
A MULHER INFIEL (1969)
La Femme Infidèle
| Outros Títulos: | Stephane, una moglie infedele (Itália) The unfaithful wife (USA, UK) La mujer infiel (Espanha, Argentina) Die untreue Frau (Alemanha) |
| Pais: | França, Itália |
| Gênero: | Drama, Suspense |
| Direção: | Claude Chabrol |
| Roteiro: | Claude Chabrol |
| Produção: | André Génovès |
| Música Original: | Pierre Jansen |
| Direção Musical: | André Girard |
| Fotografia: | Jean Rabier |
| Edição: | Jacques Gaillard |
| Direção de Arte: | Guy Littaye |
| Figurino: | Maurice Albray |
| Maquiagem: | Louis Bonnemaison |
| Efeitos Sonoros: | Guy Chichignoud |
| Nota: | 8.3 |
| Filme Assistido em: | 2008 |
| Stéphane Audran | Hélène Desvallées |
| Michel Bouquet | Charles Desvalées |
| Maurice Ronet | Victor Pegala |
| Stéphane Di Napoli | Michel Desvallées |
| Michel Duchaussoy | Inspetor de Policia Duval |
| Guy Marly | Inspetor de Policia Gobet |
| Serge Bento | Bignon, detetive particular |
| Donatella Turri | Brigitte |
| Henri Marteau | Paul |
| Louise Chevalier | Empregada |
| François Moro-Giafferi | Frédéric |
| Michel Charrel | Policial |
| Jean-Marie Arnoux | Testemunha falsa |
| Dominique Zardi | Motorista de caminhão |
| Henri Attal | Homem no Café |
| Louise Rioton | Mamy, sogra de Charles |
Charles Desvalées é um homem bem sucedido, casado há onze anos com Hélène, com quem tem um filho, Michel. A família mora numa confortável casa em um pequeno bosque de Versailles. Diariamente, ele vai à Paris, onde tem sua pequena empresa de seguros. Sua mulher também vai com certa freqüência à Cidade-Luz, não a trabalho.
Ao desconfiar que Hélène possa estar lhe traindo, Charles contrata os serviços de Bignon, um detetive particular, para que ele a siga. Poucos dias depois, Bignon telefona e os dois marcam um encontro. No local combinado, o detetive informa Charles que: a cada dois dias, Hélène vai à casa de um homem de nome Victor Pégala, localizada na Rua Bois de Boulogne, 27, onde permanece mais ou menos por duas horas; o senhor Pégala é um escritor abastado e mora só; os dois nunca saem. Ao final, Bignon entrega a Charles uma foto que ele conseguira do escritor.
De posse dessas informações, Charles vai ao endereço fornecido pelo detetive e, de longe, observa quando sua mulher chega de táxi e entra no edifício. No dia seguinte, volta à Bois de Boulogne, sobe até o apartamento de Pégala, sendo por este recebido. Ele se apresenta como sendo o marido de Hélène, diz que o casal não tem segredos um com o outro, bem como, ninguém interfere na vida pessoal do outro. Desconfiado em princípio, Pégala sente-se aliviado quando Charles lhe diz que ficou interessado em conhecê-lo a partir do momento em que sua mulher lhe falou do envolvimento dos dois.
Em seguida, Pégala conta que conheceu Hélène, por acaso, ao se sentarem juntos num cinema. O filme era muito ruim, os dois reclamaram ao mesmo tempo, saíram juntos, foram a um bar, onde ele lhe deu seu endereço, e ela veio depois até aqui. Continuando, diz que, embora não procure demonstrar, Hélène é muito doce e carinhosa. Quando Charles demonstra interesse em conhecer o apartamento, Pégala o leva a todos os cômodos e, ao chegarem ao quarto, Charles descobre um isqueiro que ele havia dado à mulher quando do 3º aniversário de seu casamento. Ao voltarem para a sala, Charles golpeia mortalmente o escritor com uma pequena escultura que se achava sobre um móvel. Passa, então, a fazer uma limpeza geral no apartamento, a fim de não deixar qualquer sinal de sangue ou de impressões digitais.
Depois de enrolar o corpo do morto em lençóis, ele o leva até seu carro e o coloca em sua mala. No caminho para o local onde pretende se livrar do corpo, seu carro é atingido por um caminhão, deixando sua mala empenada. Um guarda de trânsito chega até eles e, por pouco, não descobre o cadáver. Depois de chegar a um acordo sobre o acidente, ele finalmente consegue se livrar do corpo, jogando-o, amarrado a uma pedra, em um lago à beira da estrada.
Dois dias depois, dois policiais, o inspetor Duval e seu assistente, Gobet, chegam à casa de Versailles à procura de Hélène. É que eles descobriram seu nome, endereço e telefone na agenda telefônica de Pégala. O inspetor lhe explica que o escritor se acha desaparecido e que estão procurando todas as pessoas cujos nomes se encontravam na referida agenda, numa tentativa de encontrarem alguma pista que os leve a ele. Após fazerem algumas perguntas a ela, os dois vão embora.
No final da tarde, quando Charles volta do trabalho, Hélène lhe fala sobre a visita dos dois policiais. À noite, depois do jantar, Duval e seu assistente voltam à casa dos Desvalées. Desta vez, é para fazer algumas perguntas a Charles. Este lhes responde que nunca ouviu falar em Pégala e que sua mulher já o colocou a par da visita que eles haviam feito mais cedo.
Na manhã seguinte, ao pegar a roupa do marido que se achava sobre uma cadeira, Hélène descobre casualmente a fotografia de Pégala que Charles havia recebido do detetive particular, com o endereço do escritor no verso, não deixando dúvidas para ela de que o marido está envolvido no seu desaparecimento. De qualquer forma, ela decide ficar em silêncio. Logo depois, quando Charles, Hélène e Michel se encontram debaixo de árvores do bosque onde moram, surgem novamente, a cerca de uns 50 metros, os dois inspetores de polícia. Charles se apressa em ir ao encontro deles, enquanto Hélène e Michel, abraçados, observam tudo. Após alguns instantes, Charles se volta para a família por segundos e, em seguida, segue com os policiais.
Escrito e dirigido por Claude Chabrol, “A Mulher Infiel” é mais um excelente filme deste grande mestre do cinema francês. A trama gira em torno de um triângulo amoroso que termina com o assassinato de um de seus membros, o que gera algumas situações de suspense.
Maravilhosamente bem dirigido, o filme apresenta ainda vários outros quesitos técnicos que merecem ser destacados, dentre os quais podemos citar a belíssima fotografia de Jean Rabier e a impecável trilha sonora de Pierre Jansen. No elenco, Stéphane Audran, na época esposa e musa de Chabrol, está perfeita no papel da esposa infiel; Maurice Ronet, embora com pouco tempo de exposição na tela, apresenta uma atuação correta como o amante; e Michel Bouquet, como o marido traído, dá um banho de interpretação, conseguindo manter uma calma exterior impecável, enquanto por dentro há um verdadeiro vulcão em ebulição.
Enfim, “A Mulher Infiel” é um filme altamente recomendável que beira a perfeição.
CAA