
MENTIRAS INOCENTES (1995)
Les péchés mortels
| Outros Títulos: | Innocent lies (UK / USA) Unschuldige lügen (Alemanha) |
| Pais: | França, Reino Unido |
| Gênero: | Suspense |
| Direção: | Patrick Dewolf |
| Roteiro: | Patrick Dewolf, Kerry Crabbe |
| Produção: | Simon Perry, Philippe Guez |
| Design Produção: | Bernd Lepel |
| Música Original: | Alexandre Desplat |
| Fotografia: | Patrick Blossier |
| Edição: | Joëlle Hache, Chris Wimble |
| Figurino: | Tom Rand |
| Maquiagem: | Clarisse Domine, Peter King |
| Efeitos Sonoros: | Ivan Sharrock, Don Banks e outros, Colin Ritchie |
| Efeitos Visuais: | Pete Hanson, Mark Nelmes |
| Nota: | 5.8 |
| Filme Assistido em: | 1997 |
| Stephen Dorff | Jeremy Graves |
| Gabrielle Anwar | Celia Graves |
| Adrian Dunbar | Alan Cross |
| Sophie Aubry | Solange Montfort |
| Joanna Lumley | Lady Helena Graves |
| Keira Knightley | Celia, quando jovem |
| Melvil Poupaud | Louis Bernard |
| Bernard Haller | Georges Monfort |
| Marianne Denicourt | Maud Graves |
| Florence Hoath | Angela Cross |
| Alexis Denisof | Christopher Wood |
| Rosalind Bennett | Janet Blain |
| Tobias Saunders | Irmão de Celia |
| Robin Saunders | Irmão de Celia |
| Michel Winogradoff | Albert |
| Yvon Back | Inspetor Talmi |
| Alexandra Monvoisin | Zaza |
| Marianne Segol | Gigi |
| Tatjana Verdonik | Mãe de Maud |
| Oskar Freitag | Pai de Maud |
Em setembro de 1938, Alan Cross, um detetive britânico, chega a uma pequena cidade da costa francesa, a fim de investigar a morte de um colega e amigo, Joe Green. Recebido no aeroporto por Solange Montfort, filha do chefe de polícia local e que vai ser sua intérprete, seu primeiro contato é com Lady Helena Graves, uma viúva aristocrata, simpatizante do movimento nazista e que, logo num primeiro instante, coloca que seu filho Jeremy não foi responsável pela morte do irmão gêmeo, muitos anos atrás, quando ainda eram crianças. A seguir, Cross é apresentado por Lady Helena à sua filha, Celia, recém-chegada dos EUA em companhia do noivo, Christopher Wood, bem como, ao filho, Jeremy, que se acha acompanhado da mulher, Maud, uma judia.
No enterro do amigo, o pai de Solange garante a Cross que não tem dúvidas de que Joe se suicidou, ao mesmo tempo em que pede à filha que faça algo para que o detetive retorne logo à Londres. Cross diz à Solange que tem certeza que Joe não se suicidou e que há algo nessa família que o intrigava. Esta lhe conta que um noivo de Celia, Alastair Jennings, morreu em um acidente de carro há três anos e que Joe acreditava tratar-se de um assassinato.
Celia envia um bilhete a Cross, propondo um encontro no pier às 20 horas. Antes do encontro, entretanto, o detetive flagra os irmãos aos beijos, numa relação nitidamente incestuosa. Cross acredita que Jeremy sente um amor doentio pela irmã e que elimina todos aqueles que ameaçam essa relação: seu irmão gêmeo, o primeiro noivo de Celia e, até mesmo, Joe.
Num dos encontros com o irmão, Celia lhe diz que não quer mais continuar com essa ligação incestuosa, que irá se casar com Christopher e morar nos EUA. Ele lhe responde que jamais permitirá que isso aconteça.
Celia procura Cross a quem diz ter medo que o irmão a mate. O detetive sugere que ela deponha contra o irmão. Os dois se beijam.
À noite, na casa de Lady Helena, esta pede ao filho que vá embora com a mulher, que não infernize a vida da irmã, sob pena dela ter que chamar a polícia. Este responde que tem o direito de ficar para assistir ao casamento dela. Por volta de meia-noite, Lady Helena é estrangulada.
Cross descobre que a viúva foi morta com os cordões da raquete de tênis de Jeremy. Este é preso, mas é solto pouco tempo depois. O chefe de polícia afirma que os cordões eram muito frágeis para provocar o estrangulamento da vítima. Christopher retorna aos EUA.
Em um novo encontro com Cross, enquanto tem relações com ele, Celia conta que ela e o irmão fizeram com que Alastair morresse, três dias antes do casamento, ao deixar que o mesmo os flagrasse fazendo amor. Continuando, confessa que os dois são também responsáveis pela morte da mãe. Finalmente, implora ao detetive que não a deixe morrer.
Cross a leva até a estação ferroviária, dizendo-lhe que ela deve partir no trem para Le Havre, de onde poderá viajar para Nova York. O trem parte, mas Celia não embarca. De um telefone público, ela telefona para o irmão. De longe, Cross assiste a tudo.
Pouco tempo depois, Jeremy chega à estação ferroviária onde, ao se encontrar com a irmã, a beija apaixonadamente. Em seguida, os dois entram numa pequena sala onde continuam aos beijos. De repente, ele tenta estrangulá-la usando uma meia. Ela grita. Cross corre até o local, onde a encontra trêmula, assustada, chupando dedo, encolhida num canto da sala, enquanto Jeremy jaz sobre uma mesa, morto com uma tesoura cravada em seu pescoço.
"Mentiras Inocentes", embora não seja nada especial, é um filme digno de ser visto. Realizado pelo cineasta Patrick Dewolf, que também co-assina o roteiro, o filme trata de temas como incesto, assassinato, anti-semitismo, insanidade.
No princípio, a trama parece ser complexa, exigindo uma maior atenção do espectador para que não perca o fio da meada. Embora não se saiba exatamente como será o seu desfecho, a partir de um certo momento, alguns fatos tornam-se previsíveis.
Entre os pontos altos de "Mentiras Inocentes", encontram-se sua fotografia, assinada por Patrick Blossier, e sua trilha sonora. O filme abre e fecha ao som da bela canção francesa "Que reste-t-il de nos amours", de Charles Trenet.
No elenco, os maiores destaques ficam por conta de Gabrielle Anwar e Stephen Dorff, interpretando os irmãos Celia e Jeremy.
CAA