
ASSASSINATO NO EXPRESSO ORIENTE (1974)
Murder on the Orient Express
| Outros Títulos: | Le crime de l'Orient-Express (França) Um crime no Expresso do Oriente (Portugal) Assassinio sull'Orient Express (Itália) Mord im Orient Express (Alemanha, Áustria) |
| Gênero: | Mistério, Policial, Suspense |
| Direção: | Sidney Lumet |
| Roteiro: | Paul Dehn |
| Produção: | John Brabourne, Richard Goodwin |
| Design Produção: | Tony Walton |
| Música Original: | Richard Rodney Bennett |
| Fotografia: | Geoffrey Unsworth |
| Edição: | Anne V. Coates |
| Direção de Arte: | Jack Stephens |
| Figurino: | Tony Walton |
| Guarda-Roupa: | Brenda Dabbs |
| Maquiagem: | Stuart Freeborn, Charles Parker, John O'Gorman |
| Efeitos Sonoros: | Peter Handford, Bill Rowe, Jonathan Bates |
| Efeitos Especiais: | Charles Staffell |
| Pais: | Reino Unido |
| Nota: | 8.6 |
| Filme Assistido em: | 1975 |
| Albert Finney | Hercule Poirot |
| Lauren Bacall | Sra. Hubbard |
| Ingrid Bergman | Greta Ohlsson |
| Martin Balsam | Sr. Bianchi |
| Jacqueline Bisset | Condessa Andrenyi |
| Jean-Pierre Cassel | Pierre-Paul Michel |
| Sean Connery | Coronel Arbuthnot |
| Anthony Perkins | Hector MacQueen |
| Vanessa Redgrave | Mary Debenham |
| Richard Widmark | Sr. Ratchett |
| George Coulouris | Dr. Constantine |
| Colin Blakely | Sr. Hardman |
| Michael York | Conde Andrenyi |
| John Gielgud | Sr. Beddoes |
| Wendy Hiller | Princesa Dragomiroff |
| Denis Quilley | Antonio Foscarelli |
| Rachel Roberts | Hildegarde Schimidt |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Ingrid Bergman)
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio Anthony Asquith de Melhor Música
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (John Gielgud)
Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Ingrid Bergman)
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Roteiro Adaptado
Oscar de Melhor Ator (Albert Finney )
Oscar de Melhor Figurino
Oscar de Melhor Trilha Sonora
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Direção (Sidney Lumet)
Prêmio de Melhor Ator (Albert Finney )
Prêmio de Melhor Fotografia
Prêmio de Melhor Edição
Prêmio de Melhor Figurino
Prêmio de Melhor Direção de Arte
Em 1930, na Inglaterra, a menina Daisy Armstrong é seqüestrada enquanto dormia. Embora seu pai pague o resgate, é encontrada morta. Com o choque da descoberta do corpo, a Sra. Armstrong dá à luz um natimorto e morre durante o parto. Seu marido, coronel Armstrong, diante de tamanha tragédia, suicida-se. E a criada, Paulette, acusada injustamente, joga-se por uma janela.
Cinco anos mais tarde, em Istambul, o Expresso Oriente parte em mais uma de suas viagens para Calais, na França, com conexão para Londres. Entre os passageiros, encontra-se o Sr. Ratchett, que viaja em companhia de seu secretário particular, Hector MacQueen, e de seu mordomo, Sr. Beddoes.
No vagão-restaurante, Ratchett encontra-se com o famoso inspetor belga, Hercule Poirot. Alegando estar recebendo ameaças, oferece ao inspetor US$ 15 mil para que este o proteja. Poirot rejeita a proposta.
Na manhã seguinte, após fazer escala em Belgrado e, já próximo a Brod, na Iugoslávia, Beddoes vai à cabine do Sr. Ratchett e o encontra morto.
Ao tomar conhecimento do ocorrido, Poirot pede que chamem o Sr. Bianchi, diretor da Ferrovia, e o médico, Dr. Constantine. Este, após analisar o cadáver, informa que ele fora previamente dopado e, em seguida, morto com 12 punhaladas. Afirma, ainda, que a morte ocorreu entre meia- noite e duas horas da madrugada. O Sr. Bianchi propõe ao amigo Poirot que ele assuma as investigações. Embora a princípio relutante, por achar que a tarefa cabe à polícia iugoslava, Poirot termina por concordar com o pedido de Bianchi.
Ao examinar um pedaço de papel queimado, que se achava em um cinzeiro, Poirot consegue ler "aisy Arms" e diz já saber a verdadeira identidade do Sr. Ratchett: Cassetti, um mafioso que teria pago a um criminoso para seqüestrar e matar a menina Armstrong e, em seguida, fugido com o dinheiro do resgate.
Preso por uma forte nevasca, o Expresso Oriente não pode prosseguir viagem. A solução é aguardar que a ferrovia providencie o necessário socorro, tão logo verifique que o trem se acha atrasado.
Enquanto isso, com o apoio do Sr. Bianchi, Poirot começa a chamar cada um dos passageiros do vagão-Calais para ser inquirido. Após o último interrogatório, ele pede que todos se reunam no vagão-restaurante, onde pretende apresentar suas conclusões. Uma vez todos reunidos, Poirot diz que chegou a duas versões para o crime.
Na primeira versão, com base no depoimento da Sra. Hubbard, que teria visto um estranho em sua cabine e depois encontrado o botão de um uniforme e uma adaga manchada de sangue, e nas afirmações da Srta. Schmidt, segundo as quais, teria encontrado em sua mala o uniforme de um condutor, faltando um botão, e tendo num dos bolsos uma chave-mestra, ele poderia concluir que um falso condutor teria tomado o trem em Belgrado, entrado na cabine de Ratchett utilizando a chave-mestra, o assassinado e, após plantar a adaga e o uniforme, fugido do trem bloqueado pela neve. Tal versão vem ao encontro das palavras do Sr. Foscarelli, segundo as quais um mafioso rival teria se vingado de uma "vendetta" que a polícia iugoslava certamente identificaria.
A seguir, Poirot passa para a 2ª versão. Mais complexa, ele parte do princípio de que o misterioso desconhecido nunca existiu e que o assassino, ou assassinos, se encontram presentes. Tal versão, diz ele, fundamenta-se no fato de que, se não estivessem implicados no crime, os doze passageiros interrogados não teriam necessidade de ter mentido em seus depoimentos. Poirot dirige-se a cada um, apontando os trechos em que faltaram com a verdade, bem como, mostrando que cada um estivera bem próximo dos Armstrong, quer como parentes, quer como amigos, quer como empregados. Ao final de sua exposição, diz que se atreve a deduzir que a Sra. Hubbard foi a organizadora dessa extraordinária vingança e que, cada um dos interrogados foi responsável por uma das 12 punhaladas recebidas pelo Sr. Ratchett.
Terminando, Poirot diz que cabe ao Sr. Bianchi, diretor da ferrovia, escolher qual das duas versões apresentadas será dada à polícia de Brod.
Baseado na obra de Agatha Christie, "Assassinato no Expresso Oriente" é um excelente filme de mistério. Realizado pelo cineasta americano, Sidney Lumet, este filme britânico parte de um ótimo e inteligente roteiro, assinado por Paul Dehn.
A direção de Lumet é consistentemente boa, do início ao fim, mantendo o clima de mistério próprio dos livros de Agatha Christie. O filme começa com o chocante seqüestro e posterior morte de uma garota, filha de uma aristocrática família inglesa. Como essa brutal morte se conecta aos fatos que se desenrolam durante uma viagem do Expresso Oriente, cinco anos depois, é o coração dessa intrigante história.
Adicionalmente, "Assassinato no Expresso Oriente" nos brinda com uma ótima fotografia, uma magnífica trilha sonora e um elenco estelar. Albert Finney, no papel do inspetor Hercule Poirot, está soberbo, seguido pelas excelentes atuações de Ingrid Bergman, John Gielgud e Lauren Bacall.
CAA