
A FRATERNIDADE É VERMELHA (1994)
Trois couleurs: Rouge
| Outros Títulos: | Trzy kolory: Czerwony (Polônia) Drei farben - rot (Alemanha) Três Cores: Vermelho (Portugal) Tre colori: film rosso (Itália) |
| Pais: | França, Polônia, Suíça |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Krzysztof Kieslowski |
| Roteiro: | Krzysztof Kieslowski, Krzysztof Piesiewicz |
| Produção: | Marin Karmitz |
| Design Produção: | Claude Lenoir |
| Música Original: | Zbigniew Preisner, Bertrand Lenclos |
| Fotografia: | Piotr Sobocinski |
| Edição: | Jacques Witta |
| Figurino: | Corinne Jorry |
| Guarda-Roupa: | Nadia Cuenoud, Veronique Michel |
| Maquiagem: | Nathalie Tanner, Catherine Zingg |
| Efeitos Sonoros: | Jean-Claude Laureux, Sandrine Henchoz e outros |
| Nota: | 9.2 |
| Filme Assistido em: | 1995 |
| Jean-Louis Trintignant | O Juiz |
| Julie Delpy | Dominique |
| Benoît Régent | Olivier |
| Irène Jacob | Valentine |
| Juliette Binoche | Julie |
| Jean-Pierre Lorit | Auguste |
| Marion Stalens | O Veterinário |
| Samuel Le Bihan | O Fotógrafo |
| Frédérique Feder | Karin |
| Bernard Escalon | O Vendedor de discos |
| Jean Schlegel | O Visinho |
| Elzbieta Jasinska | A Mulher |
| Paul Vermeulen | O Amigo de Karin |
| Jean-Marie Daunas | O Gerente do Teatro |
| Roland Carey | O Distribuidor de Drogas |
| Zbigniew Zamachowski | Karol Karol |
Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França
César de Melhor Música escrita para um Filme
Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca
Bodil de Melhor Filme Não Americano (Krzysztof Kieslowski)
Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França
Prêmio de Melhor Filme (Krzysztof Kieslowski)
Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Krzysztof Kieslowski)
Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Direção (Krzysztof Kieslowski)
Oscar de Melhor Roteiro Original
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio David Lean de Melhor Direção (Krzysztof Kieslowski)
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira (Krzysztof Kieslowski)
Prêmio de Melhor Roteiro Adaptado
Prêmio de Melhor Atriz (Irène Jacob)
Academia do Cinema Europeu
Prêmio de Melhor Filme
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Palma de Ouro (Krzysztof Kieslowski)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França
César de Melhor Direção (Krzysztof Kieslowski)
César de Melhor Filme (Krzysztof Kieslowski)
César de Melhor Roteiro Original
César de Melhor Ator (Jean-Louis Trintignant)
César de Melhor Atriz (Irène Jacob)
César de Melhor Som
Valentine é uma bela e atraente jovem estudante e modelo que mora em Genebra. Um dia, quando dirigia de volta pra casa, ela atropela acidentalmente um cachorro. Em sua coleira, ela descobre o endereço do proprietário, um juiz aposentado.
Após socorrer o animal, Valentine procura o juiz para devolvê-lo, mas este se mostra indiferente. Ela, então, descobre que ele mantém, grampeados, os telefones de seus vizinhos e que passa suas noites a espionar as conversas telefônicas dos mesmos. Embora inicialmente chocada com a atitude cínica do juiz em relação à vida, Valentine começa a desenvolver uma certa afeição por ele.
Ambos solitários, ela presa à relação possessiva de um homem que mora no exterior, ele fechado em sua velha casa, desiludido com a traição da esposa, vão aos poucos transformando uma relação inicialmente conflituosa numa profunda amizade, à medida em que começam a expressar seus sentimentos.
"A Fraternidade é Vermelha", é um magnífico filme que encerra, com chave de ouro, a famosa trilogia do polonês Krzysztof Kieslowski, inspirada nos princípios da Revolução Francesa (Liberdade, Igualdade, Fraternidade) e por conseqüência, nas cores da bandeira da França (Azul, Branca e Vermelha). Os dois outros filmes são "A Liberdade é Azul" e "A Igualdade é Branca".
Embora os três sejam verdadeiras obras-primas, "A Fraternidade é Vermelha" é melhor que os outros dois. Menos carregado de emoção que "A Liberdade é Azul" e mais convencional que "A Igualdade é Branca", este último filme carrega a força da necessidade de se evitar o isolamento e de se trocar experiências. O tema sobre a fraternidade cristaliza-se, de forma memorável, nos últimos minutos do filme: depois de se despedir do juiz, Valentine vê uma senhora idosa com dificuldades para colocar uma garrafa vazia num depósito de lixo e corre para ajudá-la. O que chama ainda mais a atenção, é que essa mesma senhora já havia aparecido em "A Liberdade é Azul", onde Julie Vignon nem a percebeu, e em "A Igualdade é Branca", onde Karol Karol apenas esboçou um riso cínico.
Complementando a genial criatividade de Kieslowski e a soberba fotografia de Piotr Sobocinski, o filme ainda se beneficia das marcantes atuações da talentosa e cativante Irène Jacob e do não menos talentoso Jean-Louis Trintignant. A interação entre os dois é perfeita.
CAA