Prêmios
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Christoph Waltz)
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Christoph Waltz)
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio de Melhor Ator (Christoph Waltz)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Christoph Waltz)
Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra
Prêmio Ator do Ano (Christoph Waltz)
Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Christoph Waltz)
Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Christoph Waltz)
Associação dos Críticos de Cinema de Toronto, Canadá
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Roteiro
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Christoph Waltz)
Indicações
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Direção (Quentin Tarantino)
Oscar de Melhor Roteiro Original
Oscar de Melhor Edição
Oscar de Melhores Efeitos Sonoros
Oscar de Melhor Edição de Som
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio de Melhor Direção (Quentin Tarantino)
Prêmio de Melhor Design de Produção
Prêmio de Melhor Edição
Prêmio de Melhor Fotografia
Prêmio de Melhor Roteiro Original
Festival Internacional de Cannes, França
Prêmio Palma de Ouro (Quentin Tarantino)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme - Drama
Prêmio de Melhor Direção (Quentin Tarantino)
Prêmio de Melhor Roteiro
Festival Robert de Copenhague, Dinamarca
Robert de Melhor Filme Americano (Quentin Tarantino)
Sinopse
Capítulo Um: "Era Uma Vez ..... nazistas na França ocupada"
Em 1941, o coronel Hans Landa, detetive da Waffen-SS, orgulhosamente conhecido como o "caçador de judeus", vai à casa do Sr. Perrier LaPadite, um fazendeiro francês, e o interroga por conta de rumores de que este estaria escondendo uma família judia, mais especificamente a família Dreyfus. Seus soldados são mantidos fora da casa e, sem se preocupar com o tempo, ele passa horas conversando com LaPadite, por duas vezes toma um copo de leite e acende seu cachimbo, pois sua experiência lhe diz que, se sua desconfiança tiver sentido, em algum momento seu interrogado deixará escapar algo que a confirme. Assim, sua fama mais uma vez se comprova e ele ordena que seus soldados atirem contra o assoalho de madeira, matando todos que se achavam no porão, com exceção de Shosanna, uma jovem adolescente que consegue fugir para as colinas próximas.
Capítulo Dois: "Bastardos inglórios"
No início de 1944, antes da invasão aliada da Normandia, o Ten. Aldo Raine organiza um grupo de oito soldados judaico-americanos, ocasião em que lhes explica que serão lançados por trás das linhas inimigas, a fim de fazerem um grande estrago, levando insegurança e medo às tropas nazistas. Aldo ainda menciona que o sangue apache corre em suas veias e que, portanto, todos lhe devem escalpos dos soldados que matarem.
Como planejado, o grupo começa a operar em território francês, usando a tática de emboscadas para fazerem suas vítimas e as escalpando para aterrorizarem o inimigo. Passando a ser conhecido como “Os Bastardos”, sua fama chega ao gabinete de Hitler. Furioso, este discute com dois de seus comandantes militares por não serem capazes de lidar com os Bastardos, causando um efeito negativo em suas tropas.
Capítulo Três: "Uma noite alemã em Paris"
Em junho de 1944, três anos depois de ter conseguido fugir das garras do coronel Hans Landa, Shosanna, agora com a identidade de Emmanuelle Mimieux, torna-se proprietária de um cinema no centro de Paris. Certo dia, ao se achar trocando o letreiro do cinema, é interrompida pelo soldado Fredrick Zoller, que passava por ali. Zoller começa a puxar conversa, mas ela consegue fazer com que ele se vá. No dia seguinte, quando ela se encontra em um Café, ele aparece novamente. Ao tentar se aproximar, Shosanna lhe diz que se estiver à procura de uma namorada francesa, deverá se dirigir à área alemã de Vichy. Nesse instante, ao vê-lo, vários oficiais nazistas o procuram para parabenizá-lo por ter ganho a medalha de herói da Alemanha. Curiosa, ela lhe pergunta o que ele fez para ganhar tamanha honraria, ao que ele responde que, estando sozinho no alto de uma torre, conseguiu matar 250 inimigos em três dias, fato que fez com que Joseph Goebbels autorizasse a produção de um filme, “Orgulho da Nação”, no qual ele figura como o personagem principal.
Ao se achar, mais uma vez, colocando um novo letreiro na fachada de seu cinema, desta vez referente ao filme “O Corvo (Le Corbeau, 1943)” Shosanna é obrigada a largar tudo e a entrar em um carro nazista que a veio buscar. Ela é levada a um restaurante de luxo onde Zoller se encontra em companhia de Goebbels. Depois das apresentações, o soldado convence o Ministro da Propaganda a mudar os planos da première do filme, alterando inclusive o local para o cinema da jovem. Quando todos se preparam para sair, o Cel. Hans Landa chega e pede para que Shosanna permaneça, pois, na qualidade de Encarregado da Segurança na França ocupada, precisa ter uma conversa com ela sobre seu cinema. A jovem fica paralisada ao se ver diante do homem que matou toda a sua família. Um dos pontos exigidos por Landa é que ela seja a operadora do cinema, uma vez que não poderão aceitar Marcel, como operador, por ele ser negro.
Ao voltar, Shosanna comenta com Marcel que pretende aproveitar o cinema lotado de nazistas, principalmente com a presença de seus principais líderes e respectivas famílias, para queimá-lo como um ato de vingança.
Capítulo Quatro: "Operação Kino"
Ao tomarem conhecimento da première de “Orgulho da Nação”, os ingleses enviam um oficial britânico a Paris, Ten. Archie Hicox, a fim de liderar um ataque contra o cinema, contando com o auxílio dos “Bastardos” e de uma agente dupla alemã, a atriz Bridget von Hammersmark. Esta, marca um encontro numa taverna francesa com Hicox e dois dos Bastardos, o Cabo Wilhelm Wicki e o psicótico Sgt. Hugo Stiglitz, a fim de organizarem seus planos.
Sem que ela saiba, no entanto, a noite do encontro é também a ocasião em que o Sgt. Wilhelm celebra o nascimento de seu filho com seus camaradas alemães. Um dos soldados presentes começa a conversar com Hicox e percebe que seu sotaque é estranho. O Maj. Hellstrom da SS, que também se encontra na taverna, vai até a mesa dele, senta-se e o enche de perguntas. Entretanto, é quando Hicox pede três dedos de uísque sem usar o polegar, gesto tradicional na Alemanha, é que ele tem a certeza de que não se trata de um oficial alemão. Um tiroteio irrompe e, como conseqüência, Hicox, Wicki, Stiglitz, e todos os alemães, bem como o dono da taverna, são mortos. Apenas Bridget escapa, saindo com a perna esquerda atingida por uma bala.
Capítulo Cinco: "A Vingança da Cara Gigante"
O Ten. Raine, furioso, interroga Bridget em uma clínica, onde ela lhe fala sobre a Operação Kino. Ele decide continuar com o plano contra o cinema. Dessa forma, convoca dois dos seus melhores homens, o Sgt. Donny Donowitz e o soldado Omar Ulmer para fazerem uso de bombas suicidas. Assim, os três, fazendo-se passar por profissionais do cinema italiano, acompanham Bridget na esperada noite da première. No lobby do cinema, o Cel. Landa aproxima-se dos quatro e descobre que os três acompanhantes de Bridget mal arranham o italiano e que ela está fazendo o papel de uma agente-dupla. Ele a leva a uma sala onde a mata por estrangulamento. Em seguida, ordena a prisão do Ten. Raine e do soldado Utivich.
Os dois são levados encapuzados até um restaurante fechado, onde ficam a sós com o coronel. Este diz aos americanos que, embora seja conhecido como “o caçador de judeus”, na realidade ele se considera apenas como um competentíssimo detetive. Continuando, diz que plantou uma dinamite no camarote de Hitler, bem como, que sabe que o Sgt. Donny Donowitz e o soldado Omar Ulmer encontram-se sentados nas poltronas 23 e 24 da platéia com a missão de assassinarem o chefão nazista, mas que um simples telefonema seu fará com que esse plano seja abortado. Indo mais longe, o Cel. Landa diz que, se ele não agir, a guerra poderá acabar naquela noite com as mortes de Hitler e dos seus três mais poderosos e influentes colaboradores, Martin Bormann, Wilhelm Göring e Joseph Goebbels, todos presentes à première do filme “Orgulho da Nação”.
Depois de mostrar que se acha a par de todos os movimentos dos americanos, o Cel. Landa propõe um acordo segundo o qual ele deixaria que o massacre do cinema fosse executado e, em contrapartida, lhe seriam dados os seguintes benefícios: cidadania americana, medalha de honra do Congresso, pensão militar, casa na Ilha de Nantucket, entre outros. Como sabe que Raine não tem autoridade para tomar uma decisão desse porte, o coronel coloca à sua disposição seu operador de rádio, a fim de que o tenente entre em contato com as autoridades competentes. Minutos depois, o acordo é fechado através da rádio-comunicação, ficando acertado que todos iriam até as linhas americanas, onde o Cel. Landa e seu operador de rádio seriam detidos para interrogatório.
Enquanto isso, no cinema, o Sgt. Donowitz e o soldado Ulmer deixam suas poltronas e sobem para o nível dos camarotes, dispostos a assassinar Hitler. Nenhum dos dois se acha a par da captura do Ten. Raine, nem do plano de Shosanna para queimar o cinema com todos os que lá se encontram. Antes do início da projeção, a jovem havia gravado um pronunciamento seu e o inserido, através do recurso de edição, no 4º e último carretel do filme nazista, no qual ela afirma ser uma judia prestes a vingar a morte de sua família ao fazer com que todos os presentes sejam queimados juntamente com o cinema.
Marcel, seu assistente e amante, fica encarregado de travar todas as portas de saída e de dar início ao incêndio, ao tocar fogo em uma enorme pilha de filmes de nitrato, material quatro vezes mais inflamável que o papel, o que deverá ocorrer logo após o término da projeção de seu pronunciamento. Nesse meio-tempo, o soldado Zoller deixa o auditório e sobe até a sala de projeção a fim de flertar com Shosanna. Esta tenta evitar sua entrada, mas ele a empurra e lhe avisa que ela não está mais em posição de desrespeitá-lo. Precisando ter Zoller fora do seu caminho, ela lhe pede para trancar a porta, oportunidade em que saca uma pequena arma de sua bolsa e o atinge várias vezes pelas costas. Em um momento de aparente piedade, ela se aproxima dele quando é recebida com vários tiros. Ambos mortos, seus corpos jazem no chão da sala de projeção.
Logo a seguir, os espectadores ficam estarrecidos ao assistirem a projeção do pronunciamento de Shosanna, enquanto o Sgt. Donowitz e o soldado Ulmer invadem o camarote de Hitler, matando todos os que lá se encontram. Por trás do palco, Marcel toca fogo na pilha de carretéis de filmes de nitrato, iniciando o incêndio de altas proporções e de propagação rápida. Finalmente, a dinamite que o Cel. Landa havia plantado no camarote de Hitler explode, fazendo com que tudo vá pelos ares.
Como havia sido negociado, ao atravessarem as linhas americanas, na Normandia, o Cel. Landa é detido e algemado, enquanto seu operador de rádio é morto e escalpado, para indignação do alemão. Por outro lado, inconformado com o fato de que, apesar de todas as atrocidades praticadas durante a guerra, o Cel. Landa vai receber a medalha de honra do Congresso dos Estados Unidos e viver como um cidadão americano, Raine decide esculpir uma suástica em sua testa, de forma a marcá-lo para sempre.