
O AVIADOR (2004)
The aviator
| Outros Títulos: | Aviator (Alemanha) L'aviateur (Canadá francês) El aviador (Espanha) |
| Pais: | Estados Unidos, Alemanha |
| Gênero: | Biográfico, Drama |
| Direção: | Martin Scorsese |
| Roteiro: | John Logan |
| Produção: | Michael Mann, Graham King, Matthias Deyle e outros |
| Design Produção: | Dante Ferretti |
| Música Original: | Howard Shore |
| Coreografia: | Matthew Dickens |
| Fotografia: | Robert Richardson |
| Edição: | Thelma Schoonmaker |
| Direção de Arte: | Robert Guerra, Luca Tranchino, Claude Paré |
| Figurino: | Sandy Powell |
| Guarda-Roupa: | Luc Le Flaguais, Andrea Knaub, Mari Grimaud e outros |
| Maquiagem: | Sian Grigg, Morag Ross, Greg Nelson e outros |
| Efeitos Sonoros: | Tom Fleischman, Petur Hliddal, Philip Stockton e outros |
| Efeitos Especiais: | Phil Cory, Steve Bolan, Mike Clarke e outros |
| Efeitos Visuais: | Matthew Gratzner, Robert Legato, Peter Travers e outros |
| Nota: | 8.5 |
| Filme Assistido em: | 2007 |
| Leonardo DiCaprio | Howard Hughes |
| Cate Blanchett | Katharine 'Kate' Hepburn |
| Kate Beckinsale | Ava Gardner |
| John C. Reilly | Noah Dietrich |
| Alec Baldwin | Juan Trippe, executivo da Pan Am |
| Alan Alda | Senador Ralph Owen Brewster |
| Ian Holm | Prof. Fitz |
| Danny Huston | Jack Frye, da TWA Airlines |
| Gwen Stefani | Jean Harlow |
| Jude Law | Errol Flynn |
| Adam Scott | Johnny Meyer |
| Matt Ross | Glenn Odekirk |
| Willem Dafoe | Roland Sweet |
| Frances Conroy | Sra. Hepburn |
| Kenneth Welsh | Dr. Thomas Hepburn |
| Kevin O'Rourke | Spencer Tracy |
| Emma Campbell | Helen Frye |
| Edward Herrmann | Joseph Breen |
| Kelli Garner | Faith Domergue |
| Brent Spiner | Robert Gross, da Lockheed Aircraft |
| Stanley DeSantis | Louis B. Mayer |
| Jacob Davich | Howard Hughes, aos 9 anos |
| J. C. MacKenzie | Ludlow Ogden Smith |
| Joe Chrest | Diretor de Fotografia de "Anjos do Inferno" |
| Al Dubois | Executivo da Pan Am |
| Lisa Bronwyn Moore | Esposa de Frye |
| Michael-John Wolfe | Cary Grant |
| Jeremy Zafran | Executivo da TWA |
| Joseph P. Reidy | Assessor de Howard |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Cate Blanchett)
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Edição
Oscar de Melhor Figurino
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Cate Blanchett)
Prêmio de Melhor Design de Produção
Prêmio de Melhor Maquiagem
Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra
Prêmio Diretor do Ano (Martin Scorsese)
Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA
Prêmio de Melhor Design de Produção
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme - Drama
Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Leonardo DiCaprio)
Prêmio de Melhor Trilha Sonora Original
Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália
Prêmio Fita de Prata Especial (Dante Ferretti)
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Direção (Martin Scorsese)
Oscar de Melhor Roteiro Original
Oscar de Melhor Ator (Leonardo DiCaprio)
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Alan Alda)
Oscar de Melhor Mixagem de Som
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio David Lean de Melhor Direção (Martin Scorsese)
Prêmio Anthony Asquith de Melhor Música
Prêmio de Melhor Roteiro Original
Prêmio de Melhor Ator (Leonardo DiCaprio)
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Alan Alda)
Prêmio de Melhor Fotografia
Prêmio de Melhor Edição
Prêmio de Melhor Figurino
Prêmio de Melhores Efeitos Visuais Especiais
Prêmio de Melhores Efeitos Sonoros
Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra
Prêmio Filme do Ano
Prêmio Ator do Ano (Leonardo DiCaprio)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Direção (Martin Scorsese)
Prêmio de Melhor Roteiro
Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Cate Blanchett)
Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália
Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (Martin Scorsese)
Com a morte do pai em 1924, o jovem texano Howard Hughes herda uma fortuna, na época avaliada em cerca de US$ 900 mil, tendo, como carro-chefe, a indústria Hughes Tools Company.
Um ano depois, ele se muda para Los Angeles, onde passa a investir pesadamente na indústria do cinema, uma de suas paixões. Para cuidar de suas finanças, contrata Noah Dietrich, um especialista na área. Em 1927, resolve produzir e dirigir o filme "Anjos do Inferno", cuja trama gira em torno de batalhas aéreas entre britânicos e alemães durante a 1ª Guerra Mundial, épico estimado em US$ 3 milhões. Em 1929, ao terminá-lo, decide refilmá-lo pois, com o advento do cinema falado, nega-se a lançar um filme mudo. Noah preocupa-se com o fato dele estar gastando cerca de US$ 25 mil por dia com esse projeto, o que é motivo de críticas por parte da imprensa e de seus concorrentes como, por exemplo, os executivos da MGM. Mesmo assim, ele determina que Noah hipoteque a Hughes Tools, a fim de levantar o dinheiro de que necessita para concluí-lo. Dessa forma, "Anjos do Inferno" é finalmente lançado em 1930. Durante seu lançamento, cerca de 500 mil pessoas se acotovelam para ver as celebridades de perto. Hughes chega ao local em companhia da atriz Jean Harlow.
Na área da aviação, outra de suas paixões, cria a Hughes Airlines. Projetando e construindo seus próprios aviões, recebe a visita de Jack Frye, um executivo da TWA Airlines, que pretende fazer uma encomenda de um novo avião para 50 passageiros. Achando que Jack não está olhando para o futuro, Hughes termina por comprar o controle da TWA.
Nessa época, ele se aproxima de Katharine Hepburn, os dois se apaixonam e passam a viver juntos. Em setembro de 1935, ele testa um novo avião, conseguindo um recorde de 563 km/h. Em seguida, bate novos recordes ao dar a volta ao mundo em apenas quatro dias. No trecho Nova York - Paris, consegue reduzir o recorde de Lindberg à metade. As conquistas de Hughes começam a incomodar o alto executivo da Pan American, Juan Trippe. Na festa que lhe é oferecida em Nova York, conhece a belíssima Ava Gardner, a mais nova aquisição da MGM.
Kate o leva para conhecer a propriedade da família, em Connecticut, onde o enchem de perguntas que o deixam irritado, a ponto de se retirar da mesa onde todos acham-se reunidos para uma refeição. Começam a se tornar mais evidentes, sinais de um transtorno obsessivo-compulsivo.
Em Hollywood, enquanto monta seu novo filme, "O Proscrito", mantém reuniões com a Força Aérea, nas quais se propõe a construir um avião gigante, o Hércules, capaz de transportar 750 soldados equipados ou 2 tanques-de-guerra M4 Sherman, através do Atlântico, sem o risco de ser atacado por submarinos nazistas, como ocorre com os navios de transporte militar.
À noite, passa a se divertir com as mais diferentes estrelas do cinema, como Joan Crawford, Ginger Rogers, Linda Darnell, Joan Fontaine e Bette Davis, tendo pequenos casos com as mesmas, o que o leva a se atritar com Kate. Esta, por outro lado, conhece e se apaixona pelo ator Spencer Tracy, o que a leva a romper com Hughes.
Pensando em operar vôos internacionais, Hughes reúne-se com Robert Gross, da Lockheed Aircraft, que acaba de projetar o Constallation, um avião para 60 passageiros capaz de voar a 7.500 metros de altura, a 540 km/h e com autonomia de 5.000 km. Após examinar o projeto do novo avião, autoriza sua construção.
Tomando conhecimento das pretensões de Hughes, Juan Trippe manobra, através do senador Ralph Owen Brewster, para que o Congresso aprove uma lei proibindo que uma 2ª Companhia Aérea explore as rotas internacionais.
Enquanto isso, Hughes propõe casamento à atriz Ava Gardner, mas esta recusa a proposta, alegando que não o ama o suficiente para tomar tal decisão, além do fato de continuar casada com o músico Artie Shaw.
Em julho de 1946, Hughes sofre um sério desastre aéreo, ao não respeitar os limites de seu novo avião, o XF-11, durante um vôo de teste.
A influência de Juan Trippe, junto ao Congresso e a outros Órgãos Governamentais, faz com que Hughes passe a ser investigado pelo FBI. Em fevereiro de 1947, o senador Brewster o procura com a intenção de suborná-lo. Trippe ainda tenta comprar a TWA, mas Hughes resiste a todas as pressões. Em agosto do mesmo ano, ele comparece a um Comitê de Investigação do Senado que examina o uso de recursos do Governo em projetos militares, como o do desenvolvimento do Hércules, já que a guerra acabara dois anos antes.
Em 2 de novembro de 1947, com Hughes em seu comando, o Hércules decola das águas de Long Beach, permanecendo no ar a uma altitude de 20 metros por cerca 1.600 metros. Assim, ele dá uma resposta aos críticos que não acreditavam que um avião daquele porte conseguisse voar. De qualquer forma, como não existia mais a guerra, não havia mais justificativa para dar continuidade a tal projeto, de modo que a aeronave nunca mais voltou a voar.
Por outro lado, o projeto do senador Brewster não é aprovado e a Pan American assiste sua maior concorrente, a TWA, iniciar suas operações internacionais, com vôos para a Europa e o Extremo Oriente.
Enquanto os sinais de seu transtorno obsessivo-compulsivo aumentam, Hughes comunica à sua equipe que têm que olhar para o futuro e começar a pensar na construção de aviões movidos a turbinas a jato.
Embora inferior a outros filmes de Martin Scorsese, como "Taxi Driver", de 1976, e "Os Bons Companheiros", de 1990, "O Aviador" é um ótimo filme, principalmente no que diz respeito aos quesitos técnicos. Embora seja tido como um filme biográfico do bilionário Howard Hughes, um homem que morreu aos 71 anos de idade, sua trama só cobre um período de 20 anos de sua vida.
Assim, o ponto de partida do filme dá-se basicamente com a chegada do magnata e mulherengo, obcecado por aviões, à Hollywood, a fim de investir pesadamente na indústria do cinema, outra de suas obsessões. A partir daí, o espectador acompanha o lendário Hughes em seus projetos marcados pela megalomania, tanto na área cinematográfica, quanto na aeronáutica. Acompanha, também, seu envolvimento com as grandes divas do cinema e o desenvolvimento de seu transtorno obsessivo-compulsivo.
Tendo recebido 11 indicações ao Oscar, das quais foi vencedor em 5 delas, é inquestionável que se trata de uma produção de qualidade, mesmo que algumas dessas indicações não tenham sido a melhor escolha.
No caso de Cate Blanchett, ganhadora de um dos Oscars, não vou discutir o mérito de seu prêmio. Trata-se de uma excelente atriz com uma grande atuação. Para mim, entretanto, tendo em vista o fato da imprensa ter noticiado que ela passou um bom tempo recebendo aulas sobre o sotaque e os maneirismos de sua personagem, a maravilhosa atriz Katharine Hepburn, em raríssimos momentos consegui ver nela a figura de Kate. No que tange ao sotaque, a australiana Blanchett muitas vezes pronuncia palavras como, por exemplo, "I can't", com sotaque genuinamente britânico. Nesse aspecto, a inglesa Kate Beckinsale foi mais feliz ao interpretar a bela Ava Gardner, americana como Kate.
CAA