
PAPILLON (1973)
Papillon
| Pais: | Estados Unidos, França |
| Gênero: | Drama |
| Direção: | Franklin J. Schaffner |
| Roteiro: | Dalton Trumbo, Lorenzo Semple Jr. |
| Produção: | Robert Dorfmann, Franklin J. Schaffner |
| Design Produção: | Anthony Masters |
| Música Original: | Jerry Goldsmith |
| Fotografia: | Fred J. Koenekamp |
| Edição: | Robert Swink |
| Direção de Arte: | Jack Maxsted |
| Figurino: | Anthony Powell |
| Guarda-Roupa: | Tony Pueo, Mickey Sherrard |
| Maquiagem: | Charles H. Schram |
| Efeitos Sonoros: | Richard Portman, Derek Ball, Gordon Daniel |
| Efeitos Especiais: | Alex Weldon |
| Efeitos Visuais: | Albert Whitlock |
| Nota: | 8.4 |
| Filme Assistido em: | 1974 |
| Steve McQueen | Henri 'Papillon' Charrière |
| Dustin Hoffman | Louis Dega |
| Victor Jory | Chefe Indígena |
| Don Gordon | Julot |
| Anthony Zerbe | Chefe da Colônia de Leprosos |
| Robert Deman | Maturette |
| Woodrow Parfrey | Clusiot |
| Bill Mumy | Lariot |
| George Coulouris | Dr. Chatal |
| Ratna Assan | Zoraima |
| William Smithers | Barrot |
| Peter Brocco | Médico |
| Val Avery | Pascal |
| Vic Tayback | Sargento |
| Barbara Morrison | Madre Superiora |
| Gregory Sierra | Antonio |
| Don Hanmer | Comerciante de borboletas |
| Anne Byrne Hoffman | Sra. Dega |
| Ellen Moss | Freira |
| Ron Soble | Santini |
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Trilha Sonora
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Steve McQueen)
Na França, Henri Carrière, conhecido por 'Papillon', por ter tatuado no peito uma borboleta, é acusado de ter assassinado um gigolô. Preso e julgado em 1931, é condenado à prisão perpétua, mesmo alegando inocência. O prisioneiro é enviado, juntamente com outros condenados, para um presídio de segurança máxima, na Guiana Francesa. Durante a viagem para a Guiana, ele conhece Louis Dega, um prisioneiro rico e maior falsário da França, de quem se torna protetor.
Uma vez na Guiana, são recebidos na Penitenciária de St. Laurent pela cúpula do presídio, que lhes dá as boas-vindas, ao mesmo tempo em que são alertados para a impossibilidade de fuga e para as penalidades previstas para aqueles que a tentarem: dois anos de solitária na 1ª tentativa de fuga e cinco anos em caso de reincidência.
Inicialmente, Papillon e Dega são enviados para um campo de trabalhos forçados situado numa região pantanosa, em plena selva, onde graça a malária. Lá, eles conhecem um outro prisioneiro, Clusiot, que também sonha com uma eventual fuga.
Certo dia, chega ao local um comerciante de borboletas à procura de um tipo raro, de cujas asas é extraída uma tinta especial usada na confecção da moeda americana. Papillon consegue ter acesso a ele, a quem oferece dinheiro em troca de um barco que lhes permita fugir. O negócio é fechado, com a promessa de que o barco será entregue em uma semana. Entretanto, ao ver um guarda batendo em Dega, Papillon luta com o mesmo e se vê obrigado a fugir floresta a dentro, sendo capturado por dois caça-fugitivos. Pela tentativa de fuga e ataque ao guarda, ele é sentenciado a dois anos de confinamento numa solitária. Enquanto isso, Dega consegue trabalho na área administrativa da penitenciária.
Ao sair de seu confinamento na solitária, Papillon volta a manter contato com Dega. Quando é internado na enfermaria da prisão, Papillon conhece Maturette, um detento que trabalha como uma espécie de enfermeiro. Um dia, ao receber a visita de Dega, Papillon insiste em que precisa de um barco para a sua tão sonhada fuga. Ao saber das intenções de Papillon, Clusiot se faz se doente para se juntar a ele na enfermaria.
Uma noite, quando a maioria dos guardas assistem a um concerto, Papillon, Clusiot e Maturette põem em ação seu plano. Na fuga, um guarda deixa Clusiot inconsciente. Quando Papillon está para ser acertado pelo guarda, Dega aparece e golpeia o militar. Dega se vê, então, obrigado a participar da fuga.
Quando os três fugitivos chegam ao barco, verificam que ele se acha em péssimo estado. Mesmo assim, embarcam em sua aventura. O que eles não imaginam é que o vendedor avisara a dois caça-fugitivos sobre a operação. Entretanto, eles são salvos por um misterioso homem, com tatuagens azuis na face. Tal homem os leva até uma colônia de leprosos, onde negociam um novo barco.
Quando reiniciam sua aventura, tudo parece ir bem até que uma forte tempestade cai sobre eles. Dega, que se machucara na fuga, tem seu tornozelo ameaçado de gangrena, o que leva Maturette a improvisar uma pequena cirurgia. Ao chegarem a uma praia, deparam-se com um grupo de soldados. Agindo com rapidez, Papillon consegue fugir pela selva. Entretanto, é atingido por dardos que o deixam inconsciente.
Ao acordar, descobre que se encontra num vilarejo indígena. Ele é, de certa forma, adotado pela tribo, onde lhe pedem para reproduzir sua tatuagem, a borboleta, no peito do cacique. Na manhã seguinte, ao acordar, verifica que se acha sozinho.
A seguir, ele encontra uma freira que o leva até seu convento. Levado à presença da Madre Superiora, ele pede para que o aceitem. Ela concorda e lhe oferece um aposento. Entretanto, ao acordar no dia seguinte, percebe que foi traído pela Superiora que mandara chamar a polícia local.
Desta vez, Papillon é confinado numa solitária por cinco anos. Cumprida a pena, enquanto aguarda sua liberação, os guardas levam Maturette em uma maca até sua presença, para que este morra diante de seus olhos. Ao sair da solitária, é enviado para a isolada Ilha do Diabo, conhecida como um local de onde não se consegue fugir, face às fortes correntezas que a cercam e aos seus altíssimos penhascos.
A Ilha do Diabo funciona como uma espécie de colônia penal. Uma vez que a fuga é impossível, os guardas deixam os prisioneiros à vontade. Papillon recebe uma pequena cabana para nela viver. Pouco tempo depois, ele reencontra o amigo Dega, cultivando uma enorme horta e criando porcos.
Embora ainda seja relativamente moço, em seus 38 anos, Papillon apresenta um rosto marcado e envelhecido com seus cabelos brancos. Sua idéia de fugir continua viva como nunca. Sentado em um banco de pedras, à beira de um penhasco, ele passa horas estudando o movimento das marés. Um dia, ele lança ao mar um enorme saco cheio de cocos, formando uma espécie de colchão flutuante e, em seguida, pula do altíssimo penhasco, conseguindo finalmente realizar com sucesso sua tão sonhada fuga.
Baseado na autobiografia de Henri Carrière, "Papillon" é um excelente filme de aventura e um grande drama de presídio. Realizado pelo cineasta Franklin J. Schaffner, o filme trata da vida carcerária numa prisão de segurança máxima da Guiana Francesa e, mais especificamente, da espetacular fuga do francês Henri Carrière, da Ilha do Diabo, a famosa colônia penal do Caribe, já que fugir de lá era algo impensável pelas autoridades.
Entre os pontos altos do filme, acham-se seu magnífico roteiro, a bela fotografia de Fred J. Koenekamp, um ótimo trabalho de edição que ajuda a manter o ritmo durante mais de duas horas de projeção e, acima de tudo, as soberbas atuações de Steve McQueen e de Dustin Hoffman.
Embora não se trate de um filme premiado, "Papillon" é imperdível.
CAA