
A LETRA ESCARLATE (1995)
The scarlet letter| Pais: | Estados Unidos |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Roland Joffé |
| Roteiro: | Douglas Day Stewart |
| Produção: | Roland Joffé, Andrew Vajna |
| Design Produção: | Roy Walker |
| Música Original: | John Barry |
| Fotografia: | Alex Thomson |
| Edição: | Thom Noble |
| Direção de Arte: | Tony Woollard |
| Figurino: | Gabriella Pescucci |
| Guarda-Roupa: | Mario Davignon |
| Maquiagem: | Linda Steeves, Serge Morache |
| Efeitos Sonoros: | James Ashwill, John Cucci, Dino Dimuro e outros, Bob Beher |
| Efeitos Especiais: | Kaz Kobielski, Martin Malivoire, Gary Kleinsteuber e outros |
| Nota: | 4.9 |
| Filme Assistido em: | 1996 |
| Gary Oldman | Rev. Arthur Dimmesdale |
| Robert Duvall | Dr. Roger Prynne / Chillingworth |
| Robert Prosky | Horace Stonehall |
| Joan Plowright | Harriet Hibbons |
| Demi Moore | Hester Prynne |
| Diane Salinger | Margaret Bellingham |
| Edward Hardwicke | Gov. John Bellingham |
| Kristin Fairlie | Faith Stonehall |
| Dana Ivey | Meredith Stonehall |
| Roy Dotrice | Rev. Thomas Cheever |
| Lisa Joliffe-Andoh | Mituba |
| Malcolm Storry | Maj. Dunsmuir |
| James Bearden | Sr. Mortimer |
| Larissa Laskin | Sra. Mortimer |
| Scout LaRue Willis | A jovem Pearl |
| Evelyn Francis | Nativa algonquina |
| Kateri Walker | Índia |
| Jocelyn Cunningham | Mary Rollings |
| Francie Swift | Sally |
| Sarah Campbell | Prudence Stonehall |
| Judd Jones | Sr. Bobbin |
Em 1666, a Inglaterra encontrava-se sob o domínio do rei Charles II. Navios apinhados de gente aportavam a todo momento no Novo Mundo. Pessoas vinham em busca de liberdade, fugindo da perseguição religiosa da terra natal. Nesse contexto, desembarca em Massachussetts Bay Colony, Hester Prynne, uma mulher casada com um médico, Dr. Roger, o qual viria mais tarde juntar-se a ela.
Determinada, forte, moderna, Hester compra uma casa, a fim de prepará-la para a chegada de seu marido. A ela, pouco importa o que a sociedade local pensa a seu respeito, já que as mulheres são regidas por leis muito severas. Por outro lado, as casadas sentem-se ameaçadas por sua beleza e sensualidade. Enfim, o preconceito e a intolerância do Velho Mundo já haviam contaminado o Novo. O Estado e a Religião confundem-se.
Certo dia, ao caminhar por um bosque, ela fica encantada com um pássaro de cor vermelha e decide segui-lo. Quando menos espera, chega a um pequeno lago onde se depara com um belo homem a nadar nu. A próxima vez que o encontra, ele está pregando por trás de um púlpito. É o reverendo Arthur Dimmesdale. Os dois se sentem mutuamente atraídos, mas resistem às suas tentações.
O navio que trazia Dr. Prynne sofre um ataque dos índios algonquinos, ocasião em que o médico é seqüestrado. Ao tomar conhecimento do ocorrido com o navio, o Rev. Dimmesdale procura Hester e lhe informa que seu marido teria sido morto pelos índios. Assim, os dois entregam-se à paixão que os consumia. Para eles, seu amor verdadeiro é bem visto aos olhos de Deus, a despeito de não serem casados e das leis que regem o adultério.
Pouco tempo depois, ela aparece grávida e é submetida a um Conselho local. O Rev. Dimmesdale, alto membro do Conselho, acha-se presente e procura manter uma expressão calma, durante todo o interrogatório. Quando lhe é perguntada o nome do pai da criança que espera, ela se nega a falar, com receio dele ser severamente punido por sua transgressão sexual.
Hester é, então, enviada à prisão e depois forçada a portar um "A", de adúltera, bordado na cor vermelha, em suas roupas, como símbolo de sua vergonha perante a sociedade local. Durante o período em que fica na prisão, dá à luz uma criança, Pearl, dentro de sua cela. A criança nasce com uma marca no abdome, o que faz com que todos insistam em afirmar que se trata da marca de uma bruxa. A mulher que fez o parto é também acusada de praticar feitiçaria. Ao batizar a criança, Dimmesdale insiste junto à Hester para que ela permita que ele conte toda a verdade, mas ela recusa a idéia, por saber que tal revelação o levaria à morte.
Depois de passar cerca de um ano preso na aldeia indígena, o Dr. Roger, fazendo-se passar por Dr. Chillingworth, chega à Massachussetts Bay Colony, onde descobre a culpa de Dimmesdale e pretende exigir sua cabeça. Por outro lado, Hester e Pearl são condenadas à forca, acusadas de feitiçaria. O Rev. Dimmesdale confessa para toda a comunidade ser o pai da criança.
Os índios algonquinos atacam o vilarejo minutos antes das execuções. A confusão que se forma permite que os amantes e sua filha fujam para as Carolinas, enquanto a população permanece atônita com o ataque indígena e a grande revelação de Dimmesdale.
Baseado num livro de Nathaniel Hawthorn, escrito no século XIX, "A Letra Escarlate" não chega a ser um bom filme. A adaptação para o cinema, feita pelo roteirista Douglas Day Stewart, transformou o que poderia ser uma produção fortemente dramática num verdadeiro melodrama, alterando significativamente a história original.
A direção de Roland Joffé apresenta altos e baixos. Dois quesitos merecem atenção: o design de produção, com um convincente Massachussetts colonial; e a ótima fotografia de Alex Thomson. No elenco, o maior destaque fica por conta de Gary Oldman, no papel do Rev. Arthur Dimmesdale, seguido pela atuação de Joan Plowright. Demi Moore, além de sua beleza física, não oferece muito.