
PARA O RESTO DE NOSSAS VIDAS (1992)
Peter's friends| Pais: | Reino Unido |
| Gênero: | Comédia Dramática |
| Direção: | Kenneth Branagh |
| Roteiro: | Rita Rudner, Martin Bergmann |
| Produção: | Kenneth Branagh |
| Design Produção: | Tim Harvey |
| Música Não Original: | Jacques Offenbach, Puccini, Freddie Mercury, Eric Clapton e outros |
| Fotografia: | Roger Lanser |
| Edição: | Andrew Marcus |
| Direção de Arte: | Martin Childs |
| Figurino: | Susan Coates, Stéphanie Collie |
| Efeitos Sonoros: | David Crozier, Tommy Goodwin, Robin O'Donoghue |
| Efeitos Visuais: | Pete Hanson, Mark Nelmes, Janek Sirrs |
| Nota: | 6.6 |
| Filme Assistido em: | 1993 |
| Emma Thompson | Maggie Chester |
| Kenneth Branagh | Andrew Benson |
| Richard Briers | Lord Morton, pai de Peter |
| Stephen Fry | Peter Morton |
| Phyllida Law | Vera, empregada |
| Hugh Laurie | Roger Charleston |
| Rita Rudner | Carol Benson |
| Imelda Staunton | Mary Charleston |
| Alphonsia Emmanuel | Sarah Johnson |
| Tony Slattery | Brian, acompanhante de Sarah |
| Edward Jewesbury | Sr. Gooch |
| Hetta Charnley | Fã de Carol, no Aeroporto |
| Ann Davies | Brenda |
| Magdalena Buznea | Senhora idosa |
| Nicola Wright | Mulher de Brian |
| Alex Lowe | Paul, aos 17 anos |
| Chris Pickles | Motorista dos Bensons |
Em 1982, seis grandes colegas e amigos, Peter, Roger, Mary, Andrew, Sarah e Maggie, concluem seus estudos na Universidade de Cambridge. Lá, além das obrigações escolares, faziam parte de um mesmo grupo de teatro.
Os anos se passaram e cada um tomou seu próprio rumo: Peter, filho de uma família de milionários, passou a levar uma vida desregrada de playboy; Roger e Mary se casaram, tiveram gêmeos, um dos quais veio a morrer, e se tornaram os melhores autores de jingles da Inglaterra; Andrew, que era um brilhante escritor de peças, na Faculdade, mudou-se para Hollywood, onde se casou com Carol, uma atriz, passando a escrever roteiros para ela, que eram apresentados através de uma série de comédias de costumes para a televisão; Sarah, que tivera pequenos casos com os rapazes, na Faculdade, continuou a sair com homens, geralmente comprometidos; e Maggie foi trabalhar para uma grande Editora, não tendo uma vida social muito ativa.
Dez anos depois, na última semana de 1992, Peter, que havia herdado uma enorme propriedade do pai, decide convidar seus velhos amigos para, juntos, passarem as festas do final do ano em sua mansão. Todos comparecem, inclusive Carol, mulher de Andrew, e Brian, última conquista de Sarah.
Os dias se passam divididos entre a alegria de estarem juntos, depois de tanto tempo, e momentos de reflexão, revelações e decisões que a reunião propicia.
Maggie, por exemplo, comenta com Andrew que estava saindo com uma pessoa, mas que esta se suicidou. Ela vê em Peter uma solução para sua vida solitária. Certa noite, aliás, ela vai ao quarto dele disposta a ir pra cama, mas ele lhe diz que a ama como a uma grande amiga. Perguntado se é gay, responde que é bissexual mas que não transa mais nem com homem nem com mulher.
O casamento de Andrew e Carol parece não andar bem. Quando ela recebe um telefonema de Hollywood, convidando-a para estrelar um novo filme, ela comenta que está pensando em retornar aos EUA imediatamente, sozinha. Tal fato aumenta o desânimo de Andrew em relação à união deles.
Sarah questiona o fato de Brian ter largado mulher e filho para ficar com ela, uma vez que os dois só se conhecem há duas semanas. Este também pensa no assunto e, no dia seguinte, sua mulher vem apanhá-lo.
Sozinha, Sarah dá em cima de Andrew, com quem tivera um caso no passado. Carol os surpreende aos beijos, exatamente no momento em que ia comunicar que desistira do convite para o novo filme, mas, diante daquela cena, muda de idéia e decide ir embora sozinha.
O casamento de Roger e Mary é abalado apenas pelo trauma causado quando da morte de um de seus filhos gêmeos. Psicótica, ela fica o tempo todo a se comunicar com a babá, a fim de saber como se acha Ben, seu outro filho.
A partida de Carol faz com que Andrew passe a se embriagar com freqüência. Numa dessas ocasiões, ele é grosseiro com Roger e Mary, além de dizer que não sabe o que todos estão fazendo ali, e por que somente agora, dez anos depois, Peter resolveu convidá-los.
Peter, então, comunica a todos que há seis meses contraiu o vírus HIV, o que o deixou fortemente abalado e que, ao repassar sua vida, lembrou-se dos velhos e queridos amigos. Chorando, Andrew o abraça. Maggie compreende, agora, a conversa que tivera com ele em seu quarto.
O relógio bate meia-noite, anunciando o Novo Ano. Todos se confraternizam. Os amigos dizem a Peter que ele poderá passar um tempo com qualquer um deles. No final, eles cantam e dançam as músicas da época da Universidade.
"Para o Resto de Nossas Vidas" é um bom filme sobre um grupo de colegas de Universidade que se reencontram, dez anos depois de suas formaturas, na casa de um deles. Produzido e dirigido por Kenneth Branagh, que também encabeça o elenco, o filme lembra muito "O Reencontro", de Lawrence Kasdan, de 1983, embora este último seja bem melhor.
Partindo de um ótimo roteiro, assinado por Martin Bergmann e Rita Rudner, marido e mulher na vida real, ela também fazendo parte do elenco, onde interpreta a atriz Carol, Branagh realiza um bom trabalho. A trama procura retratar o amor e a amizade, ao estilo britânico, e fala de temas como infidelidade, perda, alcoolismo, solidão, bulimia, entre outros.
A trilha sonora, composta de músicas de grandes autores, é um dos pontos altos do filme, o mesmo ocorrendo com o elenco, onde o maior destaque fica por conta da atuação de Emma Thompson. Embora bom, Branagh está melhor como diretor.
CAA