Prêmios
Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro
Festival Internacional de Toronto, Canadá
Prêmio Metro Media (Claude Chabrol)
Festival Internacional de Veneza, Itália
Copa Volpi de Melhor Atriz (Isabelle Huppert, Sandrine Bonnaire)
Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França
César de Melhor Atriz (Isabelle Huppert)
Indicações
Festival Internacional de Veneza, Itália
Prêmio Leão de Ouro (Claude Chabrol)
Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França
César de Melhor Filme Francês
César de Melhor Direção (Claude Chabrol)
César de Melhor Roteiro Adaptado
César de Melhor Atriz (Sandrine Bonnaire)
César de Melhor Ator Coadjuvante (Jean-Pierre Cassel)
César de Melhor Atriz Coadjuvante (Jacqueline Bisset)
Sinopse
Catherine Lelièvre mora com o marido, Georges, e o filho, Gilles, numa casa de campo do Departamento de Maine-et-Loire, no oeste da França. Às vezes, sua enteada Melinda junta-se a eles nos finais de semana. Como a casa é bastante grande e todos saem durante o dia, ela precisa conseguir uma competente empregada que seja também de confiança. Em sua busca, finalmente encontra Sophie Bonhomme, a empregada que precisava: séria, carinhosa com sua família e que, terminados os seus afazeres, tranca-se em seu quarto para assistir televisão. Satisfeitos, os patrões se oferecem para pagar uma auto-escola para ela, assim como, uma consulta a um oftalmologista para verificar se Sophie necessita ou não usar óculos. Ela tem, entretanto, um segredo que guarda a sete chaves: é analfabeta.
Em pouco tempo, Sophie inicia uma relação de amizade com Jeanne, uma jovem mulher que trabalha nos Correios da pequena cidade que fica a uns 10 km da casa dos Lelièvres. Como Sophie, Jeanne é igualmente solitária, mas, por outro lado, é falante e curiosa a ponto de abrir e ler a correspondência que distribui.
Elas passam a se ver com freqüência, riem juntas, passeiam no velho carro de Jeanne ou vão ajudar o padre local nos serviços sociais da igreja. Sophie continuaria a ser a empregada exemplar se não fosse incitada pela amiga a se revoltar contra sua condição de doméstica. Quando a Sra. Lelièvre nota a mudança de comportamento de sua empregada, a atribui à influência negativa da funcionária dos Correios.
Depois de ter várias correspondências violadas, Georges vai aos Correios tomar satisfações junto à Jeanne, mas esta o afronta ao dizer que a mulher dele é uma puta e que a anterior não era melhor. À noite, em casa, ele descobre que Jeanne tem vindo com freqüência assistir televisão no quarto de Sophie. Irritado, procura a empregada e lhe diz que Jeanne está proibida de entrar em sua casa.
No dia seguinte, aniversário de Melinda, após preparar os salgadinhos para a comemoração, Sophie sai às escondidas para se encontrar com Jeanne. É quando ela fala para a amiga que seus patrões não querem mais vê-la na casa deles, embora ela, pessoalmente, não esteja pensando em obedecer à tal determinação. Na oportunidade, as duas descobrem que têm um ponto em comum ligado aos seus respectivos passados: Jeanne foi considerada suspeita de ter matado sua filha, solta por falta de provas, enquanto Sophie, de seu pai doente.
Em casa, ao verificar que Melinda vai telefonar para Jeremie, o namorado que se encontra na Inglaterra, Sophie corre para a extensão, onde ouve a jovem dizer que se acha grávida. Assim, quando Melinda descobre que ela é analfabeta, Sophie reage com violência e ameaça contar ao pai sobre sua gravidez. Melinda, entretanto, relata o ocorrido à família e Sophie é demitida por Georges, por ter usado de chantagem para intimidar sua filha.
À noite, a família se reúne para assistir, na televisão, a apresentação da Ópera “Don Giovanni”, de Mozart, ocasião que Melinda aproveita para gravá-la em seu gravador. Enquanto isso, Sophie entra na casa em companhia de Jeanne e, juntas, depois de rasgarem quase todos os vestidos de Catherine, pegam dois rifles de Georges, usados para caça, e se dirigem à sala onde os membros da família se acha reunidos, matando um por um.
Terminado o massacre, Jeanne se apropria do gravador e, em seguida, elas se separam como se tudo estivesse bem. Sozinha em seu carro, Jeanne é morta quando o veículo quebra numa curva e, logo depois, é violentamente atingido pela camionete do padre. A polícia chega ao local e conclui que o sacerdote não teve a menor culpa no acidente. Um dos policiais encontra o gravador com a fita que acusa as duas amigas. Escondida a poucos metros, Sophie assiste a tudo.
Comentários
Baseado no livro “Judgement in Stone”, de Ruth Rendell, “Mulheres Diabólicas” está entre os melhores filmes do cineasta francês Claude Chabrol, embora não atinja os níveis de “Os Primos” ou “Um Assunto de Mulheres, do mesmo cineasta. Intrigante e enigmática, a história gira em torno da intensa relação destrutiva de duas mulheres.
Chabrol mais uma vez demonstra sua habilidade ao evitar recorrer a determinados clichês psicológicos e, assim, mostra por que é considerado por muitos como o Hitchcock francês. Além de sua magistral direção, ele também co-assina o roteiro, por sinal muito bem construído.
No elenco, Isabelle Huppert e Sandrine Bonnaire são de longe os maiores destaques. Como coadjuvantes, Virginie Ledoyen, Jacqueline Bisset e Jean-Pierre Cassel realizam um bom trabalho.
CAA