assim, Ruth é presa e acusada por assassinato. Quando seu caso vai a julgamento, embora todas as evidências apontem, em princípio, para sua condenação, ela termina sendo inocentada. Quanto a Dick, por não ter denunciado o crime relativo à morte de Danny, é condenado a dois anos de prisão.
Uma vez solto, ele volta à sua cabana, no Maine, onde encontra Ruth à sua espera.
"Amar Foi Minha Ruína" é um ótimo filme sobre uma mulher tomada por um ciúme doentio, por um amor possessivo, capaz de fazer qualquer coisa para manter o homem que ama isolado de tudo e de todos e, assim, só ter olhos para ela.
Baseado num livro de Ben Ames Williams e realizado pelo cineasta John M. Stahl, "Amar Foi Minha Ruína" pode ser considerado um filme-noir, a despeito de sua luxuosa fotografia em tecnicólor e seus belos interiores.
O roteiro de Jo Swerling é muito bem estruturado. Há uma óbvia tensão entre Ellen Berent e sua mãe, especialmente quando é insinuado que ela teria tido um relacionamento mais próximo com seu falecido pai.
A música de Alfred Newman é perfeita no desenvolvimento das tensões que se formam, ajudando a manter o espectador interessado até o seu final.
No elenco, o maior destaque é sem dúvida Gene Tierney, com uma interpretação magnífica, que lhe valeu uma merecida indicação ao Oscar de Melhor Atriz, prêmio que perdeu para Joan Crawford, por sua atuação em "Alma em Suplício". Jeanne Crain, no papel da prima Ruth, está ótima, principalmente na última parte do filme. Vincent Price oferece-nos também um bom trabalho, principalmente nas cenas do tribunal. Entre os principais atores, Cornel Wilde é o que parece mais apagado.
CAA