
CAMILLA (1994)
Camilla| Pais: | Canadá, Reino Unido |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Deepa Mehta |
| Roteiro: | Paul Quarrington |
| Produção: | Christina Jennings, Simon Relph |
| Design Produção: | Sandra Kybartas |
| Música Original: | John Altman, Daniel Lanois |
| Fotografia: | Guy Dufaux |
| Edição: | Barry Farrell |
| Direção de Arte: | Armando Sgrignuoli |
| Figurino: | Milena Canonero, Elisabetta Beraldo |
| Guarda-Roupa: | Arthur Rowsell, Karen Renaut |
| Maquiagem: | Patricia Green, Lizbeth Williamson, Mary-Lou Green-Benvenuti |
| Efeitos Sonoros: | Bruce Nyznik, Glen Gauthier, Andy Malcolm e outros |
| Efeitos Especiais: | Bob Shelley, David Lemmen |
| Nota: | 6.2 |
| Filme Assistido em: | 1995 |
| Hume Cronyn | Ewald |
| Don McKellar | Guarda de Segurança |
| Jessica Tandy | Camilla Cara |
| Elias Koteas | Vincent Lopez |
| Bridget Fonda | Freda Lopez |
| Graham Greene | Hunt Weller |
| Ranjit Chowdhry | Kapur |
| Maury Chaykin | Harold Cara |
| George Harris | Jerry |
| Sandi Ross | Guarda de Fronteira |
| Atom Egoyan | Diretor |
| Camille Spence | Garota |
| Sheilanne Lindsay | Lauron Tinscheff |
Freda e Vincent Lopez saem de Toronto e vão gozar férias numa pequena ilha do litoral da Georgia. Ele é um artista gráfico e ela uma compositora, ambos não tão bem-sucedidos.
Um dia, enquanto passeia pelos jardins da casa onde se encontram, Freda ouve um som de um violino vindo do imóvel vizinho. Indo até lá, conhece Camilla Cara, uma antiga concertista, de cerca de 80 anos, que vive agora com o filho Harold, um produtor de filmes de baixo orçamento.
Harold viaja para Atlanta, a fim de começar a rodar seu novo filme, e convida Vincent a elaborar todos os cartazes publicitários de que vai precisar. Este aceita o convite e retorna à Toronto para iniciar os trabalhos. Freda prefere ficar e desenvolver sua música. Com a partida dos homens, as duas mulheres desenvolvem uma amizade que transcende a barreira das gerações.
Em conversa, Camilla fala de uma apresentação feita há muitos anos, no Teatro Winter Garden de Toronto, quando tocou o "Concerto para Violino de Brahms". Freda, num impulso, a convida a irem juntas à Toronto, onde a tal peça de Brahms acha-se programada para execução no mesmo teatro, podendo ela, assim, reviver sua experiência anterior.
As duas fazem as malas e partem no carro de Freda. Para chegarem ao continente, pegam uma balsa. Com problemas no freio de mão, o carro termina caindo no mar durante a travessia.
Viajando de ônibus e trem, Freda e Camilla chegam às Cataratas de Niágara. Lá, visitam Ewald, um fabricante de violinos, por quem Camilla, já casada, foi apaixonada no passado, mas cujo relacionamento não chegou a se consumar. Os dois, agora idosos, terminam dormindo juntos.
Enquanto isso, Vincent e Harold, não conseguindo se comunicar com nenhuma das duas mulheres, retornam à ilha onde, não as encontrando, procuram a polícia, sem êxito.
Na véspera do concerto, Freda e Camilla finalmente chegam à Toronto. No dia seguinte, vão ao teatro. O concerto tem início. Depois de alguns momentos, Camilla decide ir embora sozinha. Antes de chegar à porta de saída, Freda verifica que Vincent e Harold acabam de chegar, de modo que, tenta dar cobertura para que Camilla saia sem ser vista. Entretanto, Harold termina vendo a mãe. Ele chama por ela que, contando com o apoio de Freda, vai em frente até um táxi. Já dentro do veículo, ela troca olhares com o filho que termina compreendendo a decisão da mãe.
De volta aos braços de Ewald, Camilla recomeça sua vida.
Baseado no livro homônimo de Ali Jennings, "Camilla" é um razoavelmente bom filme. Realizada pelo diretor Deepa Mehta, essa co-produção anglo-canadense de 1994 marca a despedida do cinema dessa extraordinária atriz que foi Jessica Tandy, falecida em novembro desse mesmo ano, vitimada por um câncer de ovários.
Mehta apresenta um bom trabalho, embora tenha partido de um roteiro não muito bem estruturado, assinado por Paul Quarrington. A edição, a cargo de Barry Farrell é um outro ponto fraco, com várias falhas seqüenciais.
O grande nome do filme é sem dúvida Jessica Tandy. Aos 85 anos de idade, ela esbanja vitalidade da primeira à última cena, proporcionando-nos momentos inesquecíveis. Um desses momentos se dá quando, na parte final do filme, ela reencontra um velho amor da mocidade, interpretado pelo ator Hume Cronyn, seu marido na vida real por 50 anos e dois anos mais jovem que ela. Uma outra cena corajosa, para uma atriz dessa idade, é quando, na praia, decide tirar a roupa e dá um mergulho completamente nua.