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O DISCURSO DO REI (2010)

The King's speech
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Le discours d'un roi (França)
El discurso del rey (Espanha)
Il discorso del re (Itália)
Pais: Reino Unido, Austrália, Estados Unidos
Gênero: Drama, Histórico
Direção: Tom Hooper
Roteiro: David Seidler
Produção: Iain Canning, Emile Sherman, Gareth Unwin
Design Produção: Eve Stewart
Música Original: Alexandre Desplat
Coreografia: Scarlett Mackmin
Fotografia: Danny Cohen
Edição: Tariq Anwar
Direção de Arte: Netty Chapman
Figurino: Jenny Beavan
Guarda-Roupa: Marco Scotti, Linda O'Reilly, Alison Beard e outros
Maquiagem: Sharon O'Brien, Karen Cohen, Nana Fischer
Efeitos Sonoros: Paul Hamblin, Lee Walpole, Nick Foley e outros
Efeitos Especiais: Mark Holt, James Davis III
Efeitos Visuais: Derek Bird, Thomas Horton, Zissis Papatzikis e outros
Nota: 9.0
Filme Assistido em: 2011

Elenco

Colin Firth Rei George VI
Helena Bonham Carter Rainha Elizabeth
Geoffrey Rush Lionel Logue
Michael Gambon Rei George V
Guy Pearce Rei Eduardo VIII
Anthony Andrews Stanley Baldwin
Timothy Spall Winston Churchill
Freya Wilson Princesa Elizabeth
Ramona Marquez Princesa Margaret
Claire Bloom Rainha Mary
Jennifer Ehle Myrtle Logue
Calum Gittins Laurie Logue
Dominic Applewhite Valentine Logue
Ben Wimsett Anthony Logue
Derek Jacobi Arcebispo Cosmo Lang
Richard Dixon Secretário Particular
Adrian Scarborough Locutor da Rádio BBC
Andrew Havill Robert Wood
Charles Armstrong Técnico da BBC
Roger Hammond Dr. Blandine Bentham
David Bamber Diretor do Teatro
Jake Hathaway Willie
Patrick Ryecart Lord Wigram
Orlando Wells Duque de Kent
Tim Downie Duque de Gloucester
Robert Portal Equerry
Roger Parrott Neville Chamberlain

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme

Oscar de Melhor Roteiro Original

Oscar de Melhor Direção (Tom Hooper)

Oscar de Melhor Ator (Colin Firth)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio Alexander Korda de Melhor Filme Britânico

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Helena Bonham Carter)

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Geoffrey Rush)

Prêmio de Melhor Ator (Colin Firth)

Prêmio de Melhor Roteiro Original

Prêmio Anthony Asquith de Melhor Música

Prêmio de Melhor Filme

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Colin Firth)

Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra

Prêmio Filme Britânico do Ano

Prêmio Diretor Britânico do Ano (Tom Hooper)

Prêmio Ator do Ano (Colin Firth)

Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA

Prêmio de Melhor Ator (Colin Firth)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Ator (Colin Firth)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Direção de Arte

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Helena Bonham Carter)

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Geoffrey Rush)

Oscar de Melhor Mixagem de Som

Oscar de Melhor Trilha Sonora

Oscar de Melhor Edição

Oscar de Melhor Figurino

Oscar de Melhor Fotografia

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio Alexander Korda de Melhor Filme Britânico

Prêmio David Lean de Melhor Direção (Tom Hooper)

Prêmio de Melhores Efeitos Sonoros

Prêmio de Melhor Design de Produção

Prêmio de Melhor Maquiagem

Prêmio de Melhor Edição

Prêmio de Melhor Figurino

Prêmio de Melhor Fotografia

Prêmio Anthony Asquith de Melhor Música

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Geoffrey Rush)

Prêmio de Melhor Trilha Sonora Original

Prêmio de Melhor Roteiro

Prêmio de Melhor Direção (Tom Hooper)

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Helena Bonham Carter)

Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra

Prêmio Filme do Ano

Prêmio Ator Britânico do Ano (Colin Firth)

Prêmio Roteirista do Ano

Prêmio Atriz Britânica do Ano (Helena Bonham Carter)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Filho do futuro rei Jorge V, do Reino Unido, e da princesa Maria de Teck, Albert Frederick Arthur George nasceu em 14 de dezembro de 1895, tendo como irmão mais velho o príncipe Eduardo. Em 1910, com a morte de seu avô, o rei Eduardo VII, seu pai assumiu o trono, passando ele a ser o 2º nome na linha de sucessão, logo depois do de seu irmão.

Sofrendo freqüentemente de problemas de saúde relacionados ao seu lado emocional, Albert desenvolveu uma gagueira que o preocupou por muitos anos. Em 1920, já com o título de Duque de York, conhece a jovem Lady Elizabeth Bowes-Lyon, com quem vem a se casar em abril de 1923. Da união, nascem as filhas Elizabeth II e Margaret.

Nos anos 30, com o Reino à beira de uma guerra e precisando desesperadamente de um líder, sua esposa, Elizabeth, a futura Rainha Mãe, pede ao marido para se consultar com um excêntrico terapeuta da fala, Lionel Logue. Depois de um começo difícil, os dois estudam a possibilidade de um tratamento pouco ortodoxo e, finalmente, conseguem formar um vínculo inquebrantável. Lionel, por exemplo, descobre que ele não gagueja quando não ouve suas próprias palavras, bem como, que seus problemas tornam-se mais acirrados quando o nome de seu irmão, herdeiro do trono, está em jogo.

Com a morte do pai, em janeiro de 1936, seu irmão assume o trono com o nome de rei Eduardo VIII. No dia seguinte, Eduardo aparece com sua amante, a Sra. Wallis Simpson, na sacada do Palácio de St. James para cumprimentar a multidão que ali se aglomerava, quebrando um dos protocolos da proclamação de sua ascensão. Ele já havia sido avisado pelo primeiro-ministro, Stanley Baldwin, que não poderia permanecer como rei e se casar com uma mulher divorciada de dois ex-maridos vivos, já que, como rei, ele assumia também a Chefia da Igreja Anglicana. Além do mais, corriam boatos de que a Sra. Simpson recebia diariamente 17 cravos que lhe eram enviados pelo embaixador de Hitler, Von Ribbentrop.

Não querendo abandonar os seus planos de casamento, em dezembro do mesmo ano, Eduardo decide abdicar de seu reinado em favor de seu irmão Albert, uma posição que este jamais pensou em assumir, mas que se vê obrigado a fazê-lo sob o título de Rei Jorge VI.

Os preparativos para a cerimônia de coroação são iniciados na Abadia de Westminster. O Arcebispo não vê com bons olhos a presença de Lionel entre os convidados, mas Albert insiste não só na presença dele, mas também que lhe seja reservado um lugar próximo ao de sua família. Assim, o terapeuta passa a ensaiar com ele os diversos passos que terá de dar, bem como, as palavras que terá que usar durante seu juramento. Pouco depois, sempre contando com a ajuda de Lionel, o agora Rei Jorge VI faz um discurso para todo o seu povo, declarando que o Reino Unido se acha em guerra contra a Alemanha de Hitler.

Lionel permaneceu ao seu lado em todos os seus discursos pronunciados durante a 2ª Guerra Mundial e, através de suas transmissões, o Rei Jorge VI tornou-se um símbolo da resistência nacional.

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Comentários

“O Discurso do Rei” é um excelente filme, o grande ganhador do Oscar de 2011. Realizado pelo cineasta britânico Tom Hooper, sua trama gira em torno da luta travada pelo então futuro rei do Reino Unido, Jorge VI, para vencer sua gagueira.

Solene, mas nunca pomposo, este trabalho de Hooper é de uma sutileza e de uma elegância insuspeitas, não necessitando de grandes meios narrativos e formais para despertar o interesse do espectador em seu protagonista. Por outro lado, Hooper é extremamente feliz ao privilegiar a lição de vida e não a história britânica, muito embora as duas se achem interligadas.

O figurino e a direção de arte fornecem o ambiente ideal para dar vida à época em que se passa a história. Aliás, basicamente todos os quesitos da área técnica merecem atenção. Destaco aqui sua trilha sonora com a 7ª Sinfonia de Beethoven sendo tocada enquanto o Rei Jorge VI profere seu famoso discurso, fechando o filme com chave de ouro.

No elenco, Colin Firth está brilhante no papel principal, seguido por Geoffrey Rush como o excêntrico terapeuta da fala. Helena Bonham Carter também apresenta uma boa atuação.

Enfim, “O Discurso do Rei” é um filme imperdível.

CAA