
A MARVADA CARNE (1985)
| Pais: | Brasil |
| Gênero: | Comédia |
| Direção: | André Klotzel |
| Roteiro: | André Klotzel, Carlos Alberto Sofredini |
| Produção: | Cláudio Kahns |
| Design Produção: | Beto Mainieri, Adrian Cooper |
| Música Original: | Rogério Duprat, Hélio Ziskind |
| Fotografia: | Pedro Farkas |
| Edição: | Alain Fresnot |
| Direção de Arte: | Adrian Cooper |
| Figurino: | Marisa Guimarães |
| Guarda-Roupa: | Marico Kawamura, Nives Gardini |
| Maquiagem: | Maria Antônia Lombardi, Maria Aparecida de Freitas |
| Efeitos Sonoros: | José Luiz Sasso, Antônio César, M. Guilherme, Walter Rogério |
| Efeitos Especiais: | Bob Costa |
| Efeitos Visuais: | Saulo Silveira, Eduardo Cestari |
| Nota: | 7.0 |
| Filme Assistido em: | 1986 |
| Dionísio Azevedo | Nhô Totó |
| Fernanda Torres | Carula |
| Regina Casé | Mulher Diaba |
| Chiquinho Brandão | Malandro |
| Adilson Barros | Nhô Quim |
| Geny Prado | Nhá Policena |
| Henrique Lisboa | Padre |
| Lucélia Maquiavelli | Nhá Tomasa |
| Paco Sanchez | Serafim |
| Nelson Triunfo | Curupira |
| Tonico | Membro da dupla caipira |
| Tinoco | Membro da dupla caipira |
Festival de Gramado, Brasil
Kikito de Ouro de Melhor Filme Brasileiro
Kikito de Ouro de Melhor Direção (André Klotzel)
Kikito de Ouro de Melhor Roteiro
Kikito de Ouro de Melhor Fotografia
Kikito de Ouro de Melhor Atriz (Fernanda Torres)
Kikito de Ouro de Melhor Música
Kikito de Ouro de Melhor Edição
Kikito de Ouro de Melhor Cenografia
Prêmio do Júri Especial (Dionísio Azevedo)
Prêmio do Júri Popular (André Klotzel)
Prêmio Edgar Brasil de Fotografia
Nhô Quim vive lá nos cafundós do Judas e leva aquela vidinha besta no meio do mato em companhia do cachorro e da cabra de estimação. Cansado, cai no mundo para encontrar uma solução para duas questões que o incomodam: Arranjar uma boa moça para se casar e comer a tal carne de boi, um desejo que fica ruminando sem parar dentro dele.
Nas suas andanças, Nhô Quim vai dar na casa de Nhô Totó e Nhá Policena, cuja filha, Carula, está em conflito com o Santo Antonio que não anda colaborando para ela arranjar um bom partido.
Nhô Quim fica por ali, trabalhando na roça e logo a moça descobre os seus desejos, e faz chegar aos ouvidos dele que Nhô Totó tem um boi reservado para a ocasião do casamento da filha.
Nhô Quim, juntando o útil ao agradável, resolve pedi-la em casamento. O pai consente, só que antes o noivo tem que passar por algumas provas para testar sua esperteza e argúcia. Nhô Quim topa a parada mas percebe que a coisa não acaba mais e toma uma atitude drástica: Foge com Carula para casar e, já na volta, descobre que não existe o tal boi e que, portanto, não seria ainda daquela vez que iria matar o seu grande desejo.
O tempo passa e a vidinha cai no remanso, a filharada vai crescendo e aquela vontade lá dentro nunca resolvida. Ele tem que comer a carne de boi! Enfim, toma a decisão: Arranja um dinheiro ao enganar o tinhoso e se manda para a cidade grande disposto a finalmente realizar o seu grande desejo.
"A Marvada Carne" é uma ótima comédia do cinema brasileiro. Realizado por André Klotzel, que também co-assina o roteiro, o filme narra a história de um humilde caipira e sua determinação de enfrentar quaisquer obstáculos para atingir seu objetivo.
Com diálogos primorosos, o filme é delicioso do início ao fim. A fotografia de Pedro Farkas é brilhante, assim como, a música de Rogério Duprat.
No elenco, destacam-se as atuações de Fernanda Torres, Adilson Barros e Dionísio Azevedo, este último no papel do desconfiado Nhô Totó.