Filmes por gênero

AS CORÇAS (1968)

Les Biches
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Les biches - Le cerbiatte (Itália)
As rivais (Portugal)
Bad girls (Estados Unidos)
Las ciervas (Espanha)
Zwei freundinnen (Alemanha)
Pais: França, Itália
Gênero: Drama, Mistério
Direção: Claude Chabrol
Roteiro: Claude Chabrol, Paul Gégauff
Produção: André Génovès
Direção Musical: Jacques Baudry
Fotografia: Jean Rabier
Edição: Jacques Gaillard
Figurino: Michel Albray
Maquiagem: Louis Bonnemaison, Maud Begon
Efeitos Sonoros: Guy Chichignoud, Gérard Dacquay
Nota: 7.3
Filme Assistido em: 2008

Elenco

Stéphane Audran Frédérique
Jacqueline Sassard Why
Jean-Louis Trintignant Paul Thomas
Nane Germon Violetta
Henri Attal Robèque
Dominique Zardi Albert
Serge Bento Livreiro

Prêmios

Festival Internacional de Berlim, Alemanha

Prêmio Urso de Prata de Melhor Atriz (Stéphane Audran)

Videoclipes

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Sinopse

Frédérique é uma bela e rica mulher de trinta e poucos anos que se alterna entre seu excelente apartamento em Paris e sua bela casa junto ao mar de Saint Tropez. Certo dia, ao passar por uma ponte da capital francesa, ela se depara com Why, uma jovem igualmente bela, que ganha a vida a desenhar corças nas calçadas das ruas e pontes da cidade. Fascinada pela jovem, cerca de oito a dez anos mais nova que ela, Frédérique contribui com 500 francos para a caixinha da artista e, encostada no parapeito da ponte, fica a admirar o seu trabalho.

Depois que termina seu trabalho e se prepara para deixar o local, Why se aproxima dela para agradecer-lhe por sua generosa contribuição. As duas iniciam uma conversa enquanto caminham juntas, até que chegam ao apartamento da milionária. Esta convida Why para um chá, aceito pela jovem com a condição de poder tomar um banho.

No dia seguinte, Frédérique viaja para Saint Tropez levando Why como companhia. Em sua casa do litoral, ela mantém dois amigos gays, Robèque e Albert, que não têm uma atividade estabelecida, mas que a ajudam sempre que solicitados. A primeira impressão de Why em relação a eles não é das melhores.

Frédérique leva a amiga para conhecer parte de suas propriedades e, ao entrarem em um de seus iates, pergunta à jovem se ela gosta de fazer amor. Quando Why lhe responde que é virgem, ela não acredita. Why reitera sua afirmação, alegando que não tem motivo para mentir, até porque não tem orgulho desse seu estado.

À noite, durante um jogo de pôquer, Why fica de fora apenas observando os jogadores. Paul Thomas, um arquiteto que participa do jogo, não tira o olho dela, sendo por esta correspondido. Quando Frédérique decide terminar com o jogo e todos se retiram, Why lhe diz que vai dar uma saidinha por estar com um pouco de enxaqueca. Enciumada, Frédérique pede que Robèque e Albert a sigam. Quando os dois voltam, dizem a ela que tudo indica que Paul conquistou Why, pois os dois entraram juntos no apartamento dele.

Na manhã seguinte, Why volta para casa quando Frédérique já se encontra tomando o café-da-manhã. A jovem lhe conta como foi sua noite com o arquiteto. Frédérique lhe deseja muitas felicidades, mas, doente de ciúmes, vai ao encontro de Paul, a quem seduz, fazendo inclusive com que ele falte a um encontro que havia marcado com Why. À tarde, ao voltar para casa em companhia do arquiteto, Frédérique comunica a todos que os dois estão indo juntos para Paris. Paul pede desculpas à Why, enquanto Frédérique reconhece ser ela muito egoísta.

Ao voltarem de Paris, Frédérique conta à Why como a viagem foi maravilhosa, como ela e Paul se acham apaixonados, bem como, que ele vai passar a morar na casa. Why, embora enciumada, demonstra não estar aborrecida com as decisões dela, mas Robèque e Albert se mostram incomodados e são por Frédérique expulsos. Os três passam a viver em harmonia, com Why inclusive dizendo que ama os dois. No fundo, entretanto, ela sente a perda de Paul.

Certo dia, ao acordar, Why encontra um bilhete de Frédérique dizendo-lhe que ela e Paul estão indo à Paris por um a dois dias, pois ele tem um negócio urgente a resolver. Inconformada, Why decide viajar também para a capital francesa, onde pega Frédérique de surpresa. Why lhe diz que não pode mais viver sem os dois, que viajou para ficar com ela e Paul. Frédérique, que sempre incentivou essa afeição a três, responde-lhe que o amor dela a enoja.

O telefone toca e, ao atendê-lo, Frédérique diz a Paul que o está esperando. Why continua a falar do amor que sente por ela e por Paul, mas termina afirmando que vai embora imediatamente e que ela não vai mais vê-la. Em seguida, abraçando-a por trás e fazendo-lhe um gesto de carinho, retira de sua bolsa um punhal e o crava nas costas de Frédérique.

O telefone volta a tocar e, ao perceber que se trata de Paul, Why lhe diz que o está esperando para jantarem juntos no quarto. Assim, com o corpo de Frédérique estirado no chão, Why aguarda na cama a chegada do arquiteto. Minutos depois, Paul chega e abre a porta de entrada do edifício.

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Comentários

“As Corças” é mais um ótimo filme do grande mestre francês, Claude Chabrol. Inteligentemente escrita, a trama explora os temas do ciúme e da obsessão, transformando o que poderia ser um simples melodrama num perfeito e absorvente thriller psicológico.

Embora sem fazer uso de cenas de sexo e nudez, Chabrol consegue manter uma tensão sexual e um clima de suspense ao longo de todo o filme até sua cena final. Nesta, o cineasta deixa em aberto o encontro entre Paul e Why, permitindo que o espectador faça uso de sua imaginação.

A fotografia de Jean Rabier, presente na maioria dos filmes de Chabrol, é um dos pontos que merecem ser destacados, assim como, a edição de Jacques Gaillard. No elenco, o grande nome é o de Stéphane Audran, mulher do cineasta, no papel de Frédérique, seguido pelos de Jacqueline Sassard e Jean-Louis Trintignant. “As Corças” marca o 18º e último filme da carreira de Jacqueline Sassard, que abandona o cinema aos 28 anos de idade.

CAA