Sinopse
O novo grupo de cadetes de West Point, em 1857, inclui George Armstrong Custer, um jovem que deseja experimentar a glória da guerra. Durante seu tempo na academia militar, ele comete muitas infrações e seu desempenho em sala de aula deixa muito a desejar. Quando Abraham Lincoln é eleito presidente, e a guerra civil eclode, Custer fica ansioso por sua graduação a fim de se juntar à batalha.
Ao conhecer a bela Elizabeth Bacon, ele a convida para se encontrarem mais tarde naquela noite. Antes do encontro, entretanto, ele, como muitos outros cadetes, é graduado e enviado para Washington, a fim de esperar por uma atribuição. Uma vez lá, sua má reputação o impede de ser aproveitado de imediato. Cansado de esperar, ele obtém a simpatia do tenente-general Winfield Scott ao convidá-lo para almoçar, aproveitando a oportunidade para confessar seu dilema. Como conseqüência, Scott o designa para servir no 2º Batalhão de Cavalaria dos Estados Unidos.
Na Batalha de Bull Run, em 21 de julho de 1861, Custer ignora as ordens recebidas e conduz seus homens em um ataque contra o inimigo, sendo ferido em batalha e enviado para casa. Posteriormente, recebe uma medalha pelo feito. Durante sua licença, ele planeja uma visita à Libby para se desculpar pela forma como deixou West Point. Antes de chegar à casa dela, ele se encontra com Samuel Bacon e, desconhecendo que se trata do pai da jovem, tem um forte desentendimento com ele. Ao se encontrar com Libby, esta tem um grande prazer em revê-lo e prontamente o perdoa, mas quando a jovem o apresenta ao pai, este o põe pra fora de sua casa. Naquela noite, os dois se encontram secretamente, ocasião em que ele promete se casar com ela quando se tornar um general, assumindo que com essa patente não será rejeitado pelo futuro sogro.
Ao retornar ao seu regimento, Custer é por engano feito general da Brigada de Michigan. Na Batalha de Gettysburg, na Pensilvânia, ele novamente contraria as ordens e a Brigada perde muitos homens, mas o general confederado é obrigado a recuar com suas tropas. Custer continua a se distinguir nos campos de batalha, e com o fim da guerra, Bacon aprova seu casamento com a filha Libby.
Ao ficar sem qualquer atividade militar, Custer recebe um convite de Ned Sharp, um de seus colegas em West Point, para assumir a presidência de uma corporação que ele havia formado, juntamente com seu pai, para o desenvolvimento do Território de Dakota, mas ao descobrir que será apenas uma figura sem poder de decisão, recusa a oferta. Mais uma vez, é socorrido pelo tenente-general Winfield Scott, desta vez a pedido de Libby, quando é enviado para o Forte Lincoln, em Dakota.
O Forte acha-se em completa desordem quando Custer e Libby chegam. Sharp havia aberto um entreposto de comércio que vende rifles para os índios, bem como, um Bar bastante freqüentado pelos homens da Cavalaria. Custer chicoteia os soldados que se embriagam, mas termina por fechar tanto o Bar como o entreposto comercial. Por outro lado, sob sua liderança, a Sétima Cavalaria dos Estados Unidos empreende uma guerra contra os índios. Por outro lado, quando o Chefe Sioux, Crazy Horse, concorda em se afastar de suas terras por ordem do governo americano, em troca da permissão para reter a terra sagrada em Black Hills, Custer promete que irá defender os direitos dele lá. No entanto, a Corporação Sharp tem planos para construir uma ferrovia na região, o que a faz trabalhar nos bastidores para destituir Custer do seu comando.
Em resposta, Custer acusa o Major Romulus Taipe de estar falsamente anunciando a descoberta de ouro em Black Hills. Ao tomar conhecimento da aproximação de uma batalha contra os índios sob a liderança de Crazy Horse, Custer implora para ser devolvido ao seu comando. Em 25 de junho de 1876, para salvar o general Alfred Terry de uma derrota certa, ele sacrifica toda a Sétima Cavalaria na batalha de Little Big Horn. Depois, Libby apresenta uma carta que lhe foi enviada pelo marido imediatamente antes de sua morte, na qual ele renova suas acusações contra Taipe, que se vê forçado a renunciar e a devolver Black Hills para os Sioux.
Comentários
“O Intrépido General Custer” é um muito bom filme americano do final dos anos 40. Realizado pelo cineasta Raoul Walsh, sua trama acompanha a vida do General George Armstrong Custer, desde sua passagem pela Academia Militar de West Point até sua morte na batalha de Little Big Horn, ao enfrentar uma coalizão de índios Cheyennes e Sioux, unidos sob a influência dos famosos líderes indígenas, Sitting Bull e Crazy Horse.
Walsh realiza um ótimo trabalho na direção, principalmente nas cenas de batalha. A fotografia de Bert Glennon valoriza bastante o trabalho do diretor, merecendo, portanto ser mencionada como um dos pontos altos do filme. O mesmo ocorre com a trilha sonora de Max Steiner, com músicas como "Battle Hymn of the Republic", "Hail to the Chief", "When Johnny Comes Marching Home", "Garryowen", "I Wish I Was in Dixie's Land", dentre outras.
Considerado por muitos como não sendo uma biografia fiel do General Custer, procurei pesquisar o assunto, chegando à conclusão de que há na verdade uma mistura de realidade e fantasia, com uma nítida intenção de enaltecer uma figura épica marcada pelo heroísmo. Outro ponto que me chamou atenção foi observar a visão positiva dada aos indígenas americanos, normalmente tratados como “bad boys” nos filmes de faroeste.
No elenco, Errol Flynn mais uma vez atua ao lado de Olivia de Havilland, confirmando a química que os dois demonstram quando se acham diante da tela. No papel do famoso Crazy Horse, Anthony Quinn nos brinda também com um grande desempenho. Hattie McDaniel, no papel de Callie, nos faz lembrar a Mammy de “E o Vento Levou”. Ainda entre os coadjuvantes, merecem ainda ser citadas as atuações de Sydney Greenstreet e Arthur Kennedy.
CAA