
A ESPIÃ DE CALCINHAS DE RENDA (1966)
The glass bottom boat
| Outros Títulos: | La blonde défie le FBI (França) La mia spia di mezzanotte (Itália) Una sirena sospechosa (Espanha) Spion in Spitzenhöschen (Alemanha) |
| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | Comédia Romântica |
| Direção: | Frank Tashlin |
| Roteiro: | Everett Freeman |
| Produção: | Martin Melcher, Everett Freeman |
| Música Original: | Frank De Vol, Joe Lubin |
| Fotografia: | Leon Shamroy |
| Edição: | John McSweeney Jr. |
| Direção de Arte: | George Davis, Edward Carfagno |
| Guarda-Roupa: | Ray Aghayan |
| Maquiagem: | William Tuttle, Harry Maret, Barbara Lampson |
| Efeitos Sonoros: | Van Allen James, Franklin Milton |
| Efeitos Visuais: | J. McMillan Johnson, Carroll L. Shepphird |
| Nota: | 7.1 |
| Filme Assistido em: | 1966 |
| Doris Day | Jennifer Nelson |
| Rod Taylor | Bruce Templeton |
| Arthur Godfrey | Axel Nordstrom |
| Paul Lynde | Homer Cripps |
| John McGiver | Ralph Goodwin |
| Eric Fleming | Edgar Hill |
| Edward Andrews | Gen. Wallace Bleecker |
| Ellen Corby | Anna Miller |
| George Tobias | Norman Fenimore |
| Alice Pearce | Mabel Fenimore |
| Elisabeth Fraser | Nina Bailey |
| Robert Vaughn | Homem na festa da mansão |
| Dom DeLuise | Julius Pritter |
| Dick Martin | Zack Molloy |
| Dee Thompson | Donna |
| Theodore Marcuse | Espião com charuto |
Jennifer Nelson é uma bela e jovem viúva que trabalha como relações públicas e, nos finais de semana, ajuda seu pai, proprietário de um pequeno barco de turismo. Certo dia, quando se acha com seu pai nas águas de Santa Catalina, encontra-se casualmente com Bruce Templeton, sócio majoritário de um grupo de fábricas especializadas em equipamentos militares. Como os dois não se conhecem, não imaginam que trabalhem para o mesmo grupo de empresas.
Quando Bruce é aclamado por um teste de gravidade bem-sucedido, recebe uma proposta de US$ 75 milhões da Força Aérea para que, em três meses, construa uma cápsula a fim de ser lançada no espaço por um foguete.
Jenny e Bruce voltam ao se encontrar no local de trabalho, quando ela tem seu sapato preso numa grade de piso. Na ocasião, eles se reconhecem e trocam algumas palavras.
Sentindo-se fortemente atraído pela jovem, ele a requisita para acompanhá-lo em seu dia-a-dia. Antes, entretanto, tem o cuidado de mandar levantar toda a sua vida pessoal, passando a saber, entre outras coisas, que se trata de uma viúva de um oceanográfico, que mora sozinha com um cachorro, dois pássaros e peixes tropicais, que ganhou um concurso de culinária com um bolo de banana e que, à noite, faz vários cursos.
Ao ser convidada para ir até à sofisticada mansão do industrial, lá encontra, além de sua dedicada empregada, Anna Miller, um eletricista de nome Julius Pritter, e Edgar Hill, agente da CIA, que se encontra na cidade à procura de um espião soviético. Na realidade, Pritter está sendo pago pelo tal espião, do qual só conhece a voz, para conseguir informações sobre o projeto da câmara desenvolvida por Bruce.
Semanas depois, quando Jenny e Bruce já se acham apaixonados, este recebe uma informação de que dados confidenciais têm vazado das fábricas e que Jenny pode ser uma espiã, fato do qual ele discorda completamente.
Agentes soviéticos ameaçam Pritter por estar enviando dados sem o menor valor. Assim, segundo eles, sua última chance será a de instalar escutas telefônicas, na mansão, que os ajudem a obter as informações sobre a tal câmara.
Na noite seguinte, quando da realização de uma grande recepção na mansão de Bruce, as escutas já se encontram instaladas quando chegam os convidados, entre os quais acham-se Zack Molloy, seu sócio, o Gen. Wallace Bleecker e Edgar Hill.
Ao tentar fazer uma ligação telefônica, Jenny descobre, através de uma linha cruzada, uma conversa entre Bruce e Hill, pela qual percebe o que realmente está se passando, envolvendo seu nome. A partir daí, Jenny inverte o jogo, passando a fazer ligações que deixam os soviéticos com falsas pistas.
Uma discussão entre Hill e Bruce faz com que este desconfie que ele não seja um agente da CIA. Ao telefonar para Washington, obtém a confirmação de sua desconfiança. Enquanto isso, Hill, o verdadeiro espião soviético, consegue abrir o cofre onde se acham os dados que tanto procura.
Por outro lado, acionada por Bruce, começa uma verdadeira caçada a Hill e seus comparsas. Ao final, os criminosos são presos. Jenny e Bruce podem, finalmente, viver o seu romance.
"A Espiã de Calcinhas de Renda" é mais uma divertida comédia romântica dos anos 60. Realizado pelo cineasta Frank Tashlin, o filme dosa muito bem uma mistura de ciência, espionagem e troca de identidade. No caso, a personagem vivida por Doris Day é confundida com uma espiã, no centro de alta tecnologia onde trabalha, no qual o cientista-chefe é por ela apaixonado.
Tashlin consegue imprimir um ótimo ritmo à história, principalmente na 2ª metade. Os diálogos são inteligentes e a fotografia de Leon Shamroy é perfeita.
Embora não se trate de um dos melhores filmes de Doris Day, é sem dúvida um dos mais engraçados. Tashlin consegue, ainda, inserir alguns números em que Doris nos brinda com sua maravilhosa e incomparável voz.
Com aparência e desenvoltura de uma jovem de vinte e poucos anos, na verdade Doris Day tinha 42 anos ao realizar essa comédia. Com Rod Taylor, apresenta uma ótima química. No elenco, além de sua presença marcante, merecem ser destacadas as atuações de Dom DeLuise, Paul Lynde, Rod Taylor e Dick Martin.