
O TREM (1973)
Le train
| Outros Títulos: | Noi due senza domani (Itália) Anna Kauffman (Espanha) Le train - Nur ein Hauch von Glück (Alemanha) The Train (USA) |
| Pais: | França, Itália |
| Gênero: | Melodrama, 2ª Guerra Mundial |
| Direção: | Pierre Granier-Deferre |
| Roteiro: | Pierre Granier-Deferre, Pascal Jardin |
| Produção: | Raymond Danon |
| Design Produção: | Jacques Saulnier |
| Música Original: | Philippe Sarde |
| Fotografia: | Walter Wottitz |
| Edição: | Jean Ravel |
| Figurino: | Jacqueline Moreau |
| Guarda-Roupa: | Fanny Jakubowicz |
| Maquiagem: | Didier Lavergne, Gisèle Jacquin |
| Efeitos Sonoros: | Alex Pront, Jean Labussière |
| Efeitos Especiais: | Paul Trielli |
| Nota: | 7.4 |
| Filme Assistido em: | 1974 |
| Romy Schneider | Anna Kupfer |
| Jean-Louis Trintignant | Julien Maroyeur |
| Maurice Biraud | Maurice |
| Paul Amiot | François le Verdun |
| Nike Arrighi | Monique Maroyeur |
| Paul Le Person | O comissário |
| Serge Marquand | Moustachu |
| Anne Wiazemsky | Anna Maroyeur |
| Régine | Julie |
| Jacques Rispal | Funcionário do Estado Civil |
| Georges Spanelly | Idoso |
| André Rouyer | Mecânico |
| Jean Lescot | René |
| Pierre Collet | O prefeito |
| Michel Duplaix | Chefe da Estação Ferroviária |
| Isabelle Le Gallou | Jocelyne |
| François Valorbe | Chefe do trem |
| Georges Hubert | Idoso |
| Jean-Pierre Castaldi | O sargento |
Maio de 1940. A Alemanha invade a Europa. Julien Maroyeur, um modesto reparador de rádios numa pequena cidade do norte da França, decide fugir com sua mulher grávida, Monique, e sua pequena filha.
No trem que deve levá-los até La Rochelle, na costa oeste francesa, perto de Bordeaux, as mulheres e os idosos são colocados nos vagões destinados a passageiros, enquanto os homens acomodam-se nos vagões próprios para o transporte de carga e animais.
Separado a contragosto de sua mulher, Julien tem oportunidade de conhecer alguns dos que viajam em seu vagão: um desertor, uma prostituta, um velho combatente, uma mãe solteira e Anna Kupfer, uma jovem e bela alemã que foge de seus compatriotas por ser de origem judaica.
No dia seguinte, Julien descobre que o trem foi dividido em dois e que Monique e sua filha seguiram na parte tracionada por outra locomotiva. A viagem continua e, aos poucos, ele e Anna se apaixonam perdidamente. Quando o trem é metralhado por um avião alemão, muitos passageiros são mortos e feridos. Com sorte, Julien e Anna saem ilesos.
O trem finalmente chega à La Rochelle. Ao passar pelas autoridades, Julien apresenta seus documentos e, para Anna não ser presa, ele informa que sua mulher perdeu seus documentos durante a viagem. Na ocasião, as autoridades providenciam uma carteira de identidade provisória para ela, com o nome de Anna Maroyeur.
Ainda na Estação de La Rochelle, Julien consegue saber que Monique fora levada para um hospital, pois havia entrado em trabalho de parto. Anna acompanha seu amado até o hospital. Uma vez lá, ela lhe diz que vai esperá-lo sentada num banco do jardim. Julien vai ao quarto onde Monique se encontra com seu novo filho e, ao voltar, verifica que Anna foi embora sem deixar-lhe qualquer recado.
Passam-se três anos sem que ele tenha notícias dela. No inverno de 1940, a vida parecia ter voltado ao normal, exceto pela presença dos nazistas e pelos suprimentos cada vez mais raros. A primavera e o outono de 1941 passaram despercebidos por ele guardar poucas lembranças dessa época. Apesar de Monique e ele nunca terem falado sobre Anna, Julien acredita que sua mulher sabe alguma coisa sobre esse seu relacionamento extraconjugal.
No inverno de 1943, ele é procurado por agentes da Gestapo que o levam até a presença do Comissário de Polícia francês. Uma vez lá, este o informa que a alemã Anna Kupfer, engajada na Resistência, foi encontrada com uma identidade falsa que leva seu sobrenome, Maroyeur. Perguntado se ele a conhece, Julien nega. Agradecendo por sua contribuição, o comissário, entretanto, pede-lhe que fique mais pouco, pois vai fazer com que Anna entre no recinto. Na presença dela, ele mais uma vez nega conhecê-la. O comissário agradece-lhe, mais uma vez, e o leva até a porta. De lá, ele fita o rosto dela por alguns segundos e, em seguida, corre para seus braços, disposto a não mais abandoná-la, mesmo que tenha que pagar um preço alto por essa sua decisão.
Realizado pelo cineasta francês Pierre Granier-Deferre, “O Trem” é uma ótima co-produção franco-italiana sobre a paixão que se desenvolve entre um modesto pai-de-família francês e uma bela alemã judia, quando se conhecem num vagão de carga de um trem a vapor, fugindo dos nazistas quando da invasão da França por tropas alemães no início da 2ª Guerra Mundial.
Embora o medo esteja sempre presente, o filme não se prende a mostrar as atrocidades patrocinadas pela Gestapo durante a época. Em algumas cenas de arquivo, em preto-e-branco, são mostrados ligeiramente alguns bombardeios reais ocorridos na França.
No vagão de carga onde Julien e Anna se conhecem, ocorrem momentos de promiscuidade, quando são mostradas cenas de casais fazendo sexo naquele ambiente confinado e repleto de outras pessoas. O affaire entre Julien e Anna é bastante convincente, levando o espectador a aprova-lo, a despeito dele ter mulher e dois filhos. A química entre Trintignant e Schneider é perfeita.
Merecem destaques os trabalhos de design de produção, figurino e a música de Philippe Sarde. O elenco é dominado pelas atuações de Jean-Louis Trintignant e Romy Schneider.
Finalmente, “O Trem” apresenta bons momentos, com destaque para as seqüências finais passadas no Comissariado de Polícia. CAA